quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AMIGO TUBARÃO...

Foto Jim Abernethy Com 35 anos de experiência no trato com tubarões, o americano Jim Abernethy, 53, não tem medo de chegar perto de perigosas espécies de predadores marinhos. “Descobri que, se você os trata com respeito, eles ganham confiança e se aproximam”, disse Abernethy, autor de fotos que retratam os tubarões a uma proximidade impressionante. “Criei um laço de confiança com eles.” Algumas das fotos estão no livro Sharks – Up Close (Tubarões – De perto), feito por Abernethy e vendido em seu site (www.scuba-adventures.com). No livro, o autor expressa seu “amor por essas criaturas incompreendidas”.

MANEMÓRIAS

Foto Ninguemsabe Onome
Morro das Pedras, Sul da Ilha, em 1930. Ao fundo, à direita, a Ilha do Campeche.

MAREGRAFIAS

Olhares e foto de Lengo de Noronha
Mergulhe mais fundo no www.denoronhaarte.blogspot.com

"Cabeçuda" veraneia na Praia do Cassino

Foto www.planetabicharada.blogspot.com
Após dois meses de sua soltura, a primeira tartaruga do Brasil a usar GPS está se esbaldando no mar da Praia do Cassino (RS). Em dois meses e mais de 700 quilômetros de viagem, um lugar no oceano tem sido o preferido da tartaruga macho, espécie cabeçuda, que quase morreu em novembro do ano passado no Estado. Depois de recuperada, ela foi devolvida ao mar no dia 18 de dezembro, na Barra da Lagoa, em Florianópolis. Com um aparelho GPS colado em seu casco, o animal de mais de cem quilos é vigiado pelos biólogos do Projeto Tamar desde que saiu da costa catarinense. Há cerca de 40 dias, a tartaruga está na Praia do Cassino, litoral do Rio Grande do Sul. Além das águas mais escuras, a região é conhecida, nesta época, pela fartura do camarão. – Provavelmente, ela ficou parada ali, durante todo esse tempo, comendo camarão – conta o biólogo Gustavo Stahelin, coordenador técnico do Projeto Tamar, base Barra da Lagoa. A observação é baseada nos dados enviados pelo GPS, que tem transmissão via satélite, no último dia 14. Segundo as informações fornecidas pelo aparelho, a tartaruga estava a menos de dois quilômetros da areia da praia gaúcha. Graças ao equipamento, os biólogos conseguem acompanhar os hábitos, o trajeto e outras informações sobre o animal. – O GPS não machuca. Ela nem sente – garante Gustavo. Por não terem muitos dados sobre o estilo de vida de machos adultos da espécie cabeçuda, os técnicos decidiram acompanhar este animal, que é o primeiro no Brasil a usar o aparelho. Nos 736 quilômetros entre a Barra da Lagoa e o Cassino, a tartaruga tem nadado próximo à beira do mar, a uma distância de cerca de 80 quilômetros da costa, e numa profundidade que não ultrapassou os 50 metros. – Pela distância dos pontos de parada e o trajeto que percorreu, ela está nadando bem. Se tivesse tido problemas, teria encalhado numa praia, o que não aconteceu – disse Gustavo. De acordo com Gustavo, a tartaruga nem lembra do trauma que viveu no último dia 1º de novembro, quando ficou atolada na lama em um canal em Araquari, Litoral Norte do Estado. Ela estava com um anzol preso no esôfago e quase morreu. Foi levada para um tanque no Projeto Tamar, onde foi operada e ficou se recuperando até se curar totalmente. Às 9h30min do dia 18 de dezembro, bem disposta e com a caixinha do GPS nas costas, a tartaruga partiu da Praia da Barra da Lagoa em direção aos Ingleses. Chegou perto da Reserva do Arvoredo, onde ficou por cerca de dois dias, e seguiu viagem. Fez rápidas paradas na Praia do Rosa, em Imbituba, e em Laguna, até entrar no RS, por Torres. Seguiu até a cidade de Rio Grande, onde passou aparentemente ilesa pelas redes e anzóis das embarcações do Porto de Rio Grande.
– O mar é uma mina. Nele há pesca, principalmente de alto-mar, a industrial – observou o biólogo. No percurso, a tartaruga passou pelo canal da Lagoa dos Patos e quase entrou no Uruguai. Em vez de conhecer um país diferente, a cabeçuda deu meia-volta e preferiu se esbaldar com os camarões da Praia do Cassino. (Matéria de GABRIELA ROVAI no DC - http://www.diario.com.br/)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

MORTE NA PRAIA

Foto Marcelo Becker - DC O filhote de baleia cachalote que encalhou em Laguna, no Litoral Sul de Santa Catarina, foi sacrificado na manhã desta terça-feira. O animal estava na praia da Galheta, pertinho do Farol de Santa Marta, e apresentava saúde bastante debilitada. O mamífero apareceu na praia na segunda-feira e no mesmo dia foi decidido que seria feita a eutanásia. Como choveu na tarde de segunda o procedimento só pode ser feito nesta manhã. A eutanásia foi feita por meio de aplicação de medicamentos. A carcaça do animal foi removida com o auxílio de máquinas, cedidas pela prefeitura de Laguna. A causa do encalhe deve ser definida após a necropsia, que está sendo coordenada pela ONG R3 Animal e Laboratório de Zoologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). As cachalotes costumam nadar em áreas mais distantes do Litoral catarinense e, por isso, aparições próximas à costa não são tão comuns. (De Marcelo Becker - do DC)

MAR DE BALEEIROS

Foto Sea Sheperd Conservation Society mostra um baleeiro japonês; caça é suspensa antes do previsto
Os baleeiros japoneses suspenderam as atividades na Antártida, em consequência das pressões dos grupos de defesa ambiental, e estudam a possibilidade de concluir antes do previsto a missão anual, anunciou a Agência de Pesca do Japão. Ativistas da ONG Sea Shepherd Conservation Society perseguiram durante meses a frota japonesa para tentar impedir a caça das baleias. Tatsuya Nakaoku, funcionário da agência de pesca, afirmou: "[O navio-fábrica] Nisshin Maru, que foi perseguido pela Sea Shepherd, suspendeu as operações no dia 10 para garantir a segurança da tripulação." "Estamos estudando a situação, incluindo a possibilidadea de encerrar a missão antes", disse Nakaoku à AFP, confirmando informações da imprensa, mas fazendo questão de dizer que "nada foi decidido". A agência de notícias Jiji Press informou que o governo considera ordenar o retorno da frota antes do previsto. A missão anual geralmente prossegue até meados de março. O Japão alega que sua caça das baleias é "científica" em uma área do oceano Antártico que a Comissão Baleeira Internacional (CBI) determinou como protegida. Em 1986 entrou em vigor uma moratória que proíbe a caça com fins comerciais. Desde então, quase 40 mil baleias foram caçadas no mundo por países que não aceitam a proibição, sob o pretexto das caças científica e tradicional, autorizadas com cotas limitadas pela CBI. ( Com informações da France Press)

MAR ESPELHADO

Foto Andrea Ramos
"Olhando o mar espelhado da Baía Sul, veio-me logo a lembrança o Mar Português, do grande Pessoa, com os versos imortais que contam a tocante história das mães que choraram pelos filhos e que por eles em vão rezaram. Mas o poeta “toma partido” e argumenta em favor do mar: Deus ao mar o perigo e o abismo deu/ Mas nele é que espelhou o Céu... Então, bem no meio do poema, lança a pergunta e a resposta que se transformariam em lírica filosofia: Valeu a pena? Tudo vale a pena/ Se a alma não é pequena. O mar espelhado das baías da Ilha de Santa Catarina comove os corações marinheiros. Nosso manso mar que abraça a Ilha não é, definitivamente, o mar zangado da Bíblia. É o mar tranquilo do marinheiro-prosador Virgílio Várzea, o mar dos poetas Shelley e Byron, símbolo da dinâmica da vida. Tudo sai do mar e tudo a ele retorna. É o lugar onde nasceu a vida, a evolução, até a espécie humana. Mas parece que ao “nosso” mar falta o dinamismo dos mares rendilhados por marinas – ou trapiches, como queiram – espécie de “escada de embarque” pela qual o homem se põe ao largo da líquida via para conviver com o mundo. Mares como os velhos Mediterrâneo e Egeu, míticas “avenidas” do homem desde a mais remota antiguidade. Faço essa digressão sobre o mar para assinalar que há um flagrante descompasso entre a relação “pessoas/automóveis” e “pessoas/barcos” nesta Ilha de 42 praias e nenhuma marina digna de menção. Já somos, proporcionalmente, a segunda cidade brasileira na penosa relação carro/por habitante, passando rapidamente da atual marca de “um carro para cada 1,8 morador”, rumo ao delirante “um-por-um”. E quantos barcos – quantas canoas? – temos “por pessoa” nesta que é uma ilha, como todas, cercada de mar por todos os lados? Nem se diga que navegar é um esporte caro. Navega-se não só a bordo de embarcações luxuosas. Os quadros do pintor Eduardo Dias mostram nossas baías coalhadas de barcos e barquinhos artesanais, canoas e caiaques, junto com “vapores e bergantins”. O mar aceita tudo o que flutua – bateras, boias, canoas bordadas, baleeiras açorianas, lanchas de arrojado design, escunas e transatlânticos. A épica “Retirada de Dunquerque”, episódio inesquecível da 2ª Grande Guerra, foi consumada até sobre “jangadas” de uma tábua só. O mar é hospitaleiro, aceita barco a vela, a motor e a remo. Mas não basta amarrar uma poita na proa e largar o amigo flutuante em qualquer quintal marítimo: é preciso um “estacionamento”, onde o dono possa melhor “amarrar” o seu Fusca ou o seu Rolls-Royce. Pois é este “estacionamento” de barcos que suscita na Ilha uma incompreensível resistência. Garagem de ônibus, pode. Até parece que o ilhéu incorporou certos temores açorianos associados ao fato de aquele vulcânico arquipélago conviver com erupções e maremotos. O mar devia parecer aos imigrantes de 1750 um pélago profundo, um abismo habitado por monstros e esfinges. Talvez por isso o açoriano “no exílio” tenha edificado suas casas de costas para o mar – como se este fosse apenas o “escritório e trabalho”, fonte de sustento, mas cheia de riscos. É preciso mudar essa medíocre idiossincrasia em relação à avareza dos trapiches numa ilha tão repleta de apelos e atrações naturais. Aqui, nesta “ilha dos casos e ocasos raros”, parece que a resposta de Pessoa ainda não foi providenciada. Vale a pena? Ora, se nossa alma não continuar pequena, a Ilha de Santa Catarina haverá de ser um belo polo da navegação esportiva, um importante centro dos esportes náuticos, um bom trapiche para os marinheiros e para os turistas. Enfim, para todos aqueles que “navegam por precisão”, para viajar ou para recrear-se. Elevemos nossa alma à altura da criação do poeta. Que os nossos mares não inspirem apenas “lágrimas de Portugal e do mundo”, por óbvia falta de infraestrutura, mas que navegar nos valha a pena por nossa alma não ser pequena..."
(Crônica de Sérgio da Costa Ramos, publicada em 29/o1/11 no DC - www.diario.com.br )

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

MAR DE BALEIAS

Foto Edmilson Santana/TVBV
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FILHOTE ENCALHA EM LAGUNA
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Um filhote de baleia encalhou na praia da Galheta em Laguna, Litoral Sul de Santa Catarina, nesta segunda-feira. O mamífero de poucos meses têm aproximadamente quatro metros e mais de uma tonelada. Segundo a bióloga do Projeto Baleia Franca, Karina Groch, essa espécie não costuma se aproximar da costa. Trata-se de uma cachalote, tipo de baleia que vive longe da faixa de areia. Biólogos e veterinários do Projeto e da APA da Baleia Franca estão no local para monitorar os sinais vitais do animal. As cachalotes podem chegar a 20 metros de comprimento. Os filhotes já nascem com três metros. A baleia encalhada está bem próxima da costa, na praia sul da Galheta. O local foi isolado e a Polícia Ambiental faz a segurança. Pela manhã moradores levaram o filhote até o fundo, mas ele retornou a beira. O Projeto Baleia Franca descarta uma nova tentativa de desencalhe pela saúde debilitada do cetáceo. (Com informaões do DC e TVBV)

MORTE NO MAR

Foto BBC Cento e sete baleias-piloto morreram em uma praia isolada no sul da Nova Zelândia no domingo. Os animais foram encontrados encalhados na praia por dois turistas. Os turistas deram então o alerta ao servico de proteção ambiental. Quando chegaram ao local, os especialistas encontraram metade do grupo já morto. Eles então optaram por sacrificar as 48 baleias restantes. De acordo com um comunicado à impresa, os animais não iriam sobreviver o tempo necessário para devolvê-los ao mar. O clima seco e o forte calor debilitaram a resitência dos animais. O local é tão isolado que os corpos foram deixados na praia para se decompor naturalmente, afirmaram as autoridades.Os cientistas não têm nenhuma explicação conclusiva sobre o que levou as baleias-piloto a encalharem na praia. (Com informações da www.bbcbrasil.com.br )

ENFIM, AS MARINAS

Foto Divulgação
"Em 15 de fevereiro, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) regulamentou a ocupação dos espaços físicos em águas federais, na portaria 24/2011. Foram estabelecidas regras para regularizar e implantar equipamentos e empreendimentos de apoio náutico, como portos, marinas, atracadouros, terminais de passageiros e garagens de barcos. Como a orla marítima e o denominado "espelho d’água" do litoral brasileiro são bens pertencentes à União Federal, o primeiro passo para a construção de uma estrutura náutica, como uma marina, por exemplo, é justamente o requerimento de cessão da área. A ausência de regulamentação que definisse inclusive parâmetros para cobrança de taxas de ocupação, sempre foi o grande entrave à instalação de marinas, superando até mesmo os obstáculos de ordem ambiental, já que há marinas detentoras de selos, que demonstram a sustentabilidade ambiental deste tipo de empreendimento náutico Além de prever a gratuidade da ocupação para o caso de estruturas náuticas consideradas de interesse público, a portaria da SPU fixa 180 dias para regularizar empreendimentos já instalados. É um importante incentivo ao incremento das atividades náuticas em nosso Estado, que certamente ampliará nosso potencial turístico e permitirá uma fruição mais universalizada das nossas orlas. Se em algum momento viramos as costas para o mar, como já afirmou em mais de uma oportunidade o navegador Amir Klink, chegou a hora de explorarmos com responsabilidade, bom senso e inteligência o magnífico litoral catarinense." (Tullo Cavallazzi Filho, advogado, em artigo publicado na edicão de hoje, 21/02/11, no Diario Catarinanse - www.diario.com.br)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

TAINHOTAS E PARATIS

Foto Amilton Alexandre, o Mosquito
Abril de 2007 - "lanço" de tainhotas no Pântano do Sul
No começo da tarde de ontem, 16 de fevereiro, o ÚÚÚÚÚ!!! , grito que convoca todos para a pesca coletiva na praia foi ouvido pela primeira este ano. Um grande cardume de tainhotas apressadas - elas contumam aparecer somente lá pelo mês de abril - foi avistado e cercado.
Dois mil e quinhentos peixes foram pescados e distribuidos por toda a camaradagem.

REIS DAS VELAS

Foto Divulgação
Torben Grael, pegando vento no mar de Jurerê
A Semana de Vela começou ontem, com vento fraco em Jurerê, e algumas das principais estrelas da modalidade no Brasil entraram na raia. A partir de hoje, a constelação vai ganhar um brilho especial com as presenças de Torben Grael e Robert Scheidt, os maiores velejadores olímpicos da história do país. Dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, em Atlanta 1996 e Atenas 2004), Torben chega hoje a sede do Iate Clube de Santa Catarina, em Jurerê. O velejador compete só na próxima semana, na Seletiva Pré-Olímpica, na classe Star. Ele tem como missão derrotar a dupla formada por Robert Scheidt e Bruno Prada, líder do ranking mundial da Federação Internacional de Vela (Isaf). Scheidt chega apenas no sábado, mas Prada competiu ontem, pela Lightning.Por esse e outros motivos, o catarinense André Fonseca, o Bochecha, valoriza a Semana Brasileira de Vela, que encerra no dia 27 de fevereiro. Bochecha também compete a partir da próxima semana, na classe 49er, o barco mais veloz da vela, ao lado do filho de Torben, Marco Grael. Ontem, a dupla treinou junto as velejadoras medalhistas de bronze em Pequim Fernanda de Oliveira e Isabel Swan – que serão adversárias na próxima semana, na classe 470, já que a dupla foi desfeita. Fernanda tem como parceira Ana Barbachan, enquanto Isabel veleja com Martine Grael, filha de Torben. Enquanto isso, as primeiras regatas de Laser Radial, Lightning, Hobie Cat e Snipe foram realizadas com vento fraco e a presença de outras estrelas, como o campeão pan-americano Alexandre Paradeda, que tenta assegurar vaga em mais um Pan, ao lado do parceiro Gabriel Kieling. A dupla ficou com a nona colocação na única regata do dia, vencida pela dupla Paulo Santos e Rodrigo Inácio. Na Laser Radial, classificatória para a vaga da classe Sunfish no Pan, também houve apenas uma largada, e a vitória ficou com o catarinense Henrique Back. Na Lightning, a tripulação da família Buckup ganhou as duas regatas realizadas, e, na Hobie Cat, José Roberto e Anderson Souza superaram as outras seis duplas, também em duas provas. 95 velejadores competiram no primeiro dia de regatas, em 62 barcos distribuídos nas classes Laser Radial, Snipe, Lightning e Hobie Cat 16. (Com informações do www.diario.com.br )

LÁ NO FUNDO...

O fotógrafo inglês Alex Mustard viaja o mundo para fotografar embarcações e objetos afundados. Na foto, expedição no Mar Vermelho. Veja mais fotos no www.bbcbrasil.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

MAR DE VERÃO

Foto DC
CHICO, BENTA E OS PEIXEPLASCO Sem peixe não dá pesca. Na história, Chico e Benta são um casal de pescadores do “Pântano do Sule”, como falam. Benta, a mulher dedicada, parou de fazer renda para ajudar o marido a conversar com as pessoas na praia e pedir para elas não jogarem lixo na areia e no mar. A iniciativa dos personagens surgiu porque, com a poluição, Chico não tinha mais peixe para pescar, só lixo. Para incrementar a brincadeira de conscientização, eles carregam, em uma bolsa, redes de pesca, tarrafas e os peixeplasco. Com os objetos, fazem uma encenação mostrando que, ao invés de peixes frescos, o que sai do mar é somente plástico, deixado na praia pelos banhistas. – Não dá para comer peixeplasco, gasta o dente. Por isso, ganhei este presente de Natal do Chico – diz Benta, mostrando duas dentaduras e arrancando gargalhadas dos que estão na praia. Peixeplasco Com a poluição, os únicos peixes que Chico encontra no mar são os peixeplasco. Eles representam o lixo encontrado nas praias de Florianópolis. Conheça as “espécies” criada para a peça: - berbitampa (tampas de garrafas pet) - peixedalia (sandália) - siritampa (tampas de garrafa pet) - peixeluz (lâmpada) - peixecinto (cinto) - peixesinha (camisinhas) ANDARILHOS ECOLÓGICOS Com comédia, o projeto Chico e Benta vão Pescar busca chamar a atenção para a poluição nas praiasUma família de argentinos e um casal de pescadores, segurando uma cesta com peixes de plásticos coloridos, entoavam, ontem, em roda e de mãos dadas, um lema na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis. – La gente unida jamás tendrá basura (lixo)! – diziam, em coro, vibrando de alegria. A cena faz parte da esquete (peça de teatro curta) do projeto de educação ambiental Chico e Benta Vão Pescar, desenvolvido em 11 praias da Ilha de Santa Catarina, por meio da parceria entre a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap). Bióloga e educadora ambiental da Floram há 15 anos, Sayonara de Castilhos Amaral, 50 anos, empresta seu legítimo sotaque mané de quem nasceu no Bairro Cpoeiras para dar vida a Benta. O amigo Valdinei Marques, 32 anos, monitor ambiental, idealizador e coordenador do Museu do Lixo da Comcap, faz o papel de Chico. É Valdinei quem confecciona os figurinos e os adereços de plástico chamados de peixeplasco. Para cada fruto do mar que criou, ele deu um nome diferente, fazendo referência aos objetos que encontra na beira do mar. – Algumas pessoas costumam jogar lixo no mar, e a única coisa que o Chico pesca são sandálias, tampinhas e camisinhas – disse Benta. Além de conscientizar, eles pedem para os banhistas passarem adiante as informações do teatro. – Tem gente que é malcriada. Mas se vocês falarem três, quatro vezes, a pessoa vai ficar com vergonha – reforça Benta.. Escolas e associações podem solicitar a apresentação do Chico e da Benta, no telefone: (48) 3338-0021. (Matéria de Gabriela Rovai, no DC de hoje - www.diario.com.br )

ACORDES DA ILHA

O "Brasil Papaya" faz 18 anos e põe o pé na estrada!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

AVISO AOS NAVEGANTES!!!!!

Tribuzanas cyber-tropicais, aliadas a fortes ventos - os papo-amarelos - nos tiraram da rede temporariamente. Muito em breve estaremos de volta. Nossa padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes, já está dando uma força!!! E Netuno também!!!
Assim esperamos!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um peixe bizarro

Este peixe, mais conhecido como Opah, é também chamado de Peixe-Sol, Peixe-Lua, Peixe-Imperador e até mesmo Arenque de Jerusalém. Apesar de estar presente em quase todos os mares dos trópicos, é mais encontrado no Havaí. No Brasil há registros de pesca na Bahia e no Espírito Santo.
O Opah pode medir até 2 m e pesar em torno de 250 kg. Sua carne leve e versátil foi muito utilizada na culinária japonesa entre os anos 80 e 90, já que com um único peixe é possível fazer 100 kg de sushi!
Alimenta-se principalmente de lulas, krill e peixes menores. Seus predadores, além do Homem, são os tubarões—e apenas tubarões grandes, pois, além de nadar depressa, este é um dos maiores peixes do mundo. Mas é pacífico e curioso. Tem uma forma bizarra e costuma se manter na superfície da água, como mostra a foto, por isto é conhecido como Peixe Sol.

Jeito italiano

Vejam como arrastam o peixe na praia de Mira, na Itália.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PRAIAS DA ILHA SÃO AS MAIS POLUÍDAS

Foto Fernando Alexandre
Na Armação do Pântano do Sul, em frente a igreja - quando há praia - o mar está bom para o banho. Na foz do Rio Sangradouro, um pouco mais a direita, a água continua imprópria.
As chuvas das últimas semanas em Santa Catarina colaboraram para que o aumento no número de pontos impróprios para banho no litoral do Estado. Segundo o último relatório divulgado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) na sexta-feira da semana passada, atualmente 64 dos 194 locais monitorados não apresentam boas condições para o banho de mar. O relatório de 21 de janeiro, contava com 60 pontos impróprios em Santa Catarina. Em Florianópolis, o número também aumentou de 20 para 31.
Percentualmente, a Capital tem mais pontos impróprios do que todo o Estado: 48,44% contra 32,99%, respectivamente. O balneário mais prejudicado com as chuvas em Florianópolis foi o de Canasvieiras, no Norte da Ilha, onde todos os pontos foram considerados impróprios durante a coleta. Na semana anterior, apenas um dos seis locais de coleta havia apresentado sinais de poluição.

RAINHAS DOS MARES

NO PÂNTANO DO SUL
Cartaz da festa do ano passado
Dias 5 e 6 de fevereiro de 2011, sábado e domingo próximos, no Pântano do Sul.
NA BAHIA, IEMANJÁ
A comemoração e a crença em Nossa Senhora dos Navegantes teve início provavelmente no século XV com os navegadores europeus, principalmente os portugueses. As pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção à Nossa Senhora para retornarem aos seus lares. Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam. A primeira estátua chegou ao Brasil de Portugal junto com os navegadores. Nossa Senhora dos Navegantes é também conhecida pelo nome de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Boa Viagem e Nossa Senhora da Esperança. Em Porto Alegre, cidade também de colonização açoriana, Nossa Senhora dos Navegantes é a padroeira. Todos os anos é realizada uma grande procissão no Rio Guaíba, chegando a reunir mais de 100 mil pessoas. Na Bahia e em muitas cidades litorâneas do Brasil, a padroeira dos mares é Iemanjá, festejada no dia 2 de fevereiro. Em Portugal, onde a crença teve origem, a festa realiza-se no dia 15 de Agosto, com procissões em várias comunidades de pescadores por todo o país. Uma delas realiza-se em Cascais entre os dias 3 e 15 de Agosto. Durante esta semana, a população reúne-se na Baía de Cascais para uma grande mostra gastronómica e artesanal e ainda o lançamento de fogos de artifício todos os dias. No final, dia 15, festeja-se Nossa Senhora dos Navegantes numa procissão pelas ruas da vila de Cascais e depois de barco até o meio da Baía, onde se dá a Benção do mar e da vila.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Moradores querem mudança do mega-show

Ben Harper - Foto Divulgação Sem licenças ambientais, mega-show pode ser transferido Moradores e entidades populares do Campeche e do sul da ilha realizam hoje, às 19h, ato de protesto na Câmara de Vereadores. Entregam documento aos vereadores exigindo a moratória na liberação de licenças para construções enquanto não houver um Plano Diretor deliberado pela cidade organizada. Também querem uma posição da instituição quanto ao mega-show programado para a praia do Campeche, no ponto onde deságuam os rios Noca e Rafael. Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde Silva, até ontem (dia 31 de janeiro) não havia alvará de licença de vários órgãos ambientais e municipais. Tampouco há qualquer organização da segurança e de saneamento. O mega show pretende trazer para a comunidade – que é eminentemente residencial – milhares de pessoas. Os moradores entendem que não há estrutura para suportar um evento desta grandeza e temem, tanto pelos que devem participar do evento, quanto pela própria comunidade. Em reunião realizada ontem à noite, as entidades decidiram encaminhar um documento aos vereadores que iniciam hoje seu trabalho e pretendem sensibilizá-los para os mais variados problemas que a comunidade enfrenta atualmente. Entre eles estão a invasão das dunas, as construções irregulares, a destruição da área de preservação permanente e do lençol freático. Os manifestantes também deverão encontrar-se com o Secretário de Turismo, Márcio de Souza. A mobilização de moradores e entidades populares se concentra nas escadarias da Catedral a partir das 18h.

SALVE A RAINHA DO MAR!

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Nesta terça-feira, em Balneário Camboriú, Iemanjá, a Rainha do Mar será homenageada. A 16ª edição da Festa de Iemanjá está prevista para ocorrer às 20h30min, no Pontal Norte, próximo à Estrada da Rainha. O evento é realizado pelo Centro Espiritualista de Umbanda Reino de Juna Bomy, com apoio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Sectur). Mestre Marne Franco Rosa, administrador do centro, explica que a festa, que já se tornou tradicional em vários lugares do mundo, é aberta a toda a comunidade. - O local será isolado por cordas de segurança, com a permissão da entrada de pessoas durante o culto, que poderão depositar suas oferendas em um grande barco.

Jurerê: Pintou sujeira até no pau da bandeira

Foto Consuelo Rodrigues/ http://www.mafiadolixo.com/ Uma vistoria realizada na quinta-feira em Jurerê Internacional, em Florianópolis, levou à retirada permanente do selo internacional de qualidade Bandeira Azul. O cancelamento foi decidido pelo coordenador do programa no Brasil depois de verificado o não-cumprimento, por três vezes seguida, de critérios estabelecidos para a certificação. Segundo o comunicado do Instituto Ambiental Ratones (IAR), responsável pela fiscalização dos balneários brasileiros com a bandeira, problemas de gestão, fiscalização e comunicação estão entre os apontados para retirada da certificação. A prefeitura, que é responsável pela manutenção da praia, havia sido notificada em outras vistorias. O Diário Catarinense procurou o secretário municipal de Turismo, Cultura e Esportes recém-empossado, Marcio José Pereira de Souza, que desconhecia da retirada do selo. Ele afirmou que irá se pronunciar na segunda-feira. Em novembro, a bandeira foi arriada por dez dias após a constatação de lixo amontoado próximo às passarelas. No início do mês, o IAR fez outra vistoria e detectou mais problemas, como a existência de lixo em frente a restaurantes. A prefeitura foi comunicada e providenciou ações imediatas, mas não conseguiu garantir o cumprimento dos critérios a longo prazo. A partir de agora, no Brasil, apenas a praia do Tombo, no litoral paulista, e a Marina Meliá, no Rio de Janeiro, têm o certificado. Critérios exigidos Para ganhar a Bandeira Azul, a praia precisa cumprir uma lista de 33 critérios (veja na tabela abaixo). A avaliação para definir se uma praia ganhará ou não o selo de qualidade começa com um júri nacional, composto pelo Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Turismo, Secretaria de Patrimônio da União e ONGs como a Abramar e a BrasilCruise. Depois, toda a documentação é enviada a um júri internacional, que dá a palavra final sobre a concessão do certificado. (Com informações do http://www.diario.com.br/)