quinta-feira, 27 de julho de 2017

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

NAVEGAR - AÍNDA - É PRECISO!

MAR-CAIS


Imagem sakuranewsonline.blogspot.com/
mar azul
borboleta voa
amarela atoa

(Fernando Alexandre)
primavera 92

NA PRAIA...


No início dos anos 40 do século passado Albert Einstein esteve na Ilha de Santa Catarina. Foi sentado numa pedra na Praia do Saquinho que ele chegou à relativa conclusão que "uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa."

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

NA PENÍNSULA DE VALDÉS

Foto Manuel Brunet

Área de reprodução da Baleia Franca austral e de outros mamíferos como os leões, elefantes marinhos e focas, a Península Valdés, na Patagônia Argentina, é um território selvagem e isolado. Com uma área de aproximadamente 4mil km2 de falésias, praias, golfos e enseadas conserva um dos ecossistemas mais peculiares do planeta, sendo patrimonio mundial desde 1999. Uma boa parte das baleias francas que visitam o litoral de Santa Catarina nesta época do ano, são provenientes de lá, da Patagônia Argentina.


Se o galo, na madrugada
Canta longo e sonoroso
Vem muito clara a manhã
E um dia de sol radioso
(Quadra popular registrada por A. Seixas Neto no séc. passado)

MAR DE ORLANDO AZEVEDO


Pedras que te quero
Floripa

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

BALEIAS - A CAÇA

Imagem sem crédito

A caça de cetáceos no periodo pré-histórico se limitava às regiões costeiras (baías, estuários) e geralmente era de pequena dimensão. Utilizavam lanças, flechas e dispositivos semelhantes a partir da costa ou de pequenas embarcações. 

A caça era muitas vezes oportunista, misturando-se com a atividade coletora, aproveitando os animais que eram levados pelo mar à costa ou que encalhavam ou ficavam aprisionados em águas pouco profundas ou zonas rodeadas por gelo. Continua a ser praticada em escala muito reduzida pelos povos da bacia do Ártico, na zona polar do hemisfério norte.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

NAVEGANTES...

Foto Andrea Ramos
Mesmo nesse fim de mar
qualquer ilha se encontrava,
mesmo sem mar e sem fim,
mesmo sem terra e sem mim.

Mesmo sem naus e sem rumos,
mesmo sem vagas e areias
há sempre um copo de mar
para um homem navegar.

( Fragmento de poema de Jorge de Lima - União dos Palmares /AL - 1893 - Rio de Janeiro -1953)

TARDE INDO, NOITE SENDO...

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul no inverão desta semana!

A LENDA DAS 300 MIL TAINHAS

Seu Orlando ouvia a história quando era criança Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Pescadores contam história de lanço de 300 mil tainhas cem anos atrás no norte da Ilha
Relato que teria ocorrido na Lagoinha atravessou gerações e teria começado com uma "praga" de bruxa. Duvida?

Caroline Stinghen
caroline.stinghen@horasc.com.br

Quem é morador antigo da Lagoinha, em Florianópolis, com certeza já ouviu um causo que passou de pai para filho, para neto e agora para bisneto. Uma história de fartura, que acabou em nada. Há cerca de 100 anos, lá pelos idos de 1915, acreditam os pescadores do rancho da Lagoinha, uma lanço de 300 mil tainhas abrilhantou a praia. A triste ironia é que, para aquela época, era muito peixe para pouca gente.

A mesma história é contada por vários pescadores, mas ela é mais fresquinha na mente do aposentado e ex-pescador Orlando Maximiliano da Silva, de 86 anos, que até hoje mora ao lado do rancho da Lagoinha, próximo à praia.

— Eu ainda não era nascido, mas meu pai contava que um dia uma mulher apareceu aqui na Lagoinha pedindo uma tainha. E ninguém quis dar para ela o peixe. Então ela jogou uma praga: disse que ia dar tanta tainha que eles não saberiam o que fazer com elas — contou o aposentado.

Ninguém sabe ao certo que ano que isso ocorreu, e nem o dia do lanço, mas as prateadas apareceram, cumprindo a profecia. No dia, conta Orlando, os pescadores estavam carneando um boi — já que a safra da tainha estava ruim — para alimentar a comunidade, quando o vigia começou a apitar.

— Todos saíram correndo, deixando o boi morto para trás. Pegaram as canoas e entraram no mar. Eles tinham redes muito pequenas, mas nem precisava. Meu pai dizia que as tainhas estavam vindo sozinhas em direção à praia — continuou o aposentado.

O avô de Nézio também contava a históriaFoto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Já o pescador Nézio ouviu de seu avô que os peixes eram tantos que pulavam sozinhos no costão, e que eles podiam recolher as tainhas de balaio, em terra firme.

— Foram 300 mil tainhas contadas, dizia o meu pai. O problema é que não tinha o que fazer com elas. Não tinha estrada, não tinha energia elétrica. Apenas um homem que tinha uma embarcação conseguiu levar uma parte para vender na Armação. Mas mesmo assim, sobrou muito. Arrancaram as ovas das tainhas e enterraram todas elas na praia — relembra Orlando.

Nézio também conta que o cheiro ruim de peixe morto, como lhe contara seu avô, durou muitos dias na praia. E que, por muito tempo, o óleo dos peixes se soltava na areia.

A mulher que jogou a praga — muitos acreditam que se tratava de uma bruxa — nunca mais foi vista pela região. E o boi que estava sendo carneado, quando os pescadores voltaram, já não estava mais lá. Alguém levou.

Foto Cristiano Estrela / Agencia RBS

Desde então, nunca mais houve um lanço tão grande na região. O próximo recorde veio somente em 2011, quando as 33 mil tainhas foram cercadas já pela equipe de Nézio.

— Meu pai sempre contou que os lanços da época dele não eram muito grandes. Tanto que eles dividiam a tainha entre eles em postas, e nunca com peixe inteiro — relatou o trabalhador.

— Eu gostaria muito de ver um lanço de 300 mil tainhas ainda. Queria muito que isso ocorresse de novo. Mas acho que daí não seria mais necessário enterrá-las. O máximo que ia acontecer é tainha de graça e na mesa de todo mundo — brincou ainda o aposentado Orlando. 

(Do http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/)

MAREGRAFIAS


Dunas do Pantusuli!

PUNIÇÃO INÉDITA


Ação inédita condena União e IBAMA por mortes de tartarugas marinhas em Sergipe

 Órgãos foram responsabilizados pela ineficiência das ações de fiscalização dos barcos pesqueiros no litoral do Estado e pelo consequente aumento da mortalidade de tartarugas. 

O Juiz Federal Edmilson da Silva Pimenta condenou o IBAMA e a UNIÃO (Capitania dos Portos e Superintendência Federal de Aquicultura e Pesca), dentre outras medidas, à obrigação de realizar inspeção anual em todas as embarcações pesqueiras registradas pelos órgãos competentes no Estado de Sergipe, para verificar o cumprimento da Instrução Normativa nº 31/2004, do Ministério do Meio Ambiente, quanto à obrigatoriedade do uso do TED (dispositivo excludente de tartarugas). A sentença foi proferida na Ação Civil Pública nº 0800953-72.2014.4.05.8500, promovida pelo Ministério Público Federal, condenação inédita na legislação pesqueira no Brasil. 

O inquérito apurou que os órgãos de controle ambiental não fazem uma fiscalização satisfatória da pesca ilegal no litoral do Estado de Sergipe, uma das principais fontes de mortalidade de tartarugas marinhas na região, que teve um incremento de 15,6% entre 2009 e 2010. Os fatos foram comprovados pelo Relatório de Fiscalização elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Após defesa dos réus, o juiz considerou que “o aumento da reprodução e da desova de tartarugas marinhas no litoral sergipano só deveria redundar em um enorme fator de preocupação dos órgãos fiscalizatórios sobre esse assunto; porém, ao contrário do que seria esperado deles, o descaso aumentou e a mortandade continuou ocorrendo, mesmo no curso do apuratório investigativo deflagrado pelo MPF para solucionar o problema”.

O juiz determinou que os réus realizem de maneira satisfatória a fiscalização para que “as mais variadas espécies de quelônios que transitam pelo litoral sergipano estejam livres da pesca predatória”. Por isso, obrigou o IBAMA e a União (Capitania dos Portos e Superintendência Federal de Aquicultura e Pesca) a fiscalizar anualmente o uso do TED pelas embarcações de arrasto de camarão; a verificar regularidade dos registros/licenças/autorizações dos barcos; a exigir dos proprietários das embarcações pesqueiras a implementação das medidas indicadas no art. 32 da Lei nº 11.959/2009, sobre a utilização de mapa de bordo e dispositivo de rastreamento por satélite, ou outro dispositivo ou procedimento “que possibilite o monitoramento a distância e permita o acompanhamento, de forma automática e em tempo real, da posição geográfica e da profundidade do local de pesca da embarcação”.

No litoral dos estados de Alagoas, Sergipe e norte da Bahia, o arrasto de camarão é a pescaria que mais interage com indivíduos adultos de tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea). A captura incidental de tartarugas nessa fase de vida, de grande importância biológica, pois levam até quase 30 anos para atingir a maturidade sexual, é uma das mais graves ameaças à sobrevivência da população dessa espécie na região Nordeste do Brasil. Para o analista ambiental do Centro Tamar/ICMBio, César Coelho, é fundamental recomendar a ampliação do período de defeso e da área de exclusão da pesca, associando aos programas de monitoramento das capturas incidentais, à fiscalização, à contínua avaliação de parâmetros da biologia dos camarões, espécie-alvo da pescaria e contínuas ações de sensibilização e educação ambiental junto ao setor pesqueiro, para que resultados efetivos possam iniciar a redução da mortalidade das tartarugas.

O TAMAR começou em 1980 a proteger as tartarugas marinhas no Brasil. Com o patrocínio da Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, hoje o projeto é a soma de esforços entre a Fundação Pró-TAMAR e o Centro Tamar/ICMBio. Trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

(Do  http://www.tamar.org.br/)

terça-feira, 25 de julho de 2017

LUA DE ONTEM...

Foto Fernando Alexandre
Deitada, marinheiros de pé!

REUNIÃO DE PAUTA

Foto Fernando Alexandre

NA ESPERA E NA ESPREITA...

Foto Fernando Alexandre
 "Terezinha", em meia praia ainda esperando as Tainhas!

MINHA PRIMEIRA BALEIA

Fotos Perla Harduy Ballena, Español y Mercusur

"Hoy ví mi primera ballena. En la placidez de un amanecer visitado por el viento norte, luego de tantos días del azote del sur, la voz de un vecino me despertó para avisarme de la cercanía de una ballena. Poco importó estar despeinada o con un aliento de león. Salí corriendo al encuentro de la imagen. En silencio miré. En silencio casi ni pensé, sólo sentí. En silencio hablé conmigo misma diciéndome que eso era la vida. Que un pez enorme me mostrara su danza y su maternaje, que pudiera vivir en armonía con los pescadores que pasaban a su lado en sus barcas, casi como saludándose: ESO ERA LA VIDA. Vengo de un país donde también se avistan ballenas, pero de otra manera, un hecho tan natural se ha convertido en un hecho comercial, artificial, económico, digamos: en un objeto, como los tantos que se producen en esta modernidad donde el capital dirige a la realidad. Entonces hoy, recibirlo así, como un regalo de esta naturaleza que no cesa de entregarnos vida, tiene para mí un valor aumentado, pero no por plusvalía. Por eso digo: gracias ballena, gracias Pántano por seguir manteniendo esto como un hecho natural y no turístico. ¡OBRIGADA BRASIL!
(Perla Harduy é psicóloga e escritora argentina, atualmente morando no Pantano do Sul )

MAR DE BALEIAS

MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Crônico
Praia de Itaguaçu, em 1945 - No tempo em que as pedras tinham sexo!

MAR DE POETA


Via Luiz Antonio Solda

MAR DE PESCADOR

Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

Falta de dados
Brasil pode perder autorização internacional para pescar atum

Somente em Santa Catarina, sanção pode atingir mais de mil pescadores

A ingerência da pesca no governo federal resultou num pedido coletivo de desligamento dos técnicos que faziam parte do Subcomitê Científico do Atum e Afins, o mais antigo e um dos mais importantes grupos de discussão de gestão pesqueira no país. A decisão dos técnicos pode impactar na autorização internacional que o Brasil possui para a captura do peixe _ e atingir diretamente frotas que, somente em Santa Catarina, empregam cerca de mil pescadores.

O atum é um peixe que migra durante o seu ciclo de vida, por isso é considerado um recurso internacional. Para garantir que não haja excesso de capturas, os países banhados pelo Oceano Atlântico que pescam atuns estão ligados à Comissão Internacional para Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT). Esse órgão estabelece cotas de captura e certifica que a pesca esteja dentro dos limites.

Marco Aurélio Bailon, coordenador técnico do Sindipi, sindicato que representa armadores e indústrias de pesca no país, diz que há cerca de cinco anos os dados estatísticos brasileiros apresentados ao ICCAT são incompletos. Em 2015 o governo liberou recursos para pesquisas em gestão pesqueira, que deveriam, entre outros compromissos, atualizar os dados. Mas a pesca perdeu o status de Ministério, foi incorporada pela Agricultura e o dinheiro se perdeu.

Sem dados e sem o financiamento básico para as pesquisas, os 19 cientistas que compõe o Subcomitê Científico decidiram ¿abandonar o barco¿. O problema é que, sem reportar as informações da pesca exigidas pela ICCAT, o Brasil corre o risco de perder as cotas de pesca de várias espécies de atuns, o que significa perder o direito a explorar esses recursos, incluindo a possibilidade de exportar o produto. 

Somente em Itajaí há cerca de 60 barcos especializados na pesca do atum, em diferentes modalidades, que poderão ser diretamente impactados com as possíveis sanções. 

Armadores perplexos 

O setor pesqueiro recebeu as informações sobre a demissão coletiva no Subcomitê Científico do Atum e as possíveis consequências com perplexidade. Deixar de ter a certificação internacional pode ser o fim da linha para empresários como José Kowalsky, de Itajaí, que atua na exportação de pescado. Somente a empresa dele já chegou a enviar 3 mil toneladas de atuns ao ano para o exterior. No ano passado, problemas com a documentação já fizeram com que ele perdesse um carregamento em vias do embarque para a Europa _ um ¿aperitivo¿ dos problemas que a falta de certificação poderá trazer.

Além do atum, o órgão internacional também regulamenta a captura de meca _ outro peixe que é enviado ao exterior, especialmente aos Estados Unidos, e que é alvo da pesca catarinense. 

Fragilidade 

Diretora-geral da ONG Oceana, que atua em pesca sustentável em todo o mundo, Monica Peres classificou a paralisação coletiva do Subcomitê Científico de atuns e afins como "uma noticia muito triste, que mostra a desestruturação e fragilidade institucional do sistema de gestão pesqueira no país". 

Ela afirma que os cientistas são responsáveis por produzir as melhores recomendações cientificas para subsidiar o ordenamento das pescarias, mas eles precisam de dados e de apoio as pesquisas. "Sem dados, não tem gestão. Para a ICCAT, o país que não reporta dados, não pode pescar", complementa. 

Falência 

O Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe) emitiu nota em que afirma apoiar irrestritamente a decisão dos cientistas que se desligaram do Subcomitê Científico "por entender que estes profissionais e colaboradores tiveram o limite de sua paciência, comprometimento e honradez ultrapassado". Para a entidade, a decisão é um retrato da falência da gestão pesqueira nacional. 

(Do http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/)

domingo, 23 de julho de 2017

MAR DE BALEIAS

Foto:Marcelo Bertellotti

Há alguns anos, pesquisadores que estudam a reprodução de baleias francas (Eubalaena australis) revelaram que estes cetáceos estavam sendo vítimas de violentos ataques de gaivotas (Larus dominicanus). Entre os meses de junho e dezembro, estas baleias se reúnem para acasalar e dar à luz nas águas da Península de Valdes, em Chubut, na Argentina. É neste local que elas estão sendo alvo dos ataques das gaivotas. Quando as baleias sobem até a superfície para respirar, as aves pousam em seu dorso arrancando sua pele e alimentando-se de sua gordura. Esta interação não parece matar as baleias, mas, devido aos repetidos ataques, causa lesões desagradáveis. Os ataques têm aumentado rapidamente desde que foram documentados pela primeira vez em 1972. Atualmente, cerca de 77% das baleias que frequentam a região apresentam feridas causadas pelas gaivotas.

A dor é um grande impulso para aprender rapidamente um comportamento de esquiva, certo? Foi exatamente isso que aconteceu com as baleias! Desde o aumento da frequência de ataques, elas desenvolveram a chamada “respiração oblíqua”. Esta técnica consiste em, no momento em que ela emerge para respirar, tirar o corpo da água em um ângulo de 45 graus, de modo que somente a cabeça fique exposta. Elas também passaram a fazer inspirações mais curtas, porém, mais fortes antes de submergirem novamente, fugindo com sucesso dos ataques. Este comportamento está se tornando cada vez mais comum. Em 2010, somente 3% das baleias utilizavam esta técnica. Já no ano de 2013, esse número subiu para 70%. A respiração oblíqua é susceptível de exigir um gasto maior de energia, que provavelmente é prejudicial para as baleias. No entanto, o aumento da prevalência deste comportamento sugere uma estratégia útil de prevenção contra os ataques das gaivotas.

JACK O MARUJO


- Quando acaba o amor? perguntou a passageira.
- Quando toda a memória dos tempos felizes é jogada no lixo, disse Jack o Marujo.

MAR DE BALEIAS

Cachalote - Gravura anônima de 1894

MANEMÓRIAS

Acervo Casa da Memória
SANTO ANTÔNIO DE LISBOA, CACUPÉ E SAMBAQUI



José Luiz Sardá


“Parte do texto foi extraído do livro Virgílio dos Reis Várzea, Santa Catarina: a ilha e Iaponan Soares, Santo Antônio de Lisboa – Vida e Memória”.

"A freguesia de Santo Antônio é uma das localidades mais aprazíveis da costa ocidental da Ilha. Começou a florescer quase ao lado do Desterro, sendo um dos primeiros locais a ser explorados na antiga Ilha de Santa Catarina. Ocupada a princípio pelos colonos que vieram para cá com o padre Mateus de Leão, com terras de sesmarias de uma légua em redor, o sítio entrou a cobrir-se de pequenas palhoças e ranchos, erguidos em meio às primeiras lavouras, desde a Praia Comprida à Ponta de Sambaqui até 1714, quando chegou o sargento-mor Manuel Manso de Avelar, que se estabeleceu com a família, precisamente em Sambaqui, quando montou um entreposto na praia Aguada.

Suas terras passaram depois à possessão de sua filha, Dona Clara Manso, que mais tarde casou com Francisco Antônio Branco. Esta senhora, falecida em 22 de outubro de 1790 com quase 100 anos, e cuja bondade e virtudes ficaram tradicionais ali, que mandou construir a igrejinha de Nossa Senhora das Necessidades, consagrada a Santo Antônio de Lisboa.


Com a chegada dos casais açorianos a partir de 1748, a Ilha de Santa Catarina teve aumento da população. Santo Antônio de Lisboa foi uma das localidades que recebeu menos gente, pois suas terras cultiváveis já estavam quase todas ocupadas. Em 1750, o lugar se transformou em Freguesia, por Provisão de 27 de abril daquele ano. Situada em solo plano e à beira-mar, entre Cacupé Pequeno e a Ponta da Ilhota, dir-se-á uma cidadezinha, pela sua pitoresca praça ornada de prédios, todos construídos como os de certos arrabaldes antigos da capital, e pela sua disposição em três ou quatro ruas cheias de casas, unidas ou separadas apenas por pequenas hortas e jardins, que não existem em outros sítios.

As primeiras concessões de sesmarias feitas em Santo Antônio de Lisboa, Cacupé e Sambaqui tiveram início em 1753 com Luiz Martins e Martinho de Amorim e Antônio Dias da Rocha na ponta de Cacupé. Em 1759, Manoel Gonçalves dos Santos na praia Comprida. Em 1788, Miguel Antônio da Silva, em 1806, Manoel Antônio de Souza, todas na freguesia de Nossa Senhora das Necessidades.

O antigo porto de Santo Antônio de Lisboa foi movimentado por um comércio marítimo maior que o de todas as outras freguesias. Embarcações pequenas, em grande número, remavam ou velejavam diariamente entre as suas praias e o Desterro, e com freqüência ali fundeavam navios mercantes ou de guerra, nacionais ou estrangeiros, cujo calado não lhes permitiam passarem além dos ancoradouros de Santa Cruz e Sambaqui.

A pouca distância de Santo Antônio de Lisboa, para o sul, haviam os antigos povoados conhecidos pelos nomes de Cacupé Pequeno e Cacupé Grande. Ambos tinham insignificantes números de casas e habitantes que vivem da lavoura e da pesca para subsistência. Nestes arraiais em outros tempos habitaram poderosos fazendeiros e armadores, como José Correia, Costa Melo, entre outros.

O nome arraial de Sambaqui proveio de um grande casqueiro que ali existiu em outro tempo, que foi totalmente consumido em caieiras. Tinha um fundeadouro é dos mais notáveis de Santa Catarina e do Brasil, por sua posição completamente protegida das vagas e ventos da barra, pelo longo Pontal ao norte, e a oeste pelas ilhas Ratones Pequeno e Ratones Grande, que serviam de abrigados as embarcações. Possuía um pequeno núcleo de casas, a maior parte pousada nas quatro praiazinhas alvas que enfaixam o litoral, sendo a principal a praia chamada da Aguada, que tinha um atracadouro que serviam aos escaleres dos navios e lanchas.

A água de Sambaqui vinha das nascentes de um elevado cerca de 500 metros da praia, por um encanamento mandado construir pelo almirante Justino de Proença, em uma de suas zelosas administrações como capitão do porto de Santa Catarina. Essa água era perfeitamente potável e a melhor da Ilha depois da do Ribeirão, segundo dizia em carta, o Visconde de Taunay.

O acontecimento mais importante de Santa Catarina na primeira metade do século XIX foi à visita do Imperador D. Pedro II, com a esposa imperatriz Tereza Cristina e comitiva feita a Desterro em 12 de outubro de 1845. As ruas da cidade e os caminhos das vilas e freguesias foram limpos para a primeira visita do Imperador a Santa Catarina. Visitaram a Lagoa da Conceição, Ribeirão da Ilha, São José, Santo Amaro da Imperatriz e Santo Antônio de Lisboa no dia 21 de outubro a bordo do vapor Imperatriz pela manhã. O Imperador costumava oferecer donativos para a igreja local e prestar homenagem às autoridades da Freguesia.

Naquela ocasião, pessoas influentes e de famílias tradicionais do lugar receberam comendas, dentre eles: Marcos Antônio da Silva Mafra, José Maria da Luz, João Pinto da Luz, o subdelegado Antônio Manoel de Souto e o padre Francisco José de Souza."

NA TARRAFA...


Olhar e clique do Silézio Sabino 

CHOVENDO PEIXES...

Catalina Garay guardou espinhos dos peixes que supostamente caíram do céu durante uma tempestade, dias antes. (Adriana Zehbrauskas para The New York Times) 

O fenômeno da chuva de peixes de Honduras

YORO JOURNAL
POR KIRK SEMPLE

YORO, Honduras — As coisas não são nada fáceis em La Unión, uma pequena comunidade na periferia de Yoro, área rural no centro-norte de Honduras.

A pobreza é geral, os empregos são escassos, grandes famílias vivem amontoadas em casas de tijolos de barro, e frequentemente as refeições se resumem a pouco mais que milho e feijão. Mas, de vez em quando, acontece algo extraordinário, algo que faz os habitantes de La Unión se sentirem muito especiais.

Do céu, eles dizem, cai uma chuva de peixes.

Acontece todos os anos, pelo menos uma vez, às vezes mais, afirmam, no final da primavera e começo do verão. E somente em condições específicas: uma chuva torrencial com trovoadas e relâmpagos, condições tão extremas que ninguém se arrisca a sair de casa.

Quando a tempestade passa, os aldeões pegam baldes e cestos e se dirigem até um pasto, numa espécie de baixio, onde a terra está coberta de centenas de pequenos peixes prateados.

Para alguns, é a única vez no ano em que têm a chance de comer peixes.

“É um milagre”, explicou Lúcio Pérez, 45, lavrador, que mora na comunidade La Unión há 17 anos. “Nós a consideramos uma bênção de Deus”.

Pérez ouviu várias teorias científicas do fenômeno; cada uma, segundo ele, repleta de incertezas.

“Não, não, não existe uma explicação”, afirmou balançando a cabeça. “O que vemos aqui em Yoro é que estes peixes foram enviados pelas mãos de Deus”.

O fenômeno acontece na cidadezinha e nos arredores há gerações, segundo os habitantes, e de tempos em tempos muda de lugar. Migrou para La Unión há cerca de 10 anos.

Os moradores de La Unión, em Honduras, afirmam que todos os anos uma forte tempestade deixa o campo coberto de pequenos peixes. (Adriana Zehbrauskas para The New York Times)

“Ninguém, em parte alguma, acha que haja uma chuva peixes”, disse Catalina Garay, 75, que, com o marido, Esteban Lázaro, 77, criou nove filhos em sua casa de adobe em La Unión. “Mas chovem peixes”.

Alguns moradores atribuem o fato às orações de Manoel de Jesús Subirana, um missionário católico que veio da Espanha e, em meados dos anos 1800, pediu a Deus que ajudasse a aliviar a fome na região de Yoro. Logo depois que ele fez o pedido, diz a lenda, começou a chuva de peixes.

“O povo o amava muito”, disse José Rigoberto Urbina Velásquez, gerente municipal de Yoro. “São tantas as histórias que contam dele que você se surpreenderia”.

Os que preferem a explicação científica propõem que os peixes podem habitar rios subterrâneos ou cavernas. Eles transbordam durante grandes tempestades e a água que sobe carrega os peixes até o nível da terra. Quando a chuva para e a inundação regride, os peixes ficam encalhados.

Segundo outra teoria, as nascentes de água sugam os peixes dos reservatórios vizinhos — talvez mesmo até do Oceano Atlântico, a cerca de 70 quilômetros de distância — e os depositam em Yoro.

Se alguém fez algum estudo científico do fenômeno, ele não é conhecido aqui. E em todo caso, muitas pessoas do lugar provavelmente não querem uma explicação deste tipo.

“É um segredo que só nosso Senhor conhece”, disse Audelia Hernández González, pastora de uma igreja evangélica de La Unión. “É uma grande bênção, porque ela vem dos céus”.

O fenômeno passou a fazer parte da identidade de Yoro e de sua população de cerca de 93 mil habitantes. Anualmente, se realiza uma festa na qual toda jovem do lugar compete para ser eleita “Señorita Lluvia de Peces” (Senhorita chuva de peixe), e a vencedora desfila em um carro alegórico vestida de sereia.
http://internacional.estadao.com.br/

“Para nós, é motivo de orgulho”, disse Luis Antonio Varela Murillo, 65, que morou a vida inteira na cidade. “Nós não gostamos quando um monte de gente não acredita nisso”, acrescentou, “dizendo que isto não passa de superstição”.

sábado, 22 de julho de 2017

NA PRAIA...


MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

MANEMÓRIAS

Foto Everton Ferre - www.mimicoeverton.com.br

Bar do Sargi, quando a solidão ainda frequentava a praia do Rio das Pacas - Sul da ilha - final da década de 80 do século passado!


CAMARÃO NA MESA

Resultado de imagem para bobo de camarão

BOBÓ DE CAMARÃO

Ingredientes

Caldo de Camarão
1,5kg de camarões com casca e cabeça
1 colher (sopa) de azeita extravirgem
1 cebola
1 cenoura pequena
1 alho-poró

Bobó

700g de aipim
750g de camarões descascados
2 colheres (sopa) de azeite extravirgem
1 cebola picada
1 pimentão vermelho cortado em cubinhos
1/4 maço de coentro picado
1/4 maço de salsinha
1/4 maço de cebolinha
3 tomates sem pele e sem sementes cortados em cubos
1/2 pimenta dedo de moça sem sementes picada
300ml de caldo de camarão
250ml de leite de coco
1 colher (sopa) de azeite de dendê
1 pitada de açúcar
Sal a gosto

Modo de Preparo

Caldo de Camarão

Em uma panela, refogue no azeite os legumes cortados em cubos grandes. Junte as cascas dos camarões e refogue durante dez minutos em fogo alto. Cubra o resto da panela com água e deixe ferver em fogo baixo por 30 minutos. Coe o caldo e reserve.

Bobó

Cozinhe na água com sal até que fique macio. Assim que estiver pronto, jogue um copo de água gelada na panela. Isso fará com que o aipim fique ainda mais macio. Retire da água e, com a ajuda de um espremedor, faça um purê.

Pegue os camarões sal e pimenta-do-reino a gosto, deixando para temperar apenas na hora de refogá-los. Aqueça uma panela, coloque duas colheres de sopa de azeite e refogue os camarões. Retire-os, mantendo na panela o caldo e o azeite.

Na mesma panela, refogue as cebolas, o pimentão e a pimenta dedo-de-moça por aproximadamente três minutos. Acrescente tomate, coentro, cebolinha e salsinha, refogando por mais três minutos. Junte o caldo de camarão coado e deixe ferver até que reduza à metade.
Coloque metade do leite de coco e ferva por mais três minutos. Acresente aos poucos o purê de aipim e cozinhe por cinco minutos, mexendo sem parar. Misture, então, o restante do leite de coco , cozinhando por mais cinco minutos. Tempere com sal a gosto e uma pitada de açúcar, para acentuar o sabor.

Junte os camarões, deixe ferver e desligue o fogo. Finalize misturando o azeite de dendê.
Sirva com arroz branco.

ILHA - VENDE-SE

A ilha de Little Ross, a 170 km de Edimburgo, está à venda. Foto: Galbraith Group/Divulgação

Quer uma casa nova? Essa ilha está à venda pelo preço de um apartamento

Palco de um assassinato que ficou famoso nos anos 1960, a ilha de Little Ross pode ser comprada por um valor que se aproxima do cobrado por muitos apartamentos, mesmo no Brasil

por HAUS

A ilha escocesa de Little Ross, que tem pouco mais de 117 mil m², está à venda por módicas £ 325 mil (R$ 1.335.490). A propriedade fica no sudoeste da Escócia, no sul de Kirkcudbright, cidade portuária muito popular entre artistas, a apenas 170 km da capital, Edimburgo.
A ilha tem pouco mais de 117 mil m² e fica em um ponto tranquilo da costa da Escócia. Foto: Galbraith Group/Divulgação

Little Ross tem uma torre com farol construída em 1843 por Alan Stevenson, membro de uma família inteira de engenheiros civis. O farol servia para orientar as embarcações na baía de Kirkcudbright. Antes dele, havia uma distância muito grande entre os faróis de Mull of Galloway e de Southerness. Infelizmente, essa torre não está incluída no valor pedido pela ilha. O farol pertence e é administrado pelos Comissários para os Faróis do Norte. Um contrato de arrendamento foi assinado em 1841 e permite que o farol seja operado em Little Ross virtualmente para sempre. Desde os anos de 1960, no entanto, ele foi automatizado e não precisa de operários em tempo integral.

O que faz parte do negócio é o chalé dos guardadores do farol, com seis quartos, o pátio em que a torre foi erguida e todo o restante da ilha. Isso inclui três cabanas em ruínas, oficinas, jardim murado outra pequena ruína e jardim murado ao sul e um celeiro de pedra ao norte. A parede do píer é compartilhada pelos donos de Little Ross e o Conselho de Faróis do Norte, de modo que ambos devem prover sua manutenção. Pode-se chegar à ilha de barco ou de helicóptero. Quem coordena a venda é a consultoria imobiliária Galbraith Group.
A torre de observação e o farol não fazem parte da propriedade. Foto: Galbraith Group/Divulgação
O chalé dos guardadores do farol foi construído com pedras e é um bom lugar para passar férias, por exemplo. Foto: Galbraith Group/Divulgação

Passado sangrento

Em 1960, o guardador do farol, Hugh Clarke, foi encontrado morto por dois visitantes. Depois de uma longa investigação, o assistente de Clarke, Robert Dickson, foi considerado culpado pelo crime. A sentença foi o enforcamento, depois convertido em prisão perpétua. A história serviu de inspiração para uma das partes do livro “Life and death in Little Ross” (Vida e morte em Little Ross, em tradução livre), de David R. Collin. O autor estava na ilha no dia do assassinato e serviu de testemunha durante o julgamento de Dickson.

Clarke tinha 64 anos quando foi morto. Ele era um carteiro aposentado de Dalry, cidade que fica a pouco mais de 140 km da ilha. O corpo foi descoberto quando os visitantes ouviram um telefone tocar dentro do chalé. Aproximando-se da porta, eles bateram, mas não foram atendidos. Então decidiram entrar. Clarke estava em uma cama com muitos ferimentos na cabeça que, posteriormente foram atribuídos às balas de um rifle. Dickson, que tinha 24 anos na época, foi preso em Selby, no condado de Yorkshire, a mais de 300 km de Little Ross. Ele nunca explicou os motivos do crime.
Little Ross foi cenário de um assassinato em 1960. Na foto, um dos seis quartos do chalé principal. Foto: Galbraith Group/Divulgação

(Via http://www.gazetadopovo.com.br/)

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre
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NA PRAIA...

Foto: GILBERTO COELHO / Arquivo Pessoal

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