sábado, 22 de fevereiro de 2014

Moleques do Sul


Foto Francisco Parobé
As Ilhas Moleques do Sul, são três ilhotas isoladas, aproximadamente a 12 km da praia do Pântano do Sul ao sul de Florianópolis, já em mar aberto. A maior é uma ilhota rochosa de topografia acidentada, revestida por manchas de vegetação, onde florescem magníficas orquídeas de várias espécies. O arquipélago, pertencente ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, é considerado o maior abrigo para reprodução de aves marinhas na costa catarinense .
Foto Ivo Sehn Neto
Vida marinha preservada , graças a dificuldade de acesso.
Atobá-pardo (Sula leucogaster; Brown Booby)
Gaivotão (Larus dominicanus; Kelp Gull)
Fragata-comum (Fregata magnificens; Magnificent Frigatebird)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Nau de Caboto no Sul da Ilha

A Armada Cabotina, com a bandeira de Castela, fundeada nas águas da pequena praia da Ilha do Sol, na baía de Santos, por onde Caboto também esteve. Ilustração de José Coriolano Carrião Garcia
Mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul localizaram em março de 2009 restos de um navio que pode ser de um dos mais antigos naufrágios que se tem registro: a nau Santa Maria de La Concepcion, de Sebastião Caboto, que foi a pique em 1526. Agora, encontrar o sino ou os canhões de sinalização, que trazem o nome da embarcação marcado nas peças, é o objetivo imediato dos mergulhadores que descobriram vestígios de um navio do século 16 afundado próximo à Praia de Naufragados, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Os objetos procurados poderão comprovar a suspeita de que a embarcação pertenceu realmente a Sebastião Caboto, um dos mais famosos navegadores europeus que passaram por Santa Catarina. O saldo de cinco anos de pesquisa dos mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul ficou mais positivo recentemente. Em março, eles encontraram duas âncoras, um canhão e, o mais importante, um lastro de pedra. Este último é considerado forte indício de que ali, naquela área, está mesmo naufragado um navio. De acordo com o supervisor de mergulho do grupo empenhado na descoberta do museu arqueológico subaquático, Ney Mund Filho, o amontoado de pedras denominado lastro é uma forma que os navegadores encontravam para garantir estabilidade às embarcações da época. A certeza de que os pertences achados são de um navio do século 16 é evidenciada, também, pela proporção das âncoras (detalhe), bem maiores do que o convencional. Enquanto um barco de 30 metros tinha uma âncora de quatro metros e uma tonelada, hoje, um com o mesmo tamanho possui uma âncora de meio metro, pesando 50 quilos. – Suspeitamos que a embarcação seja a nau Santa Maria de La Concepcion, de Sebastião Caboto, quando passou por aqui, em 1526. Se for, não há tesouro, porque, segundo registros feitos pelos tripulantes à Marinha, o barco teria levado três dias para afundar – comenta Ney, descartando qualquer possibilidade de encontrar metais preciosos deixados pelos náufragos. No caso, todos sobreviveram, mas o local é tão perigoso que passou a ser conhecido como cemitério de navios. Não é à toa que, cerca de 10 anos antes, na mesma área, teria afundado uma das caravelas da expedição de outro aventureiro dos livros de história, o navegador Juan Díaz de Solís. Além da forte correnteza no mar da região e dos bancos de areia que se formam, as ondas podem chegar a cinco metros no local.
Mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul mostram o canhão e outras peças já encontradas próximas a Praia de Naufragados, Sul da Ilha de Santa Catarina.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

MULHERES DO MAR

Trabalhadoras do mar

Estudo retrata a existência e as dificuldades de mulheres pescadoras em Santa Catarina. Profissionais não são reconhecidas pela legislação trabalhista do país.
Por: Franciele Petry Schramm
Publicado em 29/01/2014 | Atualizado em 29/01/2014
Trabalhadoras do mar
À frente, pescadora ‘embarcada’ durante pesca artesanal: trabalho duro não reconhecido pela legislação brasileira. (foto: Rose Mary Gerber)
Engana-se quem pensa que a pesca artesanal é uma profissão exclusivamente masculina. Entre embarcações, redes e peixes, mulheres pescadoras tiram seu sustento ou contribuem para a renda da família. Apesar disso, seu trabalho não é formalmente reconhecido. É o que mostra estudo feito pela antropóloga Rose Mary Gerber, do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Gerber, que passou 13 meses na companhia de 22 pescadoras de oito cidades catarinenses, conta que essas profissionais, apesar do esforço que fazem, enfrentam sérias dificuldades para ter acesso aos direitos que protegem o trabalhador brasileiro.
Para atuar na pesca artesanal – caracterizada pela mão de obra familiar e pelo uso de pequenas embarcações, com até 12 m de comprimento –, é preciso, antes de tudo, gostar da atividade. “As mulheres definem sua relação com a pesca como de amor e vício”, conta a antropóloga.

Em seu estudo, orientado pela professora Sônia Maluf, Gerber observou três formas de trabalho entre as profissionais da pesca. Algumas trabalham em terra, na limpeza, no descasque e na venda dos produtos; outras atuam na coleta do molusco berbigão à beira-mar; o grupo das chamadas ‘embarcadas’ sai para a pesca de peixes e o arrasto de camarões.
família pescadora
Na maioria das vezes, as mulheres pescadoras trabalham com o marido nas atividades pesqueiras. O serviço é dividido conforme as habilidades de cada um, e a renda familiar aumenta. (foto: Rose Mary Gerber)

Para exercer essa última atividade, a antropóloga explica que é preciso ter o que se chama ‘corpo para o mar’. Além da força física e da capacidade de sincronia com os companheiros ao puxar as redes, é preciso resistência ao enjoo que o balanço da embarcação pode causar.

A tarefa – que demanda uma jornada que pode se estender de quatro a 16 horas – não é fácil, e nem todos estão aptos a enfrentá-la. “Nas comunidades, as mulheres ‘embarcadas’ são muito admiradas por sua coragem”, diz Gerber.
Grande parte das mulheres pescadoras – que à época do estudo tinham entre 20 e 70 anos – aprendeu a profissão com o pai, quando ainda eram meninas. Em geral trabalham com o marido, dividindo o serviço conforme as habilidades de cada um. Além de trabalhar na pesca, são responsáveis por comercializar os produtos e também pelas tarefas domésticas.

Profissão ‘invisível’

As mulheres pescadoras enfrentam obstáculos para ter seu ofício reconhecido pelo Ministério da Pesca e pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Para se aposentar, são consideradas ‘esposas de pescadores’. Caso o marido não trabalhe com pesca – como é o caso de cinco pescadoras acompanhadas no estudo –, elas têm dificuldade de acesso ao direito à aposentadoria, por exemplo.

Mesmo com a possibilidade de se aposentar como segurada especial aos 55 anos, algumas mulheres já estão debilitadas muito antes dessa idade, já que a pesca é uma atividade desgastante. Sérios problemas de coluna são comuns. Mesmo assim, na maioria das vezes o INSS nega aposentadoria por invalidez a mulheres na faixa dos 30-40 anos, por considerá-las ainda muito jovens.

Como o Ministério da Pesca e o INSS mal reconhecem a existência de mulheres pescadoras, essas profissionais são privadas de outros benefícios, como o auxílio-maternidade. Enfrentam dificuldade também ao solicitar empréstimo para a compra de embarcações, redes e demais equipamentos de pesca. Em geral o pedido é negado ou solicita-se que ele seja feito no nome do marido.

A falta de reconhecimento do trabalho das pescadoras acontece muitas vezes dentro das próprias comunidades. “A atividade não é vista como profissão para mulher, mas como obrigação de esposa de pescador”, conta a antropóloga. Em casa, porém, o marido e demais familiares respeitam as pescadoras profissionais e se orgulham delas.
Mesmo com as dificuldades da profissão, elas gostam do que fazem. Mas nenhuma daquelas com que Gerber conviveu deseja que os filhos sigam seu exemplo. São em sua maioria semianalfabetas, mas fazem questão de investir na educação escolar dos filhos.

Segundo a antropóloga da UFSC, uma característica marcante das mulheres pescadoras é sua força e coragem. “Elas enxergam a vida sempre pelo lado positivo”, diz Gerber. “Parece que o mar – que ensina a viver um dia de cada vez, já que nele qualquer distração pode ser fatal – ensinou isso para elas.”

Franciele Petry Schramm
Especial para a CH On-line/ PR

domingo, 2 de fevereiro de 2014

MAR DE FÉ!

Foto Divulgação
Festa de Nossa Senhora dos Navegantes e São Sebastião 2014!

Convidamos a todos para vir participar nos dias 1 e 2 de fevereiro, no Pântano do Sul.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE, DOMINGO DIA 2/2

16h - Procissão Marítima.
17h30min - Santa Missa.

VIRANDO A SANTA


BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO...

 

PREVISÃO DO TEMPO PARA FLORIPA (02 à 09/02)

By Chuvalski

O tempo não muda será idêntico ao da última semana.

Continuaremos a ter dias com Sol forte sem nuvens, um clima de deserto durante o dia. Algumas nuvens baixas podem aparecer no meio da tarde e noite, formando algumas pequenas trovoadas que quase sempre se desfazem e raramente se transformar em chuva.

Esta condição desértica talvez mude a partir do dia 13 de fevereiro quando a primeira frente fria com vento Suli, deve furar o bloqueio do ar quente parado sobre Santa Catarina. Nesta semana já devemos ter problemas de abastecimento em pequenos reservatórios locais, que dependem de riachos menores, pois o consumo está muito auto e não chove forte a pelo menos 15 dias.

O vento será sempre de Norte a Nordeste fraco e as temperaturas podem chegar a 38 graus no meio da semana.

O Céu fala e manezada entende!

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