domingo, 29 de setembro de 2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

ENCALHE NO NORDESTE








Foto:Carlos Júnior/VC no G1


Líder estaria doente e teria provocado encalhe de baleias, diz biólogo

Flávio José Lima Silva é coordenador do projeto Cetáceos da Costa Branca.

Biólogos que investigam as causas do encalhe coletivo de 30 baleias da espécie falsa-orca acreditam que o líder do grupo estaria doente, desorientado e, assim, teria provocado a ida dos demais até a praia de Upanema, no litoral Norte de Rio Grande do Norte. O encalhe coletivo foi registrado na manhã deste domingo (22) em Areia Branca, cidade a 327 quilômetros de Natal.

"Há duas hipóteses para o que aconteceu aqui em Upanema neste domingo. A primeira, mais forte, é que o líder do grupo estaria doente. Assim, ficou desorientado e levou o grupo até a praia de Upanema, que tem um banco d'água raso. A segunda é que o grupo estivesse atrás de um cardume e encalhou ao chegar à praia", falou o biólogo Flávio José Lima Silva, coordenador do projeto Cetáceos da Costa Branca, mantido pela Petrobras e pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

Das 30 baleias que encalharam, sete morreram. As seis primeiras morreram ainda pela manhã. À tarde, uma que havia sido levada para o mar morreu após ser atacada por tubarões. O biólogo disse que já foi coletado material das baleias mortas. Esse material será levado para estudos na UERN.
Após a coleta, as baleias foram enterradas na praia de Upanema. Um trator da Prefeitura de Areia Branca foi usado para auxiliar nas escavações e no transporte dos animais.
Flávio Silva disse ainda que biólogos do projeto Cetáceos vão continuar monitorando as baleias nos próximos dias para evitar novos encalhes.

'Sem precedentes, diz especialista'

O biólogo Flávio Silva disse que não há registros de um encalhe coletivo nessas proporções no Brasil. "Há muitos encalhes de baleias no litoral brasileiro, mas não me recordo de algo nessa quantidade . Em 1991, 19 baleias encalharam em São Miguel do Gostoso, também no litoral potiguar. Mas um encalhe coletivo com 30 animais é a primeira vez que ouço falar no nosso país".

MAR DE VAN GOGH


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

RESSACA NO MAR

Pescadores do Pântano do Sul se preparam para ressaca no Litoral do Sul e Sudeste do Brasil

Medo é que se repita o que ocorreu em novembro de 2012, quando onda gigantesca invadiu a praia, arrastou carros e destruiu embarcações

imgEdson Rosa

FLORIANÓPOLIS

Gato escaldado tem medo de água fria. O dito popular foi repetido nesta terça-feira (24) por pescadores do Pântano do Sul, em Florianópolis, enquanto protegiam as embarcações do ciclone extratropical que começou a se formar entre Santa Catarina e São Paulo. A previsão é vento sul forte sobre o oceano, com ondas de até três metros em alto-mar e previsão de ressaca no litoral do Sul e Sudeste do Brasil.
 Foto Eduardo Valente/ND
Pescadores carregaram os barcos com medo da ressaca
  O medo dos pescadores é que se repita o que ocorreu em novembro de 2009, quando uma onda gigantesca invadiu a praia e deixou rastro destruição na comunidade. O mar arrastou carros e barcos e atingiu casas e restaurantes da orla. “Naquele ano, perdi bois botes. Um deles rachou como uma melancia madura”, lamenta o pescador Paulo Henrique dos Santos, 42, que desta vez reforçou o casco do bote com barras de ferro.
O colega dele, Maico Teixeira, 38, que também se apressou em guardar o bote “Intizica” no galpão da Associação dos Pescadores do Pântano do Sul, só não foi arrastado pela onda porque se agarrou em um dos palanques fincados na praia. “Foi horrível”, resume. Apenas as embarcações com âncoras duplas amarradas com correntes na proa e na popa permaneceram fundeadas na enseada.
De acordo com meteorologistas do Ciram/Epagri, o mar ficará mais agitado a partir de hoje em toda a faixa entre o litoral norte do Rio Grande do Sul e o centro-sul do Rio de Janeiro. Há risco de ressaca pela manhã, quando as ondas podem alcançar picos de 3 metros.
Amanhã, ainda há risco de ressaca na madrugada e manhã entre Santa Catarina e São Paulo, com ondas de até 2,5 metros. As ondas diminuem a partir de sexta-feira em toda a costa sul e sudeste, mas o mar segue agitado e perigoso para banhistas até  domingo.

Poste em curto circuito aumenta preocupação
Para o pescador Manoel José Campos, 76, um dos mais velhos em atividade na colônia do Pântano do Sul, a ameaça de mais uma ressaca na praia aumenta a preocupação com o poste de iluminação pública localizado na frente da casa dele e ao lado do rancho coletivo da associação.
A rede elétrica está em curto circuito desde a manhã de segunda-feira, quando começou a sair faíscas da fiação. Além do perigo de acidente em caso de ressaca,  Manoel está sem energia em casa. “Já queimou o chuveiro, e a geladeira funciona em meia fase”, diz. O pescador reclama que acionou em vão o plantão da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina). “Tomara que não aconteça uma desgraça”, avisa. 

A DISPUTA PELO ATUM

Foto Nelson Antoine/Fotoarena
Chefs japoneses disputam pedaços de atum de 200 kg em São Paulo

MAGÊ FLORES
DE SÃO PAULO

Na última  sexta-feira (20), representantes de cerca de 15 restaurantes japoneses de São Paulo disputaram pedaços de um atum bluefin de 200 quilos trazido da Espanha. Cada quilo do peixe custou aos chefs entre R$ 300 e R$ 350.

O bluefin, atum mais raro e cobiçado do mundo, deixou o cativeiro próximo a Barcelona na segunda-feira (16) e chegou ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na quarta-feira (18).

A carne nobre é conhecida por sua cor avermelhada e seu alto teor de gordura, que lhe confere sabor e textura bastante particulares.

Durante a tarde desta sexta, dentro de uma peixaria em Moema, na zona sul da capital paulista, todos os olhares se voltaram ao gordo peixe, já sem cabeça.

Com uma grande faca, homens cortaram o atum em quatro longos pedaços, que depois foram divididos em vários outros, rapidamente reservados pelos representantes dos restaurantes. "Esse já é de alguém? Deixa guardado!", se ouvia na peixaria.

"No Japão eles usam uma espada para cortar o peixe de uma só vez e não machucar a carne", conta Wilson Kinoshita, do restaurante Kinoshita.

A parte mais nobre do peixe, a barriga, concentra maior teor de gordura e custava R$ 350, o quilo. O torô, como é chamado, costuma ser usado em sushis e sashimis.

A parte mais avermelhada, o lombo, é menos nobre e pode ser servida, por exemplo, como no Kinoshita: selada e acompanhada de missô apimentado. O quilo do lombo custava R$ 300.

NO RESTAURANTE

No Kinoshita, a estimativa é de que a dupla de sushis com bluefin custe R$ 150.

Wilson Kinoshita conta que vai conservar a carne em uma câmara cuja temperatura varia entre 2ºC e 3ºC. "Depois de dois dias o peixe fica ainda mais saboroso", diz.

Com a mão engordurada pela carne, o chef Adriano Kanashiro, do restaurante Momotaro, conta que o peixe será servido nos jantares realizados no salão superior do restaurante até terça-feira. "Com a divulgação da chegada do bluefin, as reservas foram se esgotando." O valor de um dos pedaços de bluefin que Kanashiro comprou superou R$ 1.600.

Hideki Fuchikami levará o pedaço de atum adquirido para a unidade da Bela Vista do restaurante Hideki. "O bluefin é algo que compramos para agradar o cliente. Não dá para pensar em lucrar com ele", diz.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

BALEIAS ENCALHAM NO NORDESTE

Foto Divulgação
Baleias da espécie piloto medem entre 3 e 6 metros e apareceram encalhadas em praia de Areia Branca

Trinta baleias encalharam neste domingo (22) na praia de Upanena, no município de Areia Branca, distante 330 quilômetros de Natal, com 28.600 habitantes. Sete delas morreram antes dos biólogos conseguirem reconduzi-las ao mar. As baleias são da espécie piloto (Globicephala macrorhynchus) e medem entre 3 e 6 metros. 
Segundo moradores, o encalhe começou às 4h de domingo. Os banhistas chamaram a Polícia Militar e em seguida foram acionados Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), Capitania dos Portos, Polícia Ambiental de Mossoró (cidade pólo da região) e o Grupo de Estudos Ambiental Cetáceos da Costa Branca, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. A partir da chegada dos especialistas começou uma operação, com mobilização de voluntários e técnicos, para reconduzir os mamíferos ao mar.

Os especialistas que participaram da operação disseram que ainda não é possível saber o que motivou o encalhe das baleias, mas observaram que como as praias do litoral do Rio Grande do Norte são rasas os encalhes não são raros.<p><p>As sete baleias que morreram antes de chegarem ao mar serão levadas para estudos no Centro de Estudos Cetáceos da Costa Branca.

(Da Agência Estado)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ALERTA NO MAR


Mar muito agitado com ressaca no Litoral de SC

Entre terça e quarta-feira, a formação de um sistema de baixa pressão no oceano, entre o Litoral de São Paulo e Santa Catarina, provoca ventos fortes e deixa o mar muito agitação no Litoral de SC, com picos de onda de 2.5 a 3.0m próximo a costa e 4.0 a 5.0m em áreas mais afastadas, com condições de ressaca. Desfavorável a navegação e atividades de pesca.

(Gilsânia Cruz – Meteorologista do Epagri/Ciram)

OS OLHOS DA VIEIRA

Foto Alcides Dutra
 O MOLUSCO DOS OLHOS AZUIS

A vieira (Nodipecten nodosus) se alimenta filtrando água com a concha entreaberta. Para isso precisa ter certeza de que não há nenhum predador oportunista por perto, que ela percebe com seus vários olhinhos (ocelos) azuis. Eles registram as variações de luz em sua volta, e ao menor movimento suspeito, a vieira se fecha, ficando protegida em sua armadura.

Ilha do Xavier - Florianópolis - SC.

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sábado, 21 de setembro de 2013

BOTOS DE LAGUNA


Salvem os Botos de Laguna
Campanha de conscientização e educação.

Como os botos escutam
Sentido da audição

Os golfinhos usam pequenas aberturas nas orelhas para ouvir sons. Essas pequenas aberturas são o que normalmente seria usado para ouvir quando não estão debaixo da água. Para ouvir sons na água, eles fazem uso de seu maxilar inferior, que conduz os sons ao seu ouvido médio.

Ecolocalização

Os golfinhos usam a ecolocalização subaquática, como as baleias. Ela permite que os golfinhos localizem objetos submersos, transmitindo ondas sonoras. Eles geram um pulso de som de alta-frequência ou cliques em suas testas que enviam sinais sonoros. O eco produzido pelo som de objetos se movendo ajuda os golfinhos a os localizarem, e até mesmo determinar o quão longe eles estão localizados. Os golfinhos sentem a vibração do som retornar ao sentir os pulsos em suas mandíbulas. Cada objeto ou animal subaquático envia ecos que os golfinhos podem se diferenciar. A ecolocalização ajuda os golfinhos a determinarem não apenas a distância de um objeto, mas também sua textura, forma e tamanho. Ele funciona porque a água é um excelente transmissor, que pode transmitir sons cinco vezes mais rápido do que o ar.

SONAR

SONAR (Sound Navigation And Ranging) é o método que os golfinhos e baleias usam para navegar em águas turvas. Como explicado na ecolocalização, eles usam as transmissões de som que ecoam de volta para localizar as coisas. Mesmo quando se está debaixo da água escura, eles ainda podem encontrar comida e evitar lugares perigosos. Os golfinhos produzem dois tipos de sons, o som de assobio agudo e o som de chocalho ou clique. Os assobios atuam como comunicadores enquanto os chocalhos ou cliques agem como SONAR.

Comparações de audição

Para entender melhor a qualidade do sentido de audição do golfinho, vamos compará-lo com os seres humanos, cães e baleias. Os golfinhos têm o sentido da audição mais nítido do que os seres humanos, pois eles podem ouvir uma ampla gama de frequências. Os seres humanos ouvem sons de 20 Hz a 20 KHz, enquanto os golfinhos ouvem de 20Hz a 150 KHz.

Isso significa que os golfinhos podem ouvir sete vezes melhor do que os humanos. Ao comparar cães a seres humanos, os cães ouvem muito melhor do que os seres humanos, são capazes de ouvir frequências altas que os seres humanos não podem, cerca de duas vezes melhor.
No entanto, o golfinho tem uma gama de audição muito superior do que a dos cães, cerca de cinco vezes melhor. De todos os mamíferos, os golfinhos são capazes de ouvir e produzir algumas das mais altas frequências de sons. Os golfinho quando comparado com as baleias, geralmente se comunica usando altas frequências, enquanto as baleias costumam usar frequências baixas. As baleias podem se comunicar em distâncias maiores (centenas de metros ou quilômetros de distância) do que os golfinhos.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

POEMINHA PANTUSULI

Foto Andrea Ramos
O canto úmido
do canário
sob a chuva
que trouxe o vento sul.
O sul derrubou
algumas flores de ipomeia,
alucinou as árvores da costa,
alisou todas as dunas,
eriçou as cristas das ondas,
endireitou as proas dos barcos,
fez sumir os turistas,
tornou branca a paisagem bege, verde e azul.
Velho conhecido, seu
vagabundo invisível,
que apressa até os pássaros
que encosta na praia
mas nem pensa em partir.
(Rodrigo Garcia Lopes - poema inédito para o Tainhanarede)

TEMPO DAQUI

PREVISÃO DO TEMPO PARA O FDS (20, 21 E 22/09)

By Chuvalski


Sexta - Chuva com raios pela manha no restante chuva o dia todo. Vento leste a Nordeste e temperatura entre 15 e 19 graus

Sábado - Chuva o dia todo, em trono de 60 mm, vento de Nordeste Papo Amarelo a Noroeste, temperatura entre 18 e 22 graus.

Domingo - Chuva o dia todo, mais forte entre 9 e 15 horas quando chove cerca de 140 mm. temperatura entre 16 e 19 graus com vento de Noroeste rodando para Suli.

O céu fala e manezada entende.

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COM OS TUBARÕES


Mergulho com tubarões atrai cada vez mais turistas aos Açores

O mergulho com tubarões está a crescer nos Açores, havendo já quatro empresas a oferecer este produto no Pico e Faial e peritos na matéria a dizerem que o arquipélago é considerado o melhor sítio do mundo para esta prática

O fotógrafo português Nuno Sá, premiado internacionalmente, disse à Lusa que o volume de negócios do mergulho com tubarões nos Açores já gera dois milhões de euros de receitas de forma direta e indireta.

Nuno Sá, que possui vários prémios, já foi distinguido por duas vezes no maior e mais conceituado concurso de fotografia de natureza a nível mundial, o Veolia Environnement Wildlife Photographer Of The Year, organizado pela BBC e Museu de História Natural de Londres, com uma imagem obtida nos Açores de um tubarão azul.

"Nós encaramos tradicionalmente a observação de cetáceos, especialmente o cachalote, como o símbolo turístico dos Açores, mas no Pico e no Faial as empresas que começaram a fazer o mergulho com tubarões já ultrapassaram a atividade do ‘wale watching’ [observação de baleias]", refere.

Nuno Sá afirma que o mergulho com tubarões está a tornar-se uma "nova atividade", com um crescimento de 30 a 40 por cento por ano, que tem contribuído para desenvolver as empresas turísticas que vendem produtos relacionados com o mar no arquipélago.

"O tipo de cliente que vem para mergulhar com tubarões tem grande poder de compra e, regra geral, trata-se de mergulhadores muitos informados e viajados. Vêm à procura especificamente desta oportunidade única para mergulhar com um dos peixes mais rápidos dos oceanos, sendo os Açores já considerados o melhor sítio do mundo para esta prática", garante.

O fotógrafo concretiza que este tipo de mergulhador não se importa de gastar cinco mil euros numa semana para mergulhar nas Galápagos ou na grande barreira de coral e outros destinos mundialmente famosos, surgindo nos Açores à procura de um "destino de aventura" diferente, sendo o mergulho com tubarões a atividade mais procurada.

Eduardo Bettencourt gere a primeira empresa (Pico Sport), propriedade de um cidadão alemão, que nos Açores se dedicou ao mergulho com tubarões, há três anos, e refere que tem vindo a registar "grandes crescimentos" de procura, sendo uma atividade sazonal, com o ponto alto no verão.

O responsável pela Pico Sport, com sede na ilha do Pico, refere que no grupo central dos Açores, onde há montes submarinos com "muita abundância" de tubarões azuis, existem já quatro empresas que se dedicam a esta atividade.

"Tivemos conhecimento da existência dos tubarões através de um projeto que visava desenvolver um anzol que na pesca do espadarte não matasse as tartarugas, tendo-se verificado que 75 por cento da pesca eram tubarões azuis e marraxo. Face à sua existência, começamos a explorar este mercado", explica Eduardo Bettencourt.

"Por alguma razão a ilha do Pico foi a única que cresceu em termos turísticos, nos Açores, no ano passado. Este crescimento deveu-se ao número de pessoas que vieram para cá mergulhar com tubarões", diz o empresário, salvaguardando que os turistas fazem, em termos globais, dois mergulhos com tubarões, outro com jamanta, optando ainda por mergulhos costeiros.

Eduardo Bettencourt está "convicto" de que as empresas com atividade relacionada com o mar nas restantes ilhas dos Açores vão-se dedicar também, nos próximos anos, ao mergulho com tubarões, uma vez que também existem no resto do arquipélago.

O responsável pela Pico Sport refere que a maior parte dos turistas dispostos a pagar 225 euros para mergulhar com tubarões azuis são os alemães, seguindo-se os austríacos, suíços, alguns belgas e também russos, que começam a surgir.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

TODO LANHADO...

Foto Alcides Dutra
A maioria dos golfinhos apresenta arranhões na pele, compatíveis com as marcas deixadas pelos dentes de sua própria espécie. Isso sugere que eles levam uma vida social bastante atribulada.
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MAR PROTEGIDO?

Foto Marcelo Kammers/Divulgação
Reserva Marinha do Arvoredo tem mais de 1400 espécies registradas

Região abriga infinidade de espécies, sendo muitas raras e ameaçadas.
Reserva é a única federal que contém remanescentes de Mata Atlântica.

A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo abriga as Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta, o Calhau de São Pedro e uma grande área marinha que circunda o arquipélago. A região, localizada entre a Baía de Zimbros, em Bombinhas, e o Norte da Ilha de Santa Catarina, é preservada por decreto e possui 17.600 hectares, sendo 98% ocupado por área marinha.

A Reserva é a única federal que contém remanescentes de Mata Atlântica presentes em suas ilhas, os quais somam mais de 370 hectares de vegetação nativa preservada.
Segundo informações passadas pelo ICMbio, a região abriga uma infinidade de espécies, sendo muitas delas raras e ameaçadas de extinção. A Reserva foi criada em 1990 por uma lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

Na área toda, foram constatadas mais de 1.400 espécies, sendo cerca de mil marinhas e quatrocentas terrestres. Estudos realizados somente na Ilha do Arvoredo mostraram a presença de 139 espécies de aranhas, 195 de plantas, 28 aves, 10 mamíferos, sete anfíbios, sete lagartos, cinco serpentes, entre outros. Além disso, na área marítima, são mais de 190 espécies de peixes registradas, 145 de moluscos, 53 de caranguejos e siris, além de outros muitos grupos.

As ilhas são locais de reprodução de aves marinhas e também sítios arqueológicos de sambaquis e inscrições rupestres. Além disso, os ambientes marinhos fornecem abrigo para reprodução e crescimento de diversas espécies de peixes, o que contribui para a manutenção dos estoques pesqueiros no entorno.
A parte Sul da Ilha do Arvoredo é aberta para mergulho recreativo e o local é visitado por diversos mergulhadores. A região não faz parte da Reserva, e no resto do local, a visitação é proibida. Segundo o ICMBio, não é permitido o desembarque nas outras áreas terrestres, salvo em situações de emergência.
Tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL 4.198/2012) para a recategorização da reserva ambiental para Parque Nacional. "Há prós e contras. O principal contra é que, no Brasil, só existem duas reservas marinhas: a do Arvoredo e a do Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte", explica Ricardo Castelli Vieira, chefe da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.

A diferença entre Reserva biológica e Parque Nacional é que o primeiro busca a preservação integral, sem interferência humana. Já o segundo possibilita a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
Os passeios para mergulho na parte Sul da Ilha do Arvoredo são feitos por operadoras de mergulho. Os passeios custam, em média, entre R$80 e 100 por dia.

(Do G1 SC - http://g1.globo.com/sc/santa-catarina)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

123 BALEIAS FRANCAS CONTINUAM EM SC

Foto Projeto Baleia Franca/Divulgação
Filhote semi-albino de baleia franca é avistado no Litoral Catarinense

A mãe do filhote albino e outro filhote estavam com pedaços de redes de pesca na cabeça
Um filhote de baleia franca semi-albino foi avistado pela equipe do Projeto Baleia Franca durante o segundo sobrevoo de monitoramento da espécie pelo litoral de Santa Catarina. Realizado na semana passada, o voo teve de ser completado em duas etapas por conta de um forte nevoeiro que atingiu o Litoral Catarinense. O animal semi-albino foi o primeiro registrado desde julho na área sobrevoada; em média, um único filhote com essas características é observado a cada temporada reprodutiva da espécie na costa brasileira. No ano passado, um filhote albino foi avistado em Garopaba.
No total, 123 baleias francas – 56 filhotes – foram registradas. De acordo com Karina Groch, diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca, o número de avistagens está dentro da média dos últimos anos. Segundo ela, cerca de 90 baleias francas são catalogadas a cada temporada pelo Projeto, que tem sede em Imbituba e é mantido em parceria com a Santos Brasil.
A equipe também registrou, durante o sobrevôo, duas baleias com pedaço de rede de pesca preso nas calosidades existentes na cabeça: a mãe do filhote albino, e o filhote de uma outra baleia. Segundo Paulo Flores, do Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio, em ambos os casos os animais estavam bem, não aparentando qualquer debilidade física que pudesse colocar em risco sua sobrevivência.
Ao todo, foram percorridos 280 quilômetros de costa do Litoral brasileiro, entre as praias de Moçambique, em Florianópolis, Santa Catarina, e Torres, litoral Norte do Rio Grande do Sul. As avistagens, no entanto, foram concentradas no Cabo de Santa Marta, (Laguna), Ibiraquera e Ribanceira (Imbituba), Guarda do Embaú e Gamboa (Paulo Lopes), enseadas localizadas na APA da Baleia Franca. Um grande número de baleias também foi registrado nas praias do Moçambique, Morro das Pedras e Armação, em Florianópolis.
Segundo a pesquisadora, esta temporada reprodutiva está diferenciada de anos anteriores, em função da grande quantidade de baleias avistadas nas praias do município de Laguna, o que já havia sido observado em agosto e se confirmou neste sobrevôo. 

— Não há uma causa específica prá isso, mas esta ocorrência mostra a complexidade dos padrões de uso de habitat pelas baleias francas, ressaltando a importância dos sobrevoos que permitem uma análise mais abrangente e sistemática da distribuição da espécie nesta área que representa a principal concentração reprodutiva das baleias francas no Brasil — disse Karina.
O próximo monitoramento aéreo está previsto para novembro, quando a temporada de reprodução das baleias francas no litoral de Santa Catarina chega ao fim. O pico do período reprodutivo da espécie é no mês de setembro, mas a presença de um grande número de baleias nas enseadas de maior concentração deve prosseguir até a primeira quinzena de outubro, possibilitando a avistagem.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

SAHARA BRASILIAE

Novo romance de Raimundo Caruso

A capital brasileira amanhece coberta por imensas dunas de areias, tornando-se uma cidade deserta, sem água ou luz, caótica e inviável, tema de Sahara Brasiliae, terceiro romance do jornalista catarinense Raimundo Caruso. A obra será lançada nesta quarta-feira (18.9) às 19h30 na livraria Catarinense do Beiramar Shopping.

Ao longo de 240 páginas Caruso faz desfilar os personagens que discutem a causa da tragédia: o Blogueiro, o Narrador, o Ciclista, o Bibliófilo, o Arcebispo, a Tradutora e o autor do romance. Um dos personagens da obra concluída há cerca de dois anos toma o Congresso Nacional no momento da crise (antevisão do que aconteceu em junho passado).

Nascido em Urussanga-SC no dia 4 de março de 1946, o jornalista recém formado em 1970, em Curitiba-PR, seguiu para o Chile de Salvador Allende e foi “descobrir” a ficção latino-americana no México. Mais tarde, em 1976, assumiu a chefia de reportagem do jornal O Estado, em Florianópolis, onde se estabeleceu.

Em 1989 o autor ganhou o prêmio nacional de literatura de Belo Horizonte com o romance Noturno 1894 (o segundo romance foi Buenos Dias, Mr. Ludwig). Com a geógrafa e companheira Mariléa Martins Leal Caruso escreveu livros de reportagens e entrevistas sobre a Amazônia, a Bolívia, Nicarágua, República Dominicana, os Açores, Portugal e os jangadeiros nordestinos, além de livros de poesia e teatro.

PESQUISANDO OS MARES

Foto Cristiano Estrela/Agencia RBS
UFSC é a primeira universidade brasileira a construir veleiro para pesquisa oceanográfica

Projeto é realizado inteiramente por professores e alunos da instituição de Santa Catarina

por Emanuelle Gomes
emanuelle.gomes@diario.com.br
Ao mesmo tempo que transpõe as barreiras impostas pelo mar, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está prestes a fazer a diferença em dois ramos importantes de pesquisa no país. Em setembro de 2014, um veleiro construído por alunos e professores da Engenharia Mecânica, em um estaleiro improvisado no Sapiens Parque, em Florianópolis, poderá se deslocar até os polos com pesquisadores do curso de Oceanografia.

O veleiro, denominado de ECO (Expedição Científica Oceanográfica), é o único no Brasil que vai possibilitar uma estrutura completa para experimentos e coleta de material em expedições.

Com isso, o curso de Oceanografia da UFSC, com apenas cinco anos de existência, será o terceiro do Brasil a ter um barco para ensino, pesquisa e extensão. Apenas a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Rio Grande (Furg) têm embarcações para esse fim no país. A USP, por exemplo, fez a compra de dois barcos, mas não são veleiros e nenhum deles foi construído pela universidade. 

O veleiro catarinense recebeu recursos de R$ 1,5 milhão da Agência Brasileira de Inovação (Finep). Além de ser construído por alunos, a embarcação terá a aplicação de equipamentos desenvolvidos pelo departamento de Engenharia Mecânica. 

— As aparelhagens de solda, por exemplo, foram construídas dentro da universidade. Essa é a maior obra do departamento — disse um dos coordenadores do projeto Jair Carlos Dutra.

Quando estiver pronto para ir ao mar, o veleiro também deve preencher uma grande lacuna e diminuir os gastos da universidade. A UFSC gasta R$ 3 mil com aluguel de embarcações apenas para o ensino de disciplinas da Oceanografia. Segundo a professora do curso Andrea Santarosa Freire são cerca de 20 saídas para o mar no semestre. Um investimento de mais de R$ 120 mil por ano. 

— A partir da 3a fase, quase todas as disciplinas precisam de treinamento de alunos em atividades embarcadas. É inadmissível um curso de oceanografia não ter um barco — comentou a professora.

Por esse motivo, o curso já fechou parcerias. Alunos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) poderão usar o veleiro. Com isso, todos os cursos com enfoque no mar em SC sairão ganhando. 



Projeto considerado inovador busca parceiros

O barco foi concebido para ser inovador. Com casco em alumínio e interior em fibra de vidro, o calado – parte que fica embaixo d’água — será adaptável para que o veleiro possa entrar em áreas rasas, como mangues e regiões costeiras.

— Ele é resistente o suficiente para chegar nas regiões polares — disse o professor Jair Carlos Dutra.

A certeza é reforçada por quem integra a força-tarefa de construção do barco. Ela iniciou em 2011 como dissertação de mestrado do aluno de Engenharia Mecânica Cleber Marques, que continua no projeto, agora como doutorando. Andrea Piga, também aluno de doutorado, foi quem realizou as adaptações necessárias no projeto básico feito por um projetista francês, chamado Olivier Petit. Eles e outros alunos, inclusive de graduação, recebem consultoria frequente do engenheiro José Oscar Benitini, que ajudou a projetar o veleiro de Amir Klink — velejador conhecido no mundo por expedições como viagens à Antártica.

A ideia era de que o motor fosse híbrido: a diesel e elétrico. No entanto, o recurso do Finep não foi suficiente para concretizar o planejado. Segundo Dutra, o barco, que no início seria de 40 pés, teve que passar para 60 pés e a mudança consumiu a verba disponível. Para que o motor híbrido seja possível será preciso investir mais de R$ 600 mil. O veleiro teria de armazenar meia tonelada de baterias, que seriam carregadas por energia solar, eólica e por turbinas. O custo elevado é devido à falta desses equipamentos no Brasil. Por enquanto, o veleiro terá motor convencional.

— Buscamos uma empresa que possa patrocinar. Vamos fazer dessa forma, mas podemos mudar depois para o elétrico — ressaltou Dutra.

Verbas para a pesquisa

A professora Andrea Santarosa Freire relata que como a pesquisa na área de oceanografia depende dos aluguéis de barcos, os recursos são em grande parte consumidos com o transporte e menos com a execução dos projetos. O veleiro, na percepção da professora , vai melhorar as condições de trabalho do curso e colocar a UFSC em destaque no cenário nacional. 

— Estamos torcendo para que ele entre na água o mais rapidamente possível. Vamos equipar e depois começar a usá-lo para ensino — afirmou.

Em um segundo momento, não está descartada a possibilidade de viagens mais longas. A maioria dos professores do curso já faz pesquisa em locais afastados, como a Antártica.

Os envolvidos no projeto se preparam para, no dia 30, iniciarem a construção de rodas que ajudarão, por volta do dia 10 de outubro, a colocar o veleiro em posição. O momento mais esperado — colocar o barco no mar — ficará para o ano que vem.

(Do DC - www.clicrbs.com.br)

No Tom da Pesca

Eles são moradores da colônia de pescadores Z3, localizada à margem da Lagoa dos Patos, em Pelotas, sul do Brasil. Casca, Alberto Motta, é compositor e toca cavaco-banjo acompanhado do amigo João da Rocha, o Gonçalves.Este material faz parte do documentário "Casca & Gonçalves" que está em processo de edição. Uma realização da Imagina Conteúdo Criativo.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

TRIBUZANA À VISTA!

Foto Fernando Alexandre
A Defesa Civil de Santa Catarina alerta para o tempo instável durante esta terça-feira (17) no estado. Segundo o órgão estadual, deve haver rajadas de vento de 50 a 60 km/h entre tarde e noite, além de mar agitado no Litoral Sul catarinense, com ondas podendo superar os quatro metros em oceano aberto. Há risco de alagamentos e deslizamentos.
A Epagri/Ciram informou que as últimas 48 horas foram marcadas por muita chuva no estado, devido ao deslocamento de uma frente fria. O maior acumulado de chuva foi registrado no Alto Vale do Itajaí, passando de 100 mm na cidade de Rio do Campo.
De acordo com informações da Defesa Civil de Florianópolis, houve uma ocorrência de queda de árvore na avenida Mauro Ramos na manhã desta terça, mas ninguém ficou ferido. Há um alerta para que as pessoas não permaneçam em áreas com risco de deslizamentos, como morros e encostas.
Trégua
Entre a tarde desta terça e a quarta (18), a chuva dá uma trégua e a temperatura declina em todo o estado, divulgou a Epagri/Ciram. Na quinta (19), as nuvens voltam a aumentar em Santa Catarina, com condições de chuva isolada e mais fraca.
A forte chuva permanece até o fim de semana, ainda conforme a Epagri/Ciram, com intensidade moderada a forte e acumulados de 70 a 100 mm em média, podendo ocorrer pontuais maiores, devido à formação e deslocamento de uma frente fria pelo Sul do Brasil.

(Do G1 )

No Tom da Pesca


Ribamar, pescador da Ilha dos Lençóis, litoral ocidental do Maranhão, conhecido popularmente como Xengo é também compositor. As letras das canções que compõe "acontecem por inspiração espontânea". É quando ele se isola no mais alto do campo de dunas da Ilha e espera a letra da canção fluir de forma clara e simples. Hoje o acervo de letras que o Xengo tem no seu repertório é de mais de quarenta (40), quase todas balançadas ao ritmo do Carimbô, dança típica do Pará e acompanhada apenas por uma caixa de fósforos, já que o Xengo, além de analfabeto, não sabe tocar qualquer tipo de instrumento musical por mais simples que seja.

CANÇÕES DA ILHA

O músico, compositor, cantor, pesquisador do patrimônio imaterial do Litoral de Santa Catarina e integrante do Grupo Engenho, Alisson Mota, está relançando o livro-CD "Canções do Folclore da Ilha de Santa Catarina", fruto de suas pesquisas entre os anos de 1981 e 1983.

Originalmente o título foi lançado em 2000 e traz a letra das músicas cantadas por pescadores e trabalhadores de engenho, além das cifras e do CD com as composições e a interpretação do pesquisador. O livro-CD também tem como objetivo manter vivas as tradições açorianas passadas de geração para geração no interior da Ilha.

Veja mais no 
https://www.facebook.com/alisson.mota.319?fref=ts

MAR DE GAROUPAS

Foto Alcides Dutra
A garoupa está perfeitamente adaptada a se esconder entre as rochas. Assume coloração muito parecida com o ambiente e fica imóvel, a espera de comida.
Ilha do Arvoredo - Florianópolis - SC

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sábado, 14 de setembro de 2013

As aparências...

Foto Alcides Dutra
No mar também não dá pra julgar pela aparência...
Muitos animais evoluíram para adotar o inofensivo aspecto de flor. É uma aparência que engana, porque este cerianto pode inclusive devorar os animaizinhos que tocarem em seus filamentos.
Ilha do Campeche - Florianópolis - SC

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DE OLHO NO MAR


Operação veraneio em Florianópolis terá 350 novos salva-vidas

Bombeiros começam preparação para a temporada verão 2013/2014

imgKeli Magri

FLORIANÓPOLIS

Foto Flavio Tin/ND
Trabalho de segurança em algumas praias, como Jurerê, vai começar no dia 5 de outubro
 Prevendo o aumento gradativo de turistas na Capital com a melhora do clima, o Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros vai dar início ao trabalho de segurança em algumas praias de Florianópolis no dia 5 de outubro. Neste primeiro momento, de pré-temporada, as praias da Barra da Lagoa, Brava, Campeche, Canavieiras, Ingleses, Joaquina, Jurerê, Matadeiro, Mole, Morro das Pedras e Santinho terão salva-vidas. E a partir de 7 de dezembro todas as praias da cidade contarão com o trabalho dos bombeiros.
Para a Operação Veraneio serão contratados 300 salva-vidas, que passarão por cinco semanas de treinamento a partir do próximo dia 30. Outros 50 profissionais que já atuam no salvamento serão treinados durante uma semana e integrarão a equipe.
A Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte comprou ainda no ano passado 14 postos salva-vidas móveis, que serão instalados em todo o Estado. Três ficarão em Florianópolis. No momento, estão no pátio da sede do Corpo de Bombeiros da Barra da Lagoa para testes e preparativos.
De acordo com o tenente responsável pela Operação Veraneio, Bruno Azevedo Lisboa, Florianópolis conta com 50 pontos de salva-vidas, 15 fixos e 36 móveis e, além de mais salva-vidas e pontos, terá mais materiais para o trabalho: três novos jet skis (ao todo serão sete) e dois novos botes infláveis (ao todo quatro).

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

TEMPO DAQUI


PREVISÃO DO TEMPO PARA QUINTA E SEXTA (12, 13 /09/13 )

By Gaioso Chuvlaski, o mané do tempo.

Quinta - Nuvens baixa tipo nevoeiro, mas depois das 9h da manhã o Sol aparece o dia todo. Muito quente máximas de até 31 graus vento Nordeste Papo minguado.

Sexta - Sol com poucas nuvens o dia todo, ventos do Norte fracos com temperaturas de até 33 graus durante o dia. Senssação de abafado pela manhã. Vai ser nosso primeiro dia de verão!

Atenção ai vai uma prévia para o FDS: As condições de praia continuam e vai bombar , mas na sexta feira eu posto aqui.


O céu fala e a manezada entende!

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ALÉM DA UTOPIA


terça-feira, 10 de setembro de 2013

TUDO MANÉ!


Personagens baseados em típicos manezinhos da Ilha arrancam risadas da plateia

Jeito de falar e costumes nativos de Florianópolis são fontes inesgotáveis para os atores da cidade

imgEdinara Kley

FLORIANÓPOLIS
“Tu dix!?” Sim, eles dizem. E com uma velocidade impressionante.  Se a identidade de um povo é expressa através de sua cultura, não há elemento cultural mais eficaz do que a linguagem para diferenciar os manezinhos da Ilha dos nativos de qualquer outra parte do mundo. É através da fala e de expressões faciais particulares que os nascidos e criados na Capital ou em outras cidades praieiras da Grande Florianópolis, como Biguaçu, São José e Palhoça, conseguem ser reconhecidos por turistas e moradores, descendentes ou não dos portugueses que colonizaram a região por volta de 1700.
Flávio Tin/ND
A Dona Bilica, criada pela atriz Vanderléia Will, nasceu de intensa pesquisa do imaginário ilhéu

E tal qual era antigamente ou “di primêru” - como preferir o leitor – a vida e os costumes Manés se mantêm preservados e repassados às novas gerações de várias formas, a mais prestigiada e divertida delas é a arte cênica. A representação dos tipos mais peculiares, que há décadas conquistam o público ilhéu e do continente, é feita hoje por dezenas de artistas. Mais que fazer rir, personagens clássicos como Seo Manéca e Dona Bilica ou contemporâneos como o Odilho, Darci, Cuíca e Dona Maricotinha, são propagadores das riquezas culturais trazidas para Santa Catarina por seus ancestrais.
Mas não foi sempre assim. O que agora torna os habitantes da Ilha de Santa Catarina patrimônio vivo da cultura açoriana, em um passado recente era motivo de chacota. De acordo com o historiador, folclorista e autor de vários livros sobre o tema, Nereu do Vale Pereira, a nomenclatura deriva de Emanoel, que vem do hebraico e se tornou Manuel em Portugal. Os Manuéis que aportaram no Brasil, logo foram chamados de Manécas e Manés, seus filhos receberam o diminutivo e passaram então a ser manezinhos. 
Com a chegada de outras etnias nas terras de Desterro, primeiro nome da Capital, o apelido carinhoso passou a ser usado como insulto. “Aqui em Florianópolis o termo pejorativo nasceu da rivalidade entre alemães e açorianos, por volta de 1830. Eles vinham de uma facção étnica bastante forte, de uma Europa industrializada e encontravam o nativo anda vivendo da agricultura e da pesca. Mané passou a significar cidadão desqualificado, de pouca instrução, sem eira nem beira”, sublinhou o pesquisador.
Foto Rosane Lima/ND
Odilho, o personagem criado por Alceu Ramos Conceição, conta causos que divertem nativos e turistas
Orgulho recente
Somente no século 20 o nativo começou a ser valorizado em Florianópolis e o jornalista Aldírio Simões (1942- 2004) foi um dos responsáveis por isso. Além de trazer à tona o cotidiano de seus conterrâneos em crônicas publicadas no extinto jornal “O Estado”, publicou diversas obras literárias sobre a cultura local, entre elas “Retratos à Luz da Pomboca”, na qual traçou o perfil de diversos Manezinhos.
Em 1985 ajudou a fundar a Fundação Pró-Florianópolis, graças a ele, em 2011, a figura do Manezinho da Ilha passou a ser considerada é patrimônio cultural de Florianópolis de acordo com a Lei 8.763 e, anualmente, as pessoas que valorizam a cultura dos nativos levam uma medalha com seu nome. “Partiu dele a retomada de consciência dos nativos. Da figura positiva do Mané, agora é título de nobreza e todo mundo quer”, reiterou o historiador.
Foto Flávio Tin/ND
Seo Maneca, do ator Geraldo Cunha, olha com estranhamento as mudanças na cidade
Resgate de tradições 
De sandália de dedo, calça de pegar siri, paletó de ir à missa, cabelos impecavelmente penteados e três medalhas de santas católicas - “porque sem Deus a gente não véve”-, Seo Maneca é um dos tantos representantes cômicos dos ilhéus. O personagem criado há 22 anos pelo ator e diretor Geraldo Cunha, que na época fazia par com Dona Bilica, é um pescador aposentado que enxerga com estranhamento as mudanças na cidade. Por trás da performance há muita pesquisa, todos os causos contatos por ele são baseados em histórias reais e na literatura.
O estudo do linguajar, da forma de vida e dos muitos aspectos culturais dos nativos da Desterro a qual pertence Seo Maneca foi e continua sendo feito através de entrevistas com antigos moradores e estudiosos. “É uma  ilusão, reduzir a história e cultura de um povo, partindo de uma ideia de simplicidade, de atraso, de gente menos capaz de produzir. Muita coisa se perdeu, mas ainda tem muita coisa para ser descoberta na cultura ilhoa. Fazer isso em forma de teatro é um trabalho didático, que funciona com quem vive e quem não é daqui”, detalhou.
A mesma pesquisa de campo foi usada para a composição da Dona Bilica, a desbocada manezinha capaz de agradar crianças e velhos, homens e mulheres, pobres e ricos, nativos e turistas. Após a separação do casal de personagens, ambos permaneceram fazendo sucesso, a identificação foi tamanha que hoje tem um circo só seu, no Sul da Ilha. “Ela é uma homenagem ao antigo morador. É um trabalho histórico que traz todo o imaginário popular da época, a religiosidade, o medo de bruxa, a luz de pomboca, os saberes e as cantorias”, define a atriz.
Foto Flávio Tin/ND
Darci, personagem criado pelo do músico Moriel Costa, da banda Dazaranha

Manés do século 21 
Personagens mais recentes e igualmente adorados, sobretudo pelos moradores da Ilha, os novos manezinhos impressionam. Sem pretensão de ser humorista, mas com o a graça pulsando nas veias, o músico Moriel Costa, compositor do Dazaranha, criou o Darci. Em 2009 o sotaque veloz e marcante que alegrava os encontros entre amigos e familiares estreou um programete de rádio, sucesso até hoje. “O Darci sou eu e é você. Ingênuo e inocente é um anti-herói que acha que está sempre arrasando, mas não é nada disso. É um manezinho de antigamente curtindo o mundo de hoje”, define o criador.
Pertencente a mesma família de talentos musicais do compositor, Alceu Ramos Conceição, criou o Odílio por volta de 2007 e descobriu no humor a transformação de sua vida. Com uma enorme rosca de polvilho pendurada em um dos braços e uma sacola cheia de inutilidades no outro, o primo de Darci é diversão certa. “Simples, mas com requinte”, como se define, ele também quer se integrar às modernidades da Florianópolis atual. A infância difícil à beira-mar é a inspiração para o personagem que conta coisas que ouve por aí. “Estou sempre atendo nas conversas das pessoas, esse é meu laboratório”, reiterou.
Foto Rosane Lima/ND
Cuíca, personagem do produtor Gilberto Henrique Barcella

Igualmente atrevidos e engraçados, Cuíca e Dona Maricotinha também representam com comicidade o universo açoriano. Ele, que surgiu no Jornal do Meio-Dia, da RIC, para mostrar os problemas da comunidade, acabou ganhando vida própria e fazendo comédia stand-up.  “Cuíca é um personagem Mané feito para manes, é muito local fala das coisas essencialmente da cidade”, comenta Gilberto Henrique Barcella. Despretensiosamente também nasceu Maricotinha, uma benzedeira típica manezinha interpretada por Mônica Silva Prim. “Sinto que o público tem o desejo de não deixar morre essa cultura e o humor é uma forma de ensinar brincando”, reitera.
Em cartaz:
O quê: Espetáculo Seo Maneca
Onde: Tetro da Armação, Praca 15, 344, Centro, Florianópolis, tel. 3282-2203
Quando: dias 7,13, 14, 21, 22, 28 e 29 de setembro, 20h30
Quanto: R$ 20/R$ 10 (meia)

(Do ND - www.ndonline.com.br