domingo, 29 de novembro de 2015

SEM PRIVATIZAÇÃO


LITORAL
Ilha do Mel rejeita proposta de concessão para gestão privada do turismo

Débora Mariotto Alves

Duas audiências públicas foram realizadas entre quinta (26) e sexta-feira (27) nas comunidades de Brasília e Encantadas, na Ilha do Mel, no Litoral do Paraná, para tratar dos estudos que estão sendo feitos para implantar um novo modelo de gestão na ilha. Outros três parques estaduais também são alvos de estudos para que tenham a administração transferida do poder público para a iniciativa privada. A possibilidade de concessão não agradou aos moradores e comerciantes presentes na reunião.

“É importante deixar claro que tudo está em fase de estudos, não tem nada sendo licitado”, diz Ana Luíza da Riva, do Instituto Semeia, responsável pelos estudos. O trabalho desenvolvido pelo instituto deve ficar pronto apenas no primeiro trimestre de 2016, quando será entregue ao governo do Paraná. “O modelo de concessão não foi visto como algo benéfico para a ilha. A comunidade acredita que o modelo ideal seja de cogestão”, explicou Ana Luíza. No modelo proposto, a parceria seria entre a comunidade e o governo em vez de envolver a iniciativa privada.

“A ilha já consegue dividir interesses com a Prefeitura de Pontal do Paraná, com a Prefeitura de Paranaguá e com o governo. Agora precisaria trabalhar os parâmetros dessa gestão compartilhada”, avalia João Lino de Oliveira, morador da ilha há 30 anos. Para ele, a ampla participação popular nas audiências, com público estimado em 150 pessoas nos dois dias, foi positiva já que a comunidade rejeitou a proposta e pôde apresentar o modelo que julga ideal.

O modelo de concessão, proposto inicialmente, segundo a comunidade, impactaria em toda a lógica turística da ilha. “Afeta o transporte entre continente e ilha, o transporte dentro da ilha, pra nós seria muito danoso. Precisa melhorar aquilo que é deficiência da ilha, que é a infraestrutura. Somos o 2º polo de atração turística no Paraná, segundo a Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo)”, pondera.

De acordo com a Prefeitura de Paranaguá, município ao qual pertence a Ilha do Mel, faz parte das etapas práticas a construção de um trapiche. “Seremos parceiros em todo e qualquer projeto que venha a somar e valorizar a exploração turística, com geração de emprego e renda”, afirma Silvio Bezerra Geraldo, secretário municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, que é responsável pela Ilha do Mel.

A manifestação popular não garante a adoção do método proposto. Segundo o Instituto Semeia, será preciso avaliar a viabilidade da implantação do sistema de cogestão na ilha. A palavra final é do governo estadual e não tem um prazo para ser apresentada.

CORES DO RIBEIRÃO!


No olhar e clique do Antonio Paulo D'Aquino Noronha, o Lengo!

sábado, 28 de novembro de 2015

DO ORLANDO AZEVEDO!




HOMENS DO MAR


"HOMENS DO MAR"

Exposição é uma homenagem que o artista faz aos destemidos pescadores de nossas praias em AÇÃO com suas redes, tarrafas, canoas bordadas e outras embarcações.rafas, canoas bordadas e outras embarcações.
As mais recentes OBRAS do artista do ano de 2015 estarão expostas e a venda em seu ATELIE e GALERIA situado na rua Feliciano Nunes Pires 148 - centro durante o mês de dezembro,período para visitação de 1 á 22 de dez. das 9 as 19 horas de segunda a sexta feira.
contatos:(48)3222-8096 e 9121-7477

AMANHÃ NO PÂNTANO DO SUL



Dona Zenaide de Souza participou da gravação de uma música da Esporão de Bagre, em troca, dissemos que tocaríamos no Restaurante dela quando tivéssemos equipamento de som. Pois bem, agora possuímos e chegou a hora de cumprirmos nosso compromisso.

Não temos relações comerciais com a Zenaide, ela é nossa amiga, uma mulher que nós admiramos, uma pessoa que tem uma energia que só fez bem pra banda. Nosso primeiro encontro com a Capitã, a Timoneira do Restaurante Pedacinho do Céu, foi intermediado pelo querido Fernando Tainhanarede Alexandre, um dos caras do Lira Paulistana. Quando estivemos lá, ela nos recebeu de uma forma muito acolhedora, contou causos, histórias, cantou, nos fez sorrir e se emocionar, ela é uma das pérolas da Ilha. Não há dinheiro que pague isso, esse tipo de encontro, que forje essa sintonia. Por isso, o que vamos fazer é uma espécie de escambo: queremos agradecer o que ela fez por nós com música.

Domingo será uma tarde muito aconchegante e prazerosa, estaremos ao lado desse ser tão iluminado que é a Zenaide. Mas dessa vez apresentaremos um projeto novo: Esporão de Bagre Acústico. Enquanto a turma saboreia uma comida bem manezinha, nós tocaremos alguns clássicos do Rock e do Blues entoados com violões e cajón. Certamente a dona Zenaide vai cantar com a gente umas e outras, será divertido.

Contamos com a presença de vocês!

O Restaurante está localizado na Praia do Pântano do Sul, o telefone é 3237-7280.

LUTO


MORTE NO MAR


O MAIOR ENCALHE DE BALEIAS DE TODOS OS TEMPOS.

Durante um voo exploratório sobre a Patagônia Chilena, um grupo de cientistas encontraram 337 baleias mortas, da espécie Sei, na região do Golfo de Penas e Puerto Natales, ponta sul do continente.

Este é o primeiro encalhe em massa dessa magnitude conhecido pela ciência, " ingestão de substancias tóxicas ", "desorientação do biosonar magnético", as causas permanecem um mistério.
Baleias Sei estão em perigo em toda sua área de distribuição. De cor cinza-azulada alimenta,-se de Krill e outras pequenas criaturas do mar. Eles podem alcançar até 19,5 metros de comprimento e pesar até 50 toneladas. São considerados entre os cetáceos mais rápidos, uma vez que são capazes de nadar até 50 quilômetros por hora. Sua expectativa de vida é entre 50 e 70 anos e geralmente é observada em águas muito profundas, muito longe da costa. Hoje, em todo o mundo, existem cerca de 80.000.
Fonte National Geographic.

NO MAR...

Foto: Divulgação

Número de encalhes de animais marinhos em SC surpreende pesquisadores

O primeiro balanço do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, financiado pela Petrobras e coordenado pela Univali, em Itajaí, trouxe à tona um número de encalhes e mortes de animais marinhos muito superior ao que era esperado pelos especialistas.

Em setembro e outubro foram 1.700 registros no trecho de 354 quilômetros entre Itapoá, no Norte do Estado, e Laguna, no Sul. A maioria dos bichinhos já chegaram mortos às praias.

O projeto é inédito e faz parte dos condicionantes ambientais estabelecidos pelo Ibama para liberar novas explorações de petróleo na Bacia de Santos. Pela primeira vez, as praias do litoral de Santa Catarina, Paraná e São Paulo são vistoriadas diariamente por pesquisadores, que terão a missão de estabelecer o impacto da atividade de produção e exploração de petróleo à vida marinha.

Os animais vivos são resgatados e reinseridos na natureza. Os mortos passam pela avaliação das carcaças. O relatório das principais causas de morte serão divulgados quando o projeto completar seis meses.

Até agora, os pinguins lideram as estatísticas de encalhe. Mas também foram encontradas baleias, golfinhos e lobos marinhos, como o da foto, que apareceu em Bombinhas. A tendência é que, nos próximos meses, tenham a superioridade numérica substituída pelas tartarugas, mais encontradas nas praias durante o verão.

(Do http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

COMANDANTE ZENAIDE NAVEGANDO NA UFSC!

Na terceira Conexão Cultural teremos o prazer de receber a Capitã dos Mares do Pântano do Sul: Dona Zenaide.
Próxima quarta-feira, 2 de dezembro!

MAR DE POETA

Luz acesa
cheiro de pão
parece que um dia fui feliz...

(Fernando Alexandre - primavera 2015)

CUIDANDO DO MAR

Arcadas de animais marinhos fazem parte da coleção do Museu Oceanográfico da Univali (Foto: Museu Oceanográfico Univali)

SC deve ganhar maior museu oceanográfico da América Latina

Construção de 4 mil m² será inaugurada em dezembro no Litoral Norte.
Museu terá uma das maiores coleções de tubarões e arraias do mundo.

Do G1 SC

Santa Catarina deve ganhar, no próximo mês, o maior museu de oceanografia da América Latina - e o segundo maior do mundo no gênero, de acordo com a Fundação Universidade do Vale do Itajaí (Univali). As portas do Museu oceanográfico Univali, instalado em Balneário Piçarras, no Litoral Norte, abrem para o público no dia 15 de dezembro.

Em uma área construída de 4 mil m², os visitantes poderão conferir a maior coleção de animais marinhos do Brasil, bem como a maior coleção de conchas da América Latina.

O acervo conta também com a segunda maior coleção de tartarugas marinhas da América Latina e a segunda maior coleção de tubarões e raias do mundo. "Os seres marinhos estão dispostos em ordem evolutiva e a exposição contempla uma série de aquários com animais vivos", afirma o professor e curador do museu, Jules Marcelo Soto.

Museu oceanográfico de Piçarras é considerado o maior da América Latina (Foto: Museu Oceanográfico Univali)

O projeto, que é ligado à Univali desde 1993, demorou exatos cinco anos para ser montado por inteiro. A estrutura foi construída para ser moderna e intuitiva. "O expositores serão ressaltados por um projeto luminotécnico com leds específicos, todo climatizado e construído de forma a dar toda a segurança e conforto que um museu moderno deve proporcionar", diz o curador.

Fauna brasileira

O acervo, segundo a instituição, já é referência no gênero. Cerca de 1.000 m² serão dedicados exclusivamente a exposição oceanográfica. A maior parte do acervo é composta por animais marinhos da fauna brasileira, principalmente do Sul.

"O acervo remonta de janeiro de 1976, quando coletei a primeira peça e comecei uma coleção particular", conta Soto. Em 1987 foi criada a ONG que passou a tutelar e organizar o acervo.

"Em 1993 o museu foi ligado à Univali e a partir daí começamos o projeto do grande Museu Oceanográfico. Em outubro de 2008 decidiu-se pelo Campus de Piçarras e o acervo foi gradativamente levado para lá e inventariado. As alas de exposição começaram em 2010", explica Soto, que considera o museu "um presente para Santa Catarina"..

As visitas podem ser feitas pelo público a partir de 15 de dezembro, sempre de terça-feira a sexta-feira, das 14h às 20h, e sábado e domingo das 10h às 18h. Os ingressos custam R$ 20. Estudantes, colaboradores da Univali e pessoas maiores de 60 anos pagam meia entrada. Para grupos escolares de mais de 15 pessoas, o valor é de R$ 5.

Acervo de conchas faz parte do Museu Oceanográfico (Foto: Museu Oceanográfico Univali)


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

PULANDO FORA....


Após desastre da Samarco, Iemanjá anuncia que vai se mudar do Brasil 

Assim que a lama tóxica derramada pela mineradora Samarco chegou ao mar do Espírito Santo, no domingo, o mar ficou mais sujo que as notícias que vão aparecendo sobre o acobertamento do desastre ecológico.

Moradores desesperados, pescadores e donos de hotéis e pousadas eram vistos na orla com os olhos cheios de lágrima e palavras de raiva presas na garganta. Mas dentro do mar havia uma voz ainda mais indignada: Iemanjá, a rainha dos mares.

“Vocês acham que eu só atendo pedido de ser humano? Eu sou a rainha dos mares, e ouço todos os seres vivos. Vocês não fazem ideia das reclamações que estou ouvindo dos peixes, golfinhos, caranguejos, lagostas, tartarugas, enfim, um zunzunzum terrível”, disse Iemanjá. “Até aquele Gabriel Medina, que não sabe falar, veio falar comigo.”

“Estão pedindo o meu impeachment. Eu não tive nada a ver com isso. Não adianta mandar oferenda agora me pedindo para ficar, se me mandarem barquinho com flor, perfume e pente eu mando de volta com um recado bem desaforado”, continuou a entidade. “Se quiser mandar alguma coisa, manda produto de limpeza.”

“Para mim já deu. Vou para outro país. Vou morar no Sena, em Paris”, completou. “Dizem que a situação lá está melhor. Aprendi isso no Facebook dos brasileiros.”

M Zorzanelli

(Do http://sensacionalista.uol.com.br/)

SONS DO MAR


O Órgão do Mar de Zadar - Um instrumento musical alimentado pelo movimento das ondas

O Órgão do Mar é um instrumento musical incrível composto por um sistema de tubos e dutos que tocam música real conforme as ondas do mar Adriático impulsionam o ar através dele. Os 35 tubos de órgão estão ligados ao flanco de um canal central de serviços. Cada tubo do órgão é soprado por uma coluna de ar, impelida por sua vez, por uma coluna de água movida pelas ondas, através de um tubo plástico imerso no mar. A música criada pelo Órgão do Mar emana na área circundante através de uma série de aberturas nos planos verticais das escadas de pedra superiores que cobrem o mar. 


Tudo começou quando no final da Segunda Guerra Mundial, a linha costeira de Zadar, uma bela cidade croata com uma história que remonta os tempos pré-históricos, foi quase que completamente destruída. Nos anos que se seguiram, muitos de seus marcos perdidos foram reconstruídos como blocos lisos de concreto e a costa não foi a exceção.


Buscando restaurá-la à sua antiga glória, as autoridades locais trouxeram o premiado arquiteto Nikola Bašić, que, inspirado no hydraulis (órgão d'água), um instrumento construído pelos gregos antigos que usava água para impelir o ar através de tubos afinados, projetou e gerenciou a construção do Órgão do Mar, ou Morske Orgulje.

Os sete tubos de diferentes comprimentos e diâmetros desempenham diferentes tons, conforme as ondas forçam o ar através deles. Cada tubo de órgão tem sua própria tubulação, assim à medida que você se move ao longo do calçadão da costa, vai detectando alterações nos sons e harmonias, de acordo com a sua posição em relação as sete passagens.

O efeito do Órgão do Mar é muitas vezes descrito como hipnótico, com o som da música flutuando em intensidade dependendo das condições meteorológicas ou se um barco ou balsa passa, empurrando a água fortemente nas tubulações.

O Órgão do Mar foi inaugurado em Abril de 2005, e desde então se tornou uma das principais atrações de Zadar.

(Do http://www.mdig.com.br/)

O FIM DA PESCA ARTESANAL?

A pesca artesanal, que por anos foi sustento econômico e alimentício de milhões de famílias sul-americanas, enfrenta múltiplas ameaças, como as que devem evitar estes pescadores do povoado de Duao, na costa do sul do Chile, que sobrevivem com a venda de sua captura diária em mercados improvisados na própria praia. Foto: Marianela Jarroud/IPS


Por Marianela Jarroud, da IPS – 

Santiago, Chile – O modelo de exploração pesqueira desenvolvido na última década na América do Sul, que converteu essa indústria em uma potência mundial, arrasa a pesca artesanal nas costas do Oceano Pacífico, um ofício ancestral que agora caminha para o desaparecimento.

“A pesca é parte da história mais ancestral, mais remota do continente americano. Tanto no corpo continental quanto na costa e nos canais foi sustento para uma centena de povos, ou mais, que viram na vida nômade no mar sua condição de vida”, afirmou à IPS o antropólogo social Juan Carlos Skewes.

Na América Latina e no Caribe existem mais de dois milhões de pescadores artesanais ou de pequena escala, que geram US$ 3 bilhões por ano, segundo a intergovernamental Organização Latino-Americana de Desenvolvimento Pesqueiro (Odelpesca). A região acolhe em suas costas sul-americanas três dos grandes ecossistemas marinhos do mundo.

O mais importante deles é a Corrente de Humboldt, que atravessa as costas de Chile, Peru e Equador, e contribui com quase 20% do total da pesca de captura mundial, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Outros ecossistemas importantes na região são a Plataforma Patagônia formada por Argentina e Uruguai, e a Plataforma Sul do Brasil, ambas no Oceano Atlântico.

Apesar da grande diversidade de espécies e ecossistemas, na região os fluxos de produção e intercâmbio comercial estão dominados por poucos países: Peru, Chile, México, Argentina e Brasil, que, em conjunto e nessa ordem, capturam cerca de 90% do total regional, com produção total de 18 milhões de toneladas anuais.

A pesca e a aquicultura foram uma importante contribuição ao bem-estar e à prosperidade dos habitantes de zonas costeiras sul-americanas, que por séculos encontraram nessa atividade seu sustento econômico e o acesso a um alimento alto em nutrientes. “No mundo pré-hispânico a pesca foi uma ferramenta fundamental para a existência dos seres humanos e também assentou as bases para formas de vinculação com a natureza”, explicou Skewes.

A ameaça a essa forma de vida pela voraz indústria é apresentada por Gino Bavestrello, de 57 anos, pescador artesanal chileno da localidade costeira de Corral, perto de Valdivia, 810 quilômetros ao sul de Santiago. Filho e pai de pescadores, trabalha no mar desde que tem memória. “Sou pescador artesanal de toda a vida”, disse, emocionado, à IPS. “Meu pai foi mergulhador escafandrista e há 30 anos encontrou o mastro da corveta Esmeralda”, que naufragou durante a Guerra do Pacífico (1879-1883), contou.

Bavestrello, dirigente do Conselho Nacional pela Defesa do Patrimônio Pesqueiro do Chile (Condepp), está há dois meses sem subir em uma embarcação. Suas forças estão voltadas para o que hoje considera um bem maior. A anulação de uma controvertida Lei de Pesca em vigor desde 2013, que foi promovida pelo governo do presidente direitista Sebastián Piñera (2010-2014) e outorga concessões por 20 anos, prorrogáveis.

Integrantes da Comissão Nacional pela Defesa do Patrimônio Pesqueiro do Chile protestam em Santiago contra a Lei de Pesca, denunciando que ela deixou sem acesso aos recursos pesqueiros 90% dos pescadores artesanais. Ao centro, de cabelos brancos, o dirigente Gino Bavestrello. Foto: Claudio Riquelme/IPS

Com essa lei aumenta a concentração da atividade a favor da indústria, segundo denunciam os pescadores, pois ela estabelece que os direitos de pesca das grandes companhias poderão ser entregues a título perpétuo e serem herdáveis. Além disso, a lei atenta contra a biofauna marinha e, portanto, contra o sustento dos pescadores artesanais.

A isso se somam práticas irregulares, como emergiu em uma recente investigação judicial, que constatou milionários pagamentos da empresa Corpesca, que controla 51,5% do mercado chileno, a parlamentares que integravam a Comissão de Pesca do Senado quando essa instância aprovou a Lei de Pesca.

“Para nós é muito grave o que está acontecendo. Há dois meses não levamos nenhum sustento para nossas famílias. Organizamos refeições comunitárias e, graças à população que nos ajuda constantemente, podemos alimentar nossos familiares”, contou Bavestrello.

O dirigente reconheceu que “agora o que fazemos é vender lenha, e por isso caímos em práticas ilegais, como cortar árvores nativas”. Por isso, acrescentou, “é necessário que se possa regular rapidamente essa lei. Os pescadores não podem continuar nessas condições. O que essa lei quer é nos matar”, ressaltou.

Juan Carlos Quezada, porta-voz da Condepp, afirmou à IPS que a lei não privatizou apenas os recursos, mas também expropriou os direitos dos pescadores artesanais. “Dos pescadores artesanais, 90% ficaram sem cotas de pesca”, porque foram destinadas apenas à indústria e aos armadores, apontou. “Os pescadores artesanais que antes tinham uma cota, uma participação na atividade econômica da captura de peixes, ficaram sem direitos e, portanto, muitos estão parados”, denunciou.

Segundo Quezada, como consequência, os afetados “tiveram que mudar de atividade, e a grande maioria está se transformando em trabalhador assalariado de outros pescadores artesanais donos de várias embarcações”, porque quem tem mais de dois barcos é considerado armador.

A competição desigual entre pescadores artesanais e industriais é parte de uma complexa crise, na qual a sustentabilidade ecológica também está em risco nos países sul-americanos. Um exemplo dessa realidade acontece no Peru, onde a empresa de petróleo argentina Pluspetrol é responsável pela contaminação de rios e do lago Shanshacocha, na Amazônia. Por essa razão, a captura de peixes diminuiu quase 50% nesse lago.

Além disso, a escassez de anchova em águas peruanas deixa em perigo as exportações de óleo e farinha de pescado, um dos principais produtos de exportação desse país. Na Colômbia, porém, uma pesquisa do Grupo de Biologia da Universidade Nacional concluiu que hoje existem até três vezes menos peixes nas águas nacionais do que na década de 1970.

“A atividade industrial na região pressiona, cada vez mais, os pescadores artesanais”, afirmou Skewes. “Atualmente, estamos em um cenário em que o grande produtor industrial se apropriou de uma parte importante não apenas do oceano, mas dos cardumes”, ressaltou.

Essa situação “forçou o pequeno produtor artesanal a estabelecer formas de sobrevivência que começam a ficar complexas para a manutenção de todo o ecossistema. O dano afeta as pessoas de recursos escassos que começam a se recolocar em outros setores de produção, o que ajuda a deixar invisível o problema do ponto de vista social”, afirmou Skewes.

Contudo, os pescadores artesanais não desistem da luta. “Hoje lutamos contra a pobreza do povo pesqueiro artesanal, que vivia dos recursos naturais e que entregava esses recursos ao povo como soberania alimentar”, destacou Bavestrello. “Nós, pescadores, temos que continuar vivendo dos recursos naturais porque pescamos para viver, enquanto os industriais o fazem para obter lucro”, enfatizou. Envolverde/IPS

NA REDE...

Do Adão

PELOS OLHOS DE QUEM VIVE!


A cidade pela memória de seus moradores

A partir da observação de fotos antigas, da primeira metade do século XX até os anos 60 e 70, dez moradores nativos da Ilha de Santa Catarina deram depoimentos que foram transformados no livro “Florianópolis em preto e branco”, que Danísio Silva e Paulo Clóvis Schmitz lançam às 19h30 do dia 26, quinta-feira, no hall do Centro Integrado de Cultura (CIC). As transformações urbanas, as mudanças de hábitos e costumes, a descaracterização da velha cidade, o adensamento populacional e, sobretudo, como isso afetou os ilhéus e de que forma eles viveram mundos e momentos tão distintos – este é o conteúdo da obra.

O livro foi viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da Fundação Franklin Cascaes, com o apoio da Unimed Grande Florianópolis. (Na foto, Ilha e Continente - parte do Estreito e de Coqueiros - antes da construção da ponte Hercílio Luz).

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

TUDO ABANDONO!

José Alberto Queiroz perdeu o que tinha em um incêndio no ano passado
Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS

Maricultor lamenta abandono: "É muito difícil trabalhar desta forma"
Por

—Ver o primeiro laboratório catarinense de ostra desta forma é triste.

A lamentação é de José Alberto Queiroz, que pesca desde os 8 anos e foi o pioneiro na cultura da maricultura em Santa Catarina. Há 42 anos, Queiroz trabalha no mesmo local em Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis. 

Para ele, o dia começa às 5h, com a retirada da rede fundiada, com a qual captura pescadinha, bagre, linguado, corvina e camarão. Queiroz perdeu praticamente tudo que tinha em um incêndio que atingiu os barracões de pescadores da região, em 15 de março de 2014. De forma improvisada tenta trabalhar e levantar seu ânimo. 

— Me sinto abandonado por todos. É muito difícil trabalhar desta forma. Fica impossível em dias de chuva por não ter uma cobertura. Tinha recém comprado um motor de popa. Ainda pago o financiamento de algo que nem pude usar — desabafa o profissional do mar.

(Do www.clicrbs.com.br)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

LÁ DE CIMA...


Foto Marcelo Silva

Praia da Armação

MAR DE LAMA


DA LAMA AO CAOS - DO CAOS A LAMA!

E infelizmente, quase nada foi feito para que essa imagem não se tornasse realidade.

A lama da VALE já atravessou MG e o ES e chegou no oceano atlântico.

Ondas insurfáveis!

Quase 1 milhão de pessoas afetadas!

Dezenas de pessoas mortas e desaparecidas!

Flora e Fauna arrasadas!

Quase nada foi feito!

DEPOIS DO ACIDENTE...

Anúncio foi feito depois que embarcação naufragou com 28 pessoas a bordo na Ilha do ArvoredoFoto: Divulgação / Capitania dos Portos

Capitania dos Portos vai intensificar fiscalização de embarcações na Grande Florianópolis durante o verão

Operação que tem início em 15 de dezembro e segue até 28 de fevereiro vai contar com 400 pessoas, quatro embarcações, duas motos aquáticas, um navio de grande porte e sete viaturas terrestres

Gabriele Duarte



Depois do naufrágio de uma embarcação de uma escola de mergulho na Ilha do Arvoredo, em Governador Celso Ramos, no último sábado, a delegacia da Capitania dos Portos em Florianópolis anunciou intensificação na fiscalização no mar durante o verão, principalmente em embarcações de recreio e esporte.

Os trabalhos têm início em 15 de dezembro e seguem até 28 de fevereiro — coincidindo com o cronograma da Operação Veraneio, coordenada pela Secretaria do Estado de Segurança Pública — e devem verificar a condição dos barcos emotos aquáticas, existência de materiais de salvatagem (coletes, botes) e a documentação dos condutores. Para a próxima temporada, a Marinha do Brasilpromete mais profissionais envolvidos e maior monitoramento também em terra.

Conforme o capitão de Mar e Guerra da Capitania dos Portos, Luis Filipe Rabello Freire, as áreas que vão desde a Ilha do Arvoredo até a Praia do Sonho, em Palhoça, contarão com o trabalho de 400 pessoas, quatro embarcações, duas motos aquáticas (jet skis), um navio de grande porte e sete viaturas terrestres. As outras regiões da orla marítima do Estado de Santa Catarina dependem dos trabalhos das delegacias de São Francisco do Sul, Itajaí e Laguna.

— No ano passado, não tivemos nenhuma ocorrência com morte. Queremos manter a eficácia na próxima temporada de verão e também focar na fiscalização antes de sair para o mar. Não há a necessidade de antecipar a fiscalização porque o fluxo de pessoas dentro da água é maior somente a partir da metade de dezembro — avalia.

Lagoa, Jurerê e Ponta do Papagaio merecem atenção

Em Florianópolis, três áreas onde o fluxo de pessoas e de embarcações são maiores devem ser fiscalizadas de perto pela Capitania dos Portos: Lagoa da Conceição(incluindo área lacustre e da Barra da Lagoa), Jurerê Internacional e Ponta do Papagaio, em Naufragados. Enquanto na Lagoa e em Jurerê há tráfego intenso de lanchas, no Sul da Ilha os jet skis dominam.

— A moto aquática é um problema sério todo ano. Os condutores e caroneiros devem usar salva-vidas — orienta o capitão Luis Filipe.

Além do uso de colete, a Capitania dos Portos orienta para a distância que embarcações e jet skis devem manter da areia: 200 metros. Em caso de desrespeito, banhistas podem acionar o órgão pelos telefones 185 (específico para denúncias) e(48) 3281-4800.

Operação Veraneio 2015/2016

A operação começa com ações que abrangem mais de 455 quilômetros de extensão monitorados de áreas de banho divididos em 157 praias e balneários de 37 municípios do Estado. Só o Corpo de Bombeiros Militar mobilizará um efetivo de 1.236 mil guarda-vidas civis e 188 guarda-vidas militares, espalhados em mais em 312 postos de observação no Litoral e no interior. O lançamento oficial da Operação Veraneio 2015/2016 será dia 16 de dezembro, na Avenida Beira-Mar Continental, em Florianópolis. A parte operacional começa em dia 22 de dezembro e vai até 29 de fevereiro de 2016.

A SSP projeta utilizar recursos de R$ 20 milhões, para pagamento de diárias para os policiais transferidos de sua base para o Litoral, alimentação e pagamento dos guarda-vidas civis. Nesta temporada, serão empregados 8 mil profissionais da segurança pública.

Onde são consideradas áreas de segurança?

- a menos de 200 metros de instalações militares;
- usinas hidrelétricas;
- fundeadouros de navios mercantes;
- canais de acesso aos portos;
- proximidades de instalações do porto;
- faixa de 500 metros da linha de base;
- a menos de 500 metros das plataformas de prospecção de petróleo; 
- áreas especiais, nos prazos determinados em Avisos aos Navegantes. 

Quais são os requisitos de segurança?

- não utilizar a embarcação em manobras arriscadas, fazendo zigue-zague em área de pouco espaço ou a menos de 500 metros da linha de base;
- não cortar a proa da embarcação em movimento e nem reduzir a distância perigosamente;
- uso de colete salva vidas classe II, homologado pelo DPC, sendo que os importados devem estar homologadas pelo Autoridade Marítima dos países de origem;
- obrigatório o uso de chave de segurança atada ao pulso, ao colete ou qualquer outra parte do corpo do condutor, de forma que ao se separar fisicamente da embarcação em movimento a propulsão seja desligada automaticamente, ou reduzida, com movimentos circulares em torno do condutor; 
- não exceder a lotação definida pelo fabricante e na documentação da embarcação.

Fonte: Capitania dos Portos

(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MAR MORTO DE LAMA!

Lama de rejeitos de minério chegou ao litoral do Espírito Santo neste domingoFoto: Fred Loureiro / Secom-ES

Lama de rejeitos de minérios não deve chegar ao litoral de Santa Catarina, dizem oceanógrafos

Material chegou à foz do Rio Doce, no Espírito Santo, neste domingo

por Leonardo Gorges


A preocupação dos ambientalistas do país está voltada para a bacia do Rio Doce e o litoral Norte do Espírito Santo. No domingo, a lama da barragem da Samarco, que se rompeu em Mariana (MG), chegou à foz do Rio Doce, no distrito de Regência, em Linhares (ES). Com isso, cresceram temores de impactos em vários pontos da costa brasileira. Santa Catarina, no entanto, não deve ser atingida pelos dejetos de mineração. Essa é a opinião dos especialistas ouvidos pelo DC.

Para o professor de oceanografia física Felipe Pimenta, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o efeito no ambiente marítimo deve ficar restrito a uma área de até uma centena de quilômetros da foz do Rio Doce, que tem baixa descarga. 

— O efeito deve ser mais localizado. O que está ali (a lama dos rejeitos) não vai ter uma dispersão muito longínqua. Ela está seguindo em direção norte, não sei se pelos ventos. Além disso, não há nenhuma corrente marítima naquela área que siga para o Sul — diz Pimenta.

Ainda segundo o professor, a maior crítica que pode ser feita até aqui é pela falta de medições adequadas para saber o tamanho do desastre. 

— Além de a Samarco não ter os programas de proteção adequados, não foram feitas medições. Poderiam contatar universidades do Espírito Santo para acompanhar e entender melhor o processo de dispersão da lama. Faltou um pouco de integração com a comunidade científica — diz, relembrando casos como o tsunami em Fukushima, em 2011, e o vazamento de óleo no Golfo do México, em 2010, quando houve intensa participação da academia para minimizar danos.

Professor da UFPE se preocupa com Abrolhos

Professor de oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Gilvan Takeshi Yogui diz que a atual preocupação dos ambientalistas é com o Arquipélago de Abrolhos, reserva natural a cerca de 280 quilômetros da foz do Rio Doce.

— Em Santa Catarina não chega. Está descartado. É muito longe — opina. 

A distância entre a foz do Rio Doce e a costa catarinense é maior que 1, 5 mil quilômetros.

( Do http://osoldiario.clicrbs.com.br/)

MAR DE LAMA


SOS OCEANOS
Um rio morto, um mar de lamas.
A maior tragédia ambiental do Brasil.

LÁ NO FUNDO...

Foto Alcides Dutra
O peixe-soldado (Holacanthus tricolor) é um dos mais fascinantes membros da fauna tropical, que enche de vida as ilhas de Santa Catarina.

Ilha Deserta - Florianópolis - SC.

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domingo, 22 de novembro de 2015

NA PRAIA

Foto: @gustavoalbano

Praia dos Carneiros, em Tamandaré (PE)

TRANSGÊNICOS NA MESA

Salmão modificado ao lado de outro normal de mesma idade. / AQUABOUNTY

EUA aprovam o primeiro animal transgênico para consumo humano

País permite a criação de um salmão modificado para crescer duas vezes mais rápido

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA)aprovou nesta quinta-feira a produção, venda e consumo de um salmão geneticamente modificado para crescer na metade do tempo. É o primeiro animal transgênico destinado a servir de alimento no mundo. Em 2015, cientistas chineses anunciaram a criação de vacas leiteiras transgênicas mais resistentes à tuberculose.

A empresa de biotecnologia norte-americana AquaBounty, criadora do salmão, aplaudiu em um comunicado a decisão do órgão regulador dos EUA. Seu peixe, batizado de AquAdvantage, é um salmão atlântico que recebeu o DNA do salmão real, uma espécie gigante do Oceano Pacífico. Graças a essa modificação, os peixes produzem mais hormônio de crescimento e podem alcançar em um ano e meio o tamanho típico dos três anos, que é o exigido pelo mercado. A empresa anunciou em 2010 a aprovação iminente de seu produto, o que ainda levou mais cinco anos em meio em meio a protestos de organizações antitransgênicas.

O órgão regulador dos EUA não exige que o salmão seja etiquetado como transgênico

A FDA não exige que o salmão AquAdvantage seja etiquetado como transgênico, já que “é tão seguro e nutritivo como o salmão atlântico não modificado geneticamente” e “não é materialmente diferente”. Na Europa, a empresa não pediu a aprovação de seu peixe, segundo informações de Josep Casacuberta, cientista do CSIC (Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha) e membro do grupo de transgênicos da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar.

O salmão transgênico recebe o sinal verde depois de mais de 25 anos de exames. Um dos principais argumentos dos críticos do AquAdvantage é o temor dos efeitos na natureza caso o peixe escape para o meio ambiente. A FDA afirma que as instalações nas quais o animal será criado – tanques em terra na ilha do Príncipe Eduardo (Canadá) e no Panamá – “dispõem de uma série de barreiras físicas múltiplas e repetidas para evitar que os ovos e os peixes escapem”. As instalações, explica a FDA, serão vigiadas com patrulhas com cachorros e rodeadas de arame farpado. Além disso, só serão produzidas fêmeas estéreis, segundo o órgão regulador, ainda que a técnica de esterilização não seja infalível.

A FDA aprovou em 2009 o primeiro produto biológico gerado por animais modificados geneticamente. É o anticoagulante ATryn, uma proteína produzida no leite de cabras transgênicas e destinada a tratar pacientes com deficiência congênita de antitrombina. Essa doença rara é caracterizada pela formação de coágulos no sangue e pode ser mortal. A Agência Europeia de Medicamentos autorizou o produto um ano depois.

O peixe transgênico aprovado na quinta-feira para consumo humano nos EUA tem um precedente em Cuba. Em 1999, cientistas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Havana anunciaram que não detectaram “nenhum efeito em pessoas sãs voluntárias após consumirem tilápias [um grupo de peixes de origem africana] transgênicas” criadas em seu laboratório.

(Do http://brasil.elpais.com/brasil/)

sábado, 21 de novembro de 2015


ACIDENTE NO MAR
Embarcação naufraga com 28 a bordo, na Ilha do Arvoredo, em Florianópolis
Por

Uma embarcação com 28 pessoas naufragou nesta manhã de sábado na Ilha do Arvoredo, em Florianópolis.

Adultos e crianças, ao todo 28 pessoas foram resgatadas pelaCapitania dos Portos de Santa Catarina. Todos foram levados com vida para a sede da Delegacia Marítima, no bairro Estreito. 

O naufrágio aconteceu por volta das 10h30min. A bordo estavam 22 turistas e seis tripulantes. A lancha de 12 metros da empresa demergulho Parcel afundou totalmente. A equipe de resgate foi acionada via rádio e o socorro chegou em torno de 15 minutos o local.

Segundo o Capitão de Mar e Guerra, Luis Felipe Rabello Freire, a proximidade da equipe de socorro ao local do acidente foi fundamental para o salvamento de todas as vítimas. 

_Não sabemos ainda as causas do acidente. A primeira preocupação é o socorro às vítimas. Será aberto um inquérito administrativo para apurar as causas_disse o responsável pela Capitania dos Portos. 

A empresa foi informada do acidente e está encaminhando um ônibus para levar os turistas de volta ao seu destino.

(Do www.clicrbs.com.br)

MAR DE PESCADOR



DE VIOLAS & GUITARRAS!

A pesca garantiu o sustento e a sobrevivência de boa parte dos nossos antepassados. O mar era visto como espaço de trabalho, as águas não eram vistas como espaços de lazer... 
Com o passar dos anos esse panorama foi se modificando, a poluição, a pesca industrial, a especulação imobiliária jogaram muitos pescadores para outras profissões ou até mesmo para longe de suas históricas moradias. Difícil encontrar jovens que possuem como único ofício a pesca. Mais provável ver uma Peixaria fechar e um Açougue abrir.

Não é mole continuar sendo pescador, tendo na pesca o principal ou único meio para a manutenção da vida. Hélio Calandrini, nosso vocalista e guitarrista, se enquadra no campo da resistência, daqueles que tentam manter viva a pesca artesanal como um meio para viver, ser feliz e ter autonomia. O tempo social é outro, é mais livre, a relação com a natureza é profunda e intensa, é um meio mais orgânico de subsistência, onde o o dinheiro não é a fundamental preocupação. A humildade e a simplicidade sempre reinam.

Mas não é fácil, sol, chuva, gripe, dores, todo o tipo de avaria e ré, pior mesmo é puxar a rede e não encontrar nada. E aí, como pagar a água, a luz, comprar comida? 
A vida do pescador nunca foi e nunca será fácil, mas quem ama a natureza, preserva uma relação harmoniosa com ela e tem paixão por ser pescador, continua resistindo.

Essa viola, pescada nessa semana, não representa um troféu esportivo, significa que uma profissão milenar está sendo preservada e que o ganha pão da semana está garantido. E isso é muito sério, não é papo de pescador, é a luta diária pela sobrevivência, é dizer não à imposição de outro modo de vida!

No trágico desastre causado pela Vale em Minas Gerais, quando toda a vida marinha entrou em risco por causa da inconsequência de uma grande empresa privada, os pescadores artesanais foram os primeiros a tomar providências em defesa da natureza... Desesperados, convocaram um mutirão para tentar salvar os peixes, almejavam criar uma Arca de Noé pela vida.

VENTO SUL, MAR AZUL

Foto Fernando Alexandre

terça-feira, 17 de novembro de 2015

VOLTA A CHOVER EM MACONDO...


Pântano do Sul anuviado nesta tarde melancólica e úmida!

AS ÁGUAS VÃO ROLAR...


É CRIME!

Foto: reprodução / ICMBio

Mais antiga reserva natural: lama de Mariana ameaça recife de 
Abrolhos na Bahia

"Serão milhares de anos de recuperação", diz especialista sobre possíveis danos dos rejeitos aos recifes de corais de Abrolhos

Redação iBahia
(redacao@portalibahia.com.br)

Milhares de anos de recuperação para a mais antiga reserva natural dos mares brasileiros, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul do litoral da Bahia. Essa é a previsão de desastre caso os rejeitos de minério que se espalharam com o rompimento de barragens da Samarco em Mariana (MG) atinja os recifes de corais de Abrolhos. 

A região é uma das mais importantes para o ecossistema do Brasil e trabalha com ações de proteção a golfinhos e tartarugas ameaçadas que vivem e se reproduzem apenas naqueles corais. Porém com o avanço da lama uma força-tarefa foi montada para reduzir possíveis impactos nas mais de 500 espécies da área. “Se a lama chegar a eles e impedi-los de respirar, serão milhares de anos de recuperação”, disse ao O Globo o professor da Universidade Federal do Espírito Santo Agnaldo Martins.

Foto: reprodução / ICMBio

Em Governador Valadares (MG), um monitoramento realizado na água indicou turbidez (um dos controles de qualidade da água) 80 mil vezes acima do tolerável. A quantidade de ferro encontrada em amostras foi 13,6 mil vezes acima desse limite, e a de alumínio, 6.500 vezes. “Não sabemos a magnitude do impacto, já que não temos certeza sobre o que chegará. Se o padrão de impacto nas cabeceiras se mantiver, será um arraso na fauna e na flora” prevê João Carlos Thomé, coordenador nacional do Tamar/ICMBio, também em conversa com O Globo.

A mineradora Samarco, pertencente às empresas Vale e a anglo-australiana BHP, foi multada em R$ 250 milhões pelo Ibama. A empresa diz estar executando sistema emergencial de monitoramento ambiental. Uma outra empresa foi contratada pela Samarco para diagnosticar a área atingida e elaborar um plano de recuperação.