quarta-feira, 30 de novembro de 2011

NA MEMÓRIA - VIVA - DAS ÁGUAS

Chamada para o especial de 30 anos da novembrada, em 2009, produzido pelo Diário Catarinense, com imagens e audio de 30 de novembro de 1979.


A Novembrada é o nome pelo qual ficou conhecida a grande manifestação popular contra a ditadura  militar implantada em 1964 no Brasil, ocorrida no movimentado centro de Florianópolis em 30 de novembro de 1979.

Vivia-se o período da "Abertura". Cogitava-se que o presidente que sucederia General João Figueiredo seria civil, mas escolhido em eleições indiretas. Em tal dia, o general Figueiredo foi à capital catarinense para participar de solenidades oficiais, como o descerramento de uma placa em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto. Além disso , conhecer o projeto de criação de uma indústria siderúrgica para posterior liberação de recursos financeiros necessários à sua implantação.

A recepção ao presidente-general foi organizada pelos Arenistas Esperidião Amin e Jorge Bornhausen (ambos ainda participantes no meio político nacional) que tentaram de todas as formas camuflar o ambiente hostil que se formou na cidade. Funcionários públicos foram constrangidos a ir à praça recepcionar o presidente e também a comprar ingressos para a churrascada organizada pelos Arenistas.

Traçou-se um paralelo entre o atual general-presidente e o Marechal de Ferro, que deu o nome à cidade. Ao Marechal Floriano vinha sendo atribuída a prática, à sua época, das mesmas arbitrariedades que as do regime militar vigente. Este enfoque histórico era difundido nos meios estudantis locais, granjeando adeptos para uma proposta da troca do nome "Florianópolis" pela denominação anterior - "Desterro". Embora seja corrente afirmar que a placa em Homenagem a Floriano Peixoto foi o estopim, muitos participantes da manifestação deixam claro atualmente que o descontentamento era mesmo pela ditadura, levando em conta o constante aumento do custo de vida, em especial dos combustíveis.

Após ser recepcionado no Palácio Cruz e Sousa, Figueiredo dirigiu-se ao "Senadinho", tradicional ponto de encontro no centro da cidade. Neste pequeno trajeto entre o Palácio e o café, Figueiredo foi hostilizado e dispôs-se a discutir. Na praça 15 de Novembro, Figueiredo foi recepcionado por uma manifestação estudantil, com cerca de 4 mil pessoas, organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina. A manifestação foi abafada pela Polícia Militar, resultando em muita confusão e violência e na prisão de sete estudantes que foram indiciados pela Lei de Segurança Nacional. Nas semanas que seguiram várias manifestações foram organizadas exigindo a libertação dos estudantes presos. Algumas contaram com até 10 mil pessoas (número bastante relevante se comparado com o total da população florianopolitana na época). A TV Cultura e a atual TV Barriga Verde, que fez a cobertura da reportagem, tiveram todo o material apreendido.

O episódio está descrito no livro Revolta em Florianópolis, do cientista político Luís Felipe Miguel (publicado pela Editora Insular em 1995) e depois virou um curta-metragem - Novembrada (de Eduardo Paredes)- , premiado pelo Festival de Gramado, em 1996.
(Texto da Wikipédia - a enciclopédia livre)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

NA PRAIA...

Foto Fernando Alexandre

Leitura à beira mar no - ainda calmo - fim-de-tarde do Pântano do Sul

MAR DE FORA




George Harrison
 Liverpool, 25 de fevereiro de 1943 — Los Angeles, 29 de novembro de 2001
 

CHORANDO NA PRAIA


Pelo menos 2 mil pessoas assistiram às atrações do Floripa Instrumental em dois dias da mais pura celebração musical na Freguesia do Ribeirão da Ilha, com participações de músicos  como Toninho Horta, Gabriel Grossi, Robertinho Silva, Ginga do Mané, Yamandu Costa, Guinha Ramires, BB Kramer, Jorginho do Trompete, Cássio Moura e Arismar do Espírito Santo, entre muitos outros .
No video acima um dos momentos em que Yamandu cai no choro  com o Grupo Ginga do Mané,  num show em que  o público aplaudiu em pé.

MAR DE TAINHAS

"Nossa Pesca," livro documental que retrata através de fotografias e textos  a pesca da Tainha em Florianópolis, será lançado  nesta terça-feira (29), às 19h, no Palácio Cruz e Souza, no Centro da capital.

A fotografia e direção artística do livro é de Eduardo Cassol e a produção e os textos foram feitos por Felipe Quintanilha. Já o design gráfico do livro é de Eduardo Azevedo Grigolo.

Além do lançamento do livro, também haverá no Palácio Cruz e Souza do dia 29/11 ao dia 22/12 uma exposição fotográfica, com curadoria de André Paiva.
As fotografias foram feitas ao longo da pesca da tainha de 2011, que acontece entre 1º de maio e 15 de julho. O objetivo do livro, segundo o site do projeto, é registrar o evento para que ele seja lembrado para sempre através das páginas da publicação. A publicação tem o apoio da Cooperativa Unimed, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura,
Mais informações no site www.nossapesca.com.br

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Lembrando Raphael Rabello

Um dos belos momentos do Floripa Instrumental, dia 26 de novembro na praça da Freguesia  do  Ribeirão da Ilha,  tocando a música  Sete Cordas, de Raphael Rabello, para um público que aplaudiu de pé e pediu mais do que bis.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

MAR INSTRUMENTAL




CELEBRAÇÃO DE SONS NO RIBEIRÃO
  
Amanhã, sábado 26, e domingo, 27 de novembro, o bucólico e preservado Ribeirão da Ilha coloca no palco o melhor da música instrumental brasileira gratuitamente. Se apresentam no Floripa Instrumental o violonista Yamandu Costa com o grupo Ginga do Mané, o gaitista Gabriel Grossi e banda, o lendário baterista Robertinho Silva, o multiinstrumentista Arismar do Espírito Santo e o guitarrista Toninho Horta, um dos pais do Clube da Esquina. Tem ainda Jorginho do Trompete, os acordeonistas Toninho Ferragutti e Bebê Kramer que serão recepcionados por Guinha Ramires, Cássio Moura, Felipe Coelho, Grupo Metal Brasil e a centenária Banda da Lapa.

A celebração musical tem início às 15h de sábado, quando Felipe Coelho (violão de 7 cordas) e Bruno Moritz –(acordeom) mostram um repertório aberto a diversidade. São choros, tangos e baiões que brotam do acordeom de Bruno, e do violão permeado de influências do flamenco ao jazz, de Felipe.

Depois será a vez do grupo Ginga do Mané, que vai fundo na pesquisa do repertório brasileiro e catarinense do choro, receber o aclamado violonista e incentivador do projeto Yamandú Costa, em um encontro que promete . O Ginga do Mané é formado pelos músicos Bernardo Sens (flauta), Fernanda da Silveira (cavaco), Fabricio Gonçalves (pandeiro), Raphael Galcer (violão de sete cordas) e Marcelo Portela (violão de sete cordas).

Às 19h o palco é do jovem gaitista brasiliense Gabriel Grossi, considerado um dos maiores representantes da harmônica no mundo, e que já tocou ao lado de artistas como Chico Buarque, Ney Matogrosso, João Donato, Guinga, Djavan, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, entre outros.

Depois dessa verdadeira louvação às sonoridades brasileiras, entram em cena três músicos que percorreram juntos boa parte das décadas de ouro da música brasileira: Toninho Horta, Arismar do Espírito Santo e Robertinho Silva. Este trio tem uma trajetória que une jazz, mpb e o melhor do instrumental feito por aqui desde os anos 1970. No repertório músicas consagradas de Toninho Horta, entre elas Beijo Partido, Viver de Amor, entre outras. Uma reunião de “capos” da harmonia, da melodia e do ritmo.

Como se fosse pouco para o primeiro dia, o festival continua com a apresentação em conjunto do Grupo Metal Brasil - Cássio Moura Trio e a virtuose de Jorginho do Trompete. E para completar a celebração musical do mais alto nível, uma jam session à meia noite promete atrair até as bruxas de Franklin Cascaes para a Freguesia!

No domingo (27), o som tem início às 17h, quando Guinha Ramires convida os compadres Gringo Saggiorato (baixo) e Pedrinho Figueiredo (flauta e saxofone). Na sequência, o encontro dos acordeons de Toninho Ferragutti e Bebê Kramer apresentando uma fusão de estilos, com composições próprias e clássicos da música brasileira. A benção final do Floripa Instrumental será às 19h, com o show dos anfitriões, a Banda da Lapa, criada no Ribeirão da Ilha em 1896.

O evento gratuito e com patrocínio do Funcultural, do Governo do Estado de SC, e da Tractebel Energia, pela Lei Rouanet, acontece na praça da Freguesia e no salão paroquial da comunidade do Ribeirão da Ilha.

PROGRAMAÇÃO

Sábado 26 de Novembro

15h – Felipe Coelho e Bruno Moritz
17h – Ginga do Mané convida Yamandu Costa
19h – Gabriel Grossi e banda
21h - Toninho Horta, Arismar do Espírito Santo e Robertinho Silva
23h – Grupo Metal Brasil, Cássio Moura Trio e Jorginho do Trompete
24h – Jam Session

Domingo 27 de Novembro

17h – Guinha Ramires convida Ronaldo Saggiorato e Pedrinho Figueiredo
18h – Toninho Ferragutti e Bebê Kramer.
19h – Banda da Lapa
 

MAIS MORTE NO MAR

Foto Jules Marcelo
  Pesquisadores do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) encontraram mais duas baleias mortas no Litoral Norte de Santa Catarina. Na quarta-feira, os biólogos encontraram o corpo de uma baleia jubarte parcialmente decomposto na praia do Ervino, em São Francisco do Sul. Na manhã desta quinta-feira, localizaram um bebê fêmea de uma baleia-minke-antártica, com 3,65 metros, na praia de Porto Belo.
Exames preliminares no filhote apontaram indicativos de interação com a pesca de emalhe e o animal foi transportado para o Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras. Já a jubarte apresenta diversas mordidas típicas de tubarão-azul efetuadas após sua morte, o que indica que a baleia morreu em alto-mar. Pelo estágio de decomposição, estima-se que ela tenha morrido há pelo menos 30 dias.

Ainda nesta quinta-feira, os pesquisadores encontraram, no começo da tarde, em avançado estado de decomposição, um espécime morto de toninha. O animal estava na praia Brava, em Itajaí.
Os pesquisadores estão investigando o misterioso aumento de ocorrência de mortes de animais marinhos na costa catarinense. Nos últimos 30 dias, já foram registrados o aparecimento de 26 tartarugas verdes (Chelonia mydas), dois golfinhos cinza (Sotalia guianensis) e 12 botos (Tursiops truncatus), conhecidos como 'boto flíper' ou 'boto da tainha', a baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), a baleia-minke-antártica (Balaenoptera bonaerensis) e a toninha. 
 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um blues para o poeta assinalado


"O ASSINALADO", parceria/homenagem do poeta e compositor Rodrigo Garcia Lopes à Cruz e Sousa.
Mergulhe mais fundo no www.estudiorealidade.blogspot.com

Nascido em 24 de novembro de 1861 em Desterro, hoje Florinaopolis , João da Cruz e Souza era filho de negros puros, escravos alforriados pelo marechal Guilherme Xavier de Sousa que, além de educação refinada, adquirida no Liceu Provincial de Santa Catarina, deu-lhe o sobrenome Sousa. Apesar de toda essa proteção, Cruz e Souza sofreu muito com o preconceito racial. Depois de dirigir um jornal abolicionista, foi impedido de deixar Desterro por motivos de preconceito. Algum tempo depois é nomeado promotor público, porém, é impedido de assumir o cargo, novamente por causa do preconceito. 
Ao transferir-se para o Rio, sobreviveu trabalhando em pequenos empregos e continuou sendo vítima do preconceito. Em 1893 casa-se com Gravita Rosa Gonçalves, que também era negra e que mais tarde enlouqueceu. O casal teve quatro filhos e todos faleceram prematuramente, o que teve vida mais longa morreu quando tinha apenas 17 anos.
Tuberculoso e totalmente na miséria, João da Cruz e Souza morreu no dia 19 de março de 1898 na cidade mineira de Sítio. Suas únicas obras publicadas em vida foram Missal e Broquéis.
O maior poeta simbolista brasileiro (e o que sobrou dele) foi, passados 113 anos de sua morte, "homenageado" por sua cidade com a inauguração de um memorial no palácio que agora leva seu nome e que o poeta, em vida, provavelmente nunca frequentou.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MAR RESIDUAL

Frank Maia - Mergulhe fundo no www.xarjincasa.com.br

MORTE NO MAR

Foto Univali/Divulgação
Pesquisadores do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) estudam o aparecimento de animais marinhos mortos na costa do Litoral de Santa Catarina. Nos últimos 30 dias foram registradas morte de 21 tartarugas verdes (Chelonia mydas), dois golfinhos cinza (Sotalia guianensis) e de oito botos (Tursiops truncatus) conhecidos como boto flíper ou boto da tainha.
Os casos estão concentrados na região Centro-Norte do Estado. Segundo Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, a situação é alarmante.
— Estamos monitorando a orla e iremos averiguar a razão da alta concentração de mortes, mas podemos adiantar que tratam-se de mostras do quanto a ação do homem vem afetando nossos mares, seja por meio da pesca desenfreada ou da poluição — aponta.
As tartarugas eram todas juvenis, com tamanho entre 33 e 41 centímetros de comprimento curvilíneo de carapaça, sendo que seis apresentavam marcas claras de interação com a pesca. Uma delas apresentava diversos tumores na pele.
Todo o material foi recolhido por biólogos do Museu Oceanográfico da Univali para análise de contaminantes sólidos (ingestão de plástico). Uma expedição organizada por pesquisadores, juntamente com órgãos ambientais irá percorrer 350 km da costa catarinense à procura de novos registros e um laudo com a causa das mortes deverá ser divulgado em breve.

(Com informações do AN,  DC e Univali)

sábado, 19 de novembro de 2011

MAR INSTRUMENTAL


Felipe Coelho (violão 7 cordas) e Bruno Moritz (acordeon) abrem no próximo sábado, dia 26, o Floripa Instumental no inesquecível e exageradamente bucólico (no bom sentido, é claro!) Ribeirão da Ilha, Sul da Ilha de Santa Catarina. Serão 2 dias de muita música instrumental rolando na pracinha da igreja. 
De frente para o mar.
Nesse dia, sobem ao palco também Yamandú Costa, Toninho Horta, Cássio Moura, Arismar Espírito Santo e Gabriel Grossi, entre outros, com som rolando atés 2 da manhã. E no domingo tem muito mais...
Tudo de graça!
A apresentação do vídeo acima, com Guinha Ramires e Alessandro Kramer ocorreu no dia 12 de julho de 2011 no Instituto Aldo Krieger, em Brusque - SC.

MAR DE ÓLEO

Frank Maia - www.xarjincasa.com.br

Marco Jacobsen, na Folha de Londrina

sábado, 12 de novembro de 2011

TROCA-TROCA NA ARMAÇÃO


Africatarina, uma das atrações da feira neste domingo na Armação
NO DOMINGO, A 18ª FEIRA DE ARTES & CACARECOS

A Feira de Artes e Cacarecos é um evento independente, organizado por moradores da praia da Armação, com o intuito de reunir pessoas, trocar idéias, manter um espaço de diálogo na comunidade. Depois de 10 anos sem realizar este evento, estamos voltando com força total e contamos com a colaboração e participação de arteiros, festeiros, cacarequeiros, da comunidade da Armação e demais localidades da ilha. Tudo isso regado a música, dança, artes plásticas, malabares, teatro de bonecos, artesanato, oficinas, cinema/curtas, exposição de fotografias, comidas e troca-troca e venda de cacarecos.

A 18ª edição da feira será no dia 13 de novembro de 2011.
Informações: artesecacarecos@yahoo.com.br
facebook: Arte Cacareco
3389-5878 / 3237-5433 / 8424-9852

PROGRAMAÇÃO
10.00. ABERTURA. com Angela Cristina e Reizinho do Violão. Estarão apresentando repertório próprio de seus CD’s “Reizinho do Violão” e “Burugundum”. Música popular brasileira.
10.30 à 12.00. OFICINAS.
Modelagem em Argila (Marliese Vicenzi e alunas)
Macramê (Flávia de Castro)
Biscuit (Manuela Dutra)
Pintura p/a crianças (Alme Sol, Cainan e Tamara)
Sensibilização Musical Percussiva (França)

13.30 à 15.00. Continuam as OFICINAS
15.00. TEATRO DE BONECOS com Rubens Schramm
“Dr. Roulf e a Saúde Bucal”
16.00. BOI-DE-MAMÃO da Armação
17.00. Grupo da 3ª Idade da Armação
17.30. Grupo AFRICATARINA com Edinho Roldan e alunos. Percussão afro-brasileira.
18.00. Banda “SÓ NO SALTO E CIA”
18.30. Angela Cristina e Reizinho do Violão.
19.00. Banda JUMPIN JACKS
20.00. Projeção de CINEMA/CURTA, Ponto de Cultura Baleeira.

Exposição de fotografias das antigas feiras de Artes e Cacarecos
Painel de Fotografias “Armação”, de Dinei Silva
Projeção de imagens fotográficas de Dinei Silva, sobre as ressacas que destruiram a praia da Armação
Intervenções de MALABARES ao longo do dia, com Diego.
Cantinho de leitura e histórias, para crianças.
Artesanato/Pinturas/Alimentação/Troca e venda de Usados

A lenta morte do Morto

Foto Jack Guez/France Presse
 Especialistas disseram nesta quinta-feira que a disputa política entre a Jordânia, Israel e a Cisjordânia barra medidas vitais que poderiam ser adotadas para a recuperação do mar Morto.


A seca que atinge a região mais salgada do mundo poderia levar ao encolhimento do mar Morto até o ponto dele se tornar um lago completamente sem vida, dizem. Em suas águas, há organismos que são tolerantes à alta concentração de sal.
Apesar do alerta feito pelos especialistas, o mar Morto pode conter mais vida do que é o esperado. Pesquisadores alemães do Instituto de Microbiologia Marinha Max Planck e israelenses da Universidade Ben Gurion conduzem, neste mês, uma exploração científica que é a primeira realizada na região.
Eles afirmam terem detectado colônias de micro-organismos vivos em fissuras no fundo do mar e localizado novas fontes de água doce.
A confirmação ainda deve demorar, visto que a exploração teve início somente neste mês.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Abrindo as portas

DESPENCANDO NA MORRA!

A marca dos 100 pés é um dos mitos do surf em ondas gigantes. O maior desafio para surfar uma onda deste tamanho não é só ter coragem e infraestrutura, mas também achar a onda gigante.
Nos últimos anos Big Riders tem viajado o mundo todo em verdadeiras “missões impossíveis” em busca de ondulações gigantes. Mas sempre existe o fator imprevisibilidade que pode mudar tudo quando falamos de uma “parede” de água com mais de 35 metros de altura.
Nesta última segunda-feira, Garrett McNamara achou uma das grandes da história do surf. Segundo o release oficial a onda surfada por GMac tinha mais de 90 pés, algo como 30 metros de altura.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Baleias Francas estão "ficando" em SC



Ivone e seu quinto filhote catarina - Foto IBF

O terceiro sobrevoo de monitoramento do PBF (Projeto Baleia Franca) revelou um dado que deixou os pesquisadores animados: desde 2002, quando iniciaram os voos mensais, não havia sido registrado um número tão grande de baleias-francas no mês de novembro – último da temporada – no litoral catarinense. De acordo com a diretora de pesquisa do projeto, Karina Groch, esse dado se explica por dois motivos, primeiro o maior número de francas durante toda a temporada, foram 172, o segundo maior número de baleias avistadas em 29 anos de pesquisa. O segundo motivo seria as boas condições físicas das mamães baleias. “As baleias-francas adultas não se alimentam em Santa Catarina: elas ficam durante toda a temporada em jejum e começam a voltar para a Antártida para poderem comer. Este ano, porém, um número maior de baleias permaneceu por mais tempo alimentando os filhotes” revela Karina.

Ao todo foram avistadas 28 baleias-francas: 14 pares de mães e seus filhotes. A maior concentração das francas foi avistada nas enseadas das praias da Ribanceira e Ibiraquera, em Imbituba, e Gamboa em Paulo Lopes, onde 26 baleias foram registradas pelo projeto; outro par de mãe e filhote foi observado no Cabo de Santa Marta.

Entre os animais, uma surpresa: a baleia Ivone, identificada pelo PBF em 1999, foi avistada novamente durante o terceiro sobrevoo. Ivone foi batizada no início desta temporada em homenagem à avó de uma das voluntárias. É a primeira vez que o PBF registra uma permanência tão longa de uma baleia pelo litoral do Estado (cerca de quatro meses), sinal de que Ivone gosta muito das águas catarinenses. “A baleia Ivone foi avistada no dia 2 de julho na Praia de Itapirubá e estava sozinha, ainda sem filhote. No primeiro sobrevoo, realizado pela equipe no final de julho, ela estava na praia da Gamboa, já com o filhote recém-nascido; agora a encontramos junto com o filhote de três meses de idade na enseada de Ibiraquera. E vale lembrar que esse é o quinto filhote que a Ivone tem aqui em SC ao longo destes anos”, fala com entusiasmo a diretora de pesquisa.

Voos conseguiram trazer a criação da APA da Baleia-Franca
O fim da temporada das francas em Santa Catarina está se mostrando como um dos melhores dos últimos anos. “O número de encalhes ficou abaixo da média: foram apenas dois filhotes que já chegaram à praia sem vida. O único animal que encalhou vivo, em um banco de areia, foi resgatado com sucesso. Isso revela que todo o esforço das pessoas que se dedicam à conservação da espécie está valendo a pena” revela Karina.

Esse foi o último sobrevoo que a equipe realizou na temporada de 2011. O voo contou com a participação do biólogo Paulo Flores, analista ambiental do Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio e da oceanógrafa Luciana Moreira, analista Ambiental da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca/ICMBio. Segundo Paulo Flores, a técnica de sobrevoo é valida para que se possa fazer a identificação e localização dos animais, permitindo uma melhor compreensão sobre os locais de concentração e tempo de permanência, além de uma análise consistente da dinâmica populacional, fundamental para a conservação da espécie.

Os sobrevoos realizados pelo Projeto Baleia Franca já trouxeram um resultado importante: foi a identificação da principal área de concentração da espécie no Brasil, resultando na criação da APA da Baleia Franca/ICMBio. “A APA abrange 130 km de costa, e vai desde o sul da Ilha de SC até o Balneário de Rincão, com objetivos de proteger as baleias-francas e garantir que a espécie possa continuar utilizando esta região como principal área de concentração reprodutiva no Brasil”, revelou Karina.

(
De Ludmila Souza, no Notícias do Dia - www.ndonline.com.br )

Um tali Zeperri...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

AL MARE!

Imagem André de Dienes

O fotógrafo André de Dienes nasceu na Romênia em 1913, mas foi na Turquia, aos 15 anos de idade, que aprendeu a pintar e comprou sua primeira câmera fotográfica.

Em Paris, a partir de 1933, trabalhou como fotógrafo free lance para o jornal comunista “L’Humanite” e para a agência “Associated Press”. Tres anos depois, convencido pelo modista Molyneux, começou a fotografar moda.

Em 1938 foi para a América, com a ajuda da revista “Esquire” e em Nova Iorque se consagrou no mundo da moda. Passou também a fotografar os bairros nova-iorquinos e a viajar pelas estradas do oeste do país, quando conheceu e ficou íntimo amigo da então desconhecida Norma Jeane Baker, que mais tarde se transformou na Marilyn Monroe.

A foto acima é de 1944, ano em que se mudou para a Califórnia, onde realizou diversos ensaios de nus ao ar livre, incorporando inovadoras técnicas de montagem às suas fotografias. Passou a trabalhar para os estúdios de cinema e virou o fotógrafo favorito de grandes estrelas hollywoodianas como Marlon Brando, Elizabeth Taylor, Henry Fonda, Fred Astaire, Ingrid Bergman, Jane Russel e Anita Ekberg. André Dienes faleceu na Califórnia, em 1985.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em extinção

Filhote de toninha recentemente resgatado no Uruguai - Foto SOS Fauna Marinha

No norte de Santa Catarina, um grupo de pesquisadores tenta salvar da extinção o golfinho mais tímido do mundo. A espécie em perigo é a 'toninha',também conhecido como nariz-de-garrafa, boto-cachimbo e franciscana , o menor dos golfinhos brasileiros. São imagens raras, já que o animal é arredio e não faz questão de se exibir.

A toninha só vive em um trecho do Atlântico Sul, que vai do Espírito Santo até o Golfo de San Matías na patagônia argentina. E um dos poucos lugares onde o misterioso golfinho pode ser observado em seu ambiente natural é a Baía da Babitonga, no norte de Santa Catarina, lar de um grupo de 50 toninhas, monitorado por pesquisadores da Universidade de Joinville.

Das mais de 30 espécies de golfinhos encontradas no Brasil, a toninha é a única ameaçada de extinção. A principal causa é a captura acidental em redes de pesca. São, pelo menos, duas mil toninhas mortas a cada ano no litoral brasileiro. Os pesquisadores estimam que a população já foi reduzida em 30%

Em um esforço conjunto, pesquisadores brasileiros, argentinos e americanos lançaram redes do bem na Baía da Babitonga. Cinco toninhas foram capturadas e receberam um equipamento capaz de transmitir informações para um satélite.

Agora, os golfinhos tímidos não têm como se esconder. Estão a um clique de serem localizados pelos olhos do satélite e de revelarem dados importantes para a criação de uma estratégia de salvação da espécie.