sábado, 24 de fevereiro de 2018

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DE POETA

Resultado de imagem para Nau perdida

Poema de Amor

Se te pedirem, amor, se te pedirem
que contes a velha história
da nau que partiu
e se perdeu,
não contes, amor, não contes
que o mar és tu
e a nau sou eu.

(Fernando Namora)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE OLHARES

Foto Robert Doisneau
Ilha de Ré - França

CAMINHOS...

A imagem pode conter: oceano, céu, montanha, atividades ao ar livre, natureza e água
Foto Walkiria Pereira

Todos levam...

SUL REAL


Ernesto Meyer Filho (Itajaí, 1919 — Florianópolis, 1991)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

MAR - CAIS

Foto Andrea Ramos
Sempre ali. 
Eu que olho pra ele?
Ou é ele que look at me?
(Andrea Ramos)

FIM DE TEMPORADA...

Foto Fernando Alexandre
 Salve, Salve!
Pântano do Sul

DE BICICLETAS, PEIXES & RELIGIÕES


MAR DE OLHARES


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
Foto Truonghuuhung
Pescador, Vietnam(Via Carlos Ruggi)


()

JACK O MARUJO

- O sr é teimoso, capitão?
- Não, só quando descobrem, disse Jack o Marujo.

(Do Nei Duclós)

LUA DE ONTEM

Foto Fernando Alexandre

Lua em pé, marinheiros deitados!

TEMPO DE SARDINHAS


Sardinhas assadas com pimentão e batatas

Ingredientes

6 sardinhas
Sal grosso a gosto 
2 batatas cozidas 
1 pimentão vermelho 

Modo de Preparo

Descasque e cozinhe as batatas em água e sal. Asse o pimentão e corte-o em tiras. Limpe as sardinhas tirando suas escamas. Cubra as sardinhas com sal grosso. 
Asse por cinco minutos em forno alto. Perfile as sardinhas em um prato longo. Disponha as batatas no prato. Coloque as tiras de pimentão sobre as batatas. 

(Do http://gnt.globo.com/)

LÁ DE CIMA...

Sul da Ilha, das alturas!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

MAR DE CIMA

Foto Fernando Alexandre
A LÍNGUA DO PARAÍSO
"Os guaraos, que habitam os subúrbios do Paraíso Terrestre, chamam o arco-íris de "serpente de colares" e de "mar de cima" o céu. O raio é o "resplendor da chuva". O amigo, "meu outro coração". A alma, o "sol do peito". A coruja "o amo da noite escura". Para dizer bengala, dizem "neto contínuo"; e para dizer perdoo, dizem "esqueço"."

(Eduardo Galeano, em “Os Nascimentos”  - "Memória do Fogo" - Vol. 1 - L&PM Editores - 1996)

OCUPANDO, OCUPANDO...


APRONTADAS

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul


CAMINHOS...

Foto e descaminho do Fernando Alexandre

A CIDADE DOS MOLUSCOS


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ESCALANDO O PEIXE

Foto Nguyen Quy
Peixes secando ao Sol. Vietnã.
(via Carlos Ruggi)

MAR DE ARMADORES


Cidasc inicia inspeção dos barcos de pesca industrial e
 embarcadouros


Santa Catarina se prepara para inspeção de barcos e desembarcadouros autorizados a exportar para União Europeia. A partir desta semana, técnicos do Ministério da Agricultura farão o treinamento de funcionários da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para inspeção dos barcos de pesca industrial e desembarcadouros que trabalham com exportação para países da Europa. A capacitação acontecerá entre os dias 19 e 21 de fevereiro, na sede do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), em Itajaí.

Durante o treinamento, os funcionários da Cidasc irão participar de reuniões de nivelamento e de práticas de inspeção de embarcações e desembarcadouros. O Ministério da Agricultura fornecerá uma lista de itens a serem observados durante as vistorias, o que irá orientar as ações da Cidasc. “Nós estamos trabalhando contra o relógio, para que possamos retomar as exportações de pescado o quanto antes. A União Europeia é um importante mercado, que nós temos plenas condições de reconquista”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

As inspeções iniciam já na terça-feira (20) com os técnicos do Ministério da Agricultura e da Cidasc e, segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, após o dia 21 a Cidasc dará continuidade às vistorias.

O Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) será responsável por organizar as embarcações para que sejam vistoriadas, dando prioridade para aquelas que estiverem ancoradas nos portos catarinenses.

A certificação da Cidasc terá abrangência em toda a costa brasileira, podendo ser feita inclusive em barcos de outros estados que descarregam pescados em Santa Catarina. Isso é possível porque Santa Catarina aderiu ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) – sistema que garante a inspeção e fiscalização de produtos de origem animal e vegetal de maneira uniforme e equivalente em todos os estados.

Pesca em SC
Santa Catarina é o maior produtor de pescado do Brasil. O setor da pesca de Santa Catarina gera 60 mil empregos diretos e indiretos, em torno de 60 indústrias. O valor das exportações catarinenses de pescado totalizou US$ 29 milhões em 2017, sendo que US$ 2,4 milhões foram para União Europeia.

(Da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca)

MALHEIRAS...

Foto Fernando Alexandre

EMPROADAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DE POETA

Resultado de imagem para mar noturno
MAR NOTURNO

Mar noturno
impregnado de restos
de um luar oculto
banha, anônimo
o tempo que evapora

(Do Nei Duclós)




CONHECENDO O MAR CATARINENSE


TEMPO DE SARDINHAS


Antepasto de sardinhas (scabeggio de Moneglia)

por Enzo Ambrosetti

Ingredientes

500 gramas de sardinhas inteiras
100 gramas de farinha de trigo
200 ml de vinagre ou vinho branco seco
2 dentes de alho
1 unidade de limão siciliano fatiado
1 unidade de cebola picada
1 ramo de sálvia
* o quanto baste de óleo de soja para fritar

Modo de preparo

Lave o peixe, passe na farinha e frite. Em uma tigela, cubra o peixe frito com vinagre, alho, cebola cortada, limão e folhas de sálvia, e deixe marinar por no mínimo 1 hora. Retire o peixe e refogue o líquido da marinada em uma frigideira. Coloque o peixe frio em um prato quente e por cima coloque a marinada refogada.

(Via http://www.gazetadopovo.com.br/)

MAR DE PLÁSTICO

O TEMPO & AS TAINHAS


"Quando o pé do espinheiro dá bastante flor
é sinal que é ano de boa safra de peixe".
(Dito popular praieiro)

DE CRENÇAS, REZAS & BENZEDURAS



Este Trabalho de Conclusão de Curso é um videodocumentário que registra as práticas terapêuticas religiosa-populares realizadas por benzedeiras de Florianópolis. A chamada medicina popular existe desde o início das civilizações, mesmo antes da medicina científica (ou alopática) que conhecemos atualmente. Embora muitas destas práticas não sejam reconhecidas e sejam, por vezes, desvalorizadas pelas instituições tradicionais como universidades, as pessoas continuam procurando essa forma de cura. Esse audiovisual apura como o conhecimento para a benzedura é adquirido, realizado e praticado. Ele também discute quais as principais doenças e motivos que fazem as pessoas recorrerem a essa prática milenar. Além das benzedeiras, foram entrevistados um historiador, uma psicóloga, uma antropóloga, um médico e um ambientalista que contribuem para fornecer uma análise mais crítica sobre a benzedura e falam sobre as suas experiências relacionadas à benzeção. 
Produção, roteiro e edição 
Fernanda Pessoa de Carvalho

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

OLHANDO ILHAS, ESPERAMOS...

O Lengo e eu, esperamos!
O olhar, a foto e as ilhas são do 

Antonio Paulo D'Aquino Noronha!

DE BRUXAS & BRUXARIAS

A prática da bruxaria na ilha de Santa Catarina, principalmente nos séculos XVIII e XIX, devido ao sincretismo entre açorianos, negros e índios da região. Atores: Ana Lice Brancher e Aldy Maingué Fotografia: Cido Marques Roteiro e Montagem: Mauro Faccioni Filho Direção de produção: Charles Cesconetto 1988 - documentário - cor - 30 min Suporte original: 16mm Áudio: português Formato de tela: 4:3 País: Brasil

Em exibição na Nau Catarineta, em Santo Antônio de Lisboa, hoje. O evento é GRATUITO e começa às 20h30.

MEMÓRIA DAS ÁGUAS

Nsa Sra do Desterro, imagem de 1880 tendo ao fundo o Prédio da Alfandega. 

TEMPO DE SARDINHAS


Sardinhas grelhadas com batatas e cebolas

Ingredientes

3 sardinhas por pessoa
1/2 cebola cortada
1/3 de pimentão cortado em tiras
1/2 tomate sem semente cortado em tiras
Salsa picada
2 ramos de alecrim (só as folhas
Sal a gosto
Vinagre de vinho branco a gosto
3 batatas cozidas por pessoa
Pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo

Retire as escamas das sardinhas passando as costas da faca no sentido do rabo para a cabeça. Faça um corte na barriga da sardinha para retirar as vísceras. Lave, enxugue e tempere com o sal, a pimenta e as folhas de alecrim.
Deixe descansar por 15 minutos. Numa frigideira antiaderente, refogue as cebolas e o pimentão em azeite.
Quando estiverem macias acrescente o tomate e tempere com sal e pimenta.
Quando o tomate estiver quente, mas ainda firme, regue com um bom vinagre e deixe reduzir por alguns instantes. Retire do fogo, salpicando salsinha. Mantenha aquecido.
Limpe a frigideira e grelhe as sardinhas por três minutos de cada lado. Sirva com batatas cozidas e a cebola para acompanhar.

(Do http://gnt.globo.com/)


Come piava e arrota sardinha
(Dito popular registrado por Lucas Boiteux na Ilha no começo do século passado)

SUL DA ILHA NO SEC. XX


O Livro: CAMPECHE - Um Lugar no Sul da Ilha

Resenha 2/3

A obra trata da formação das comunidades do Campeche e Rio
Tavares ao longo do século XX e suas relações com os comerciantes do Ribeirão da Ilha, sendo indispensável a leitura da apresentação do livro nas palavras poéticas de nossa jornalista Elaine Tavares.

Na segunda parte do livro tratamos sobre os comerciantes que abasteciam as comunidades do Campeche e Rio Tavares com os produtos manufaturados, industrializados e de primeira necessidade. Éramos grandes produtores de farinha, melancia e pescados, mas na hora de comprar equipamentos de trabalho e vestimentas corríamos para o mercado do seu Erasmo no Trevo do Erasmo. Se quiséssemos vender café em coco ou comprar café moído e torrado aguardávamos a Rural do Acary, genro do Aparício Cordeiro do Alto Ribeirão da Ilha proprietários do café Santo Estevão. Acary fornecia café em latas para os pequenos comerciantes das comunidades do Distrito do Campeche e estes revendiam aos moradores o café a granel.

Nossas festas populares e religiosas eram abastecidas com bebidas dos comerciantes Deni e Djalma da Freguesia do Ribeirão da ilha, representantes da Cervejaria Antártica para o interior da Ilha. A atividade comercial vem de seus pais Norberto Euclydes da Silva e Dona Chiquinha.

A expressão Candonga está entranhada na memória dos moradores nativos do Sul da Ilha. A história desse homem se confunde com a história do Porto do Contrato no Ribeirão da Ilha e qual criador de gado do Sul da Ilha que nunca negociou um boi ou uma vaca com o Candonga?

O Sul da Ilha na década de 1960 se destacava como a terceira bacia leiteira de nossa cidade e era tarefa do João Rangel, comerciante do Trevo do Campeche, recolher o leite dos produtores entregando na usina de Leite no Centro de Florianópolis, estabelecendo uma consistente fonte de renda de nossos agricultores.

E o pão nosso de cada dia chegava pelas mãos do José Adalberto Melo, o Zeca Padeiro que para não acordar seus clientes nas madrugadas, bastava colocar uma sacola dependurada na porta ou janela da residência que o café da manhã estava garantido.

Em breve a resenha 3/3 e convidamos para o lançamento da obra em 10 de março às 20 horas na tombada Igreja São Sebastião do Campeche. Como a obra será lançada pela Editora Insular com direito a selo de autenticidade, custeada pelo autor, sem qualquer incentivo governamental, será disponibilizada ao leitor ao preço de 40,00 (quarenta reais).

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ÁGUAS PORTUGUESAS, COM CERTEZA...


Ingredientes para 2 pessoas:

300g de camarão com casca
2 lombinhos de peixe
½ pimento verde
½ pimento vermelho
1 cebola media
2 dentes de alho
2 tomates pelados cortados em bocadinhos
Sal e pimenta q.b.
3 chávenas de água
1 chávena de arroz
Azeite q.b
1 folha de louro
Salsa q.b

Preparação:
1. Colocar as cabeças e as cascas do camarão num tacho com a água, sal e leve ao lume.
Depois de ferver são 10 minutos.
Passado este tempo coar e reservar a água de cozedura.
2. Num tacho, colocar o azeite, a cebola picada, o alho e a folha de louro e refogar.
3. Adicionar os pimentos cortados em cubos e deixar refogar mais 5 minutos.
4. Acrescentar o tomate pelado e cozinhar em lume brando mais 5 minutos.
5. Adicionar a água reservada, deixar levantar fervura e adicionar o arroz.
6. Ao fim de 5 minutos colocar os lombos de peixe e a 2 minutos do fim adicionar os camarões.
7. Acrescentar a salsa e servir.

Fonte original todos os direitos reservados a: Anabela Silva

NO COSTÃO


Tarrafas, ilhas & caniços no clique do Silézio Sabino 


OS PEIXES DAS ROCHAS


WILSON RIO APA E A PESCA DAS TAINHAS

Ilustração Andrea Ramos
A tainha na barra do Ararapira
 
"...Do que mais gosta o Menino é de escutar o Espia contando dentro dele os lanços de tainha
...o Vento trazia o cheiro do peixe passando pelo corso,
lá fora
tão longe que a força do meu olho não alcançava
...fiquei esperando a Lua numa coroa nova, bem na ponta
da Restinga
o povo todo na praia, aguentando o frio e a fome da
espera
quando a Lua entrou na cheia e caiu o rebojo, disse pro
peixe
Chegou a minha hora!
e meti o olho
vi tudo no fundo e até fiquei com medo
Era uma montanha de tainha!
dei o aviso pro povo, dobra o cabo e passa reforço no
seio
vim puxando aquela montanha, olho queimando de tanta
força
na boca da barra louca do Ararapira, marquei o rumo
num aponte
e enfiei o cardume de comprido, enchendo o canal inteiro
o remanso não dava pra tanto peixe, então estiquei o
olho e a tainha foi entrando na Deserta
o alaga-mar virou uma fervura, até lá nos Dias
aí mandei o lanço e o povo se atirou em cima gritando
muita rede estourou, muita tainha fugiu e ainda ficou
tanta que encheu a praia
veio gente de tudo que é rumo pro trabalho da salga
depois deu um grande fandango e o povo se foi pras ilhas
com comida pro resto do ano..."

(Fragmentos de "O povo do mar e dos ventos antigos- Os vivos e os mortos", de Wilson Rio Apa -Edição da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná - 1989)