quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ADERNOU!

MAR DE VAN GOGH


Vincent Van Gogh - "The Sea at Les Saintes Maries de la Mer" ,1888. Oil on canvas, 51 X 64 cm. Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands

TURISMO EMBARGADO

Foto: Paulo Flores / Divulgação

Tribunal Regional Federal suspende turismo embarcado de observação de baleias

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável pelos processos no Sul do Brasil, manteve a suspensão do turismo embarcado de observação de baleias em Santa Catarina. A decisão leva em conta a sentença de dezembro de 2015, da 1ª Vara Federal de Laguna, em que foi mantida a interrupção das atividades até que o Instituto Chico Mendes (ICMBio) aplicasse as medidas de fiscalização.

A decisão desta terça-feira no TRF4 não leva em conta o julgamento de 9 de agosto, na 1ª Vara Federal de Laguna, que liberou o turismo embarcado com base no plano de fiscalização apresentado pelo ICMBio. Por ser de instância menor, a decisão de Laguna deve ser revista e o turismo embarcado segue suspenso.


O turismo embarcado de observação de baleias está suspenso em Santa Catarina desde maio de 2013, por ação doInstituto Sea Shepherd Brasil que apontou irregularidades, riscos aos turistas e molestamento dos animais. Coube ao ICMBio formular um plano de fiscalização, que não foi reconhecido pelo TRF4.

— Ficou demonstrado o estado de risco às baleias-francas e à comunidade, ainda mais diante das informações da falta de estudos de viabilidade, de plano de manejo e de estrutura técnica para a fiscalização convencional da atividade de turismo de observação de baleias — diz o relator do processo e desembargador federal Fernando Quadros da Silva.

Ainda segundo o desembargador, ¿há a necessidade de proteção irrestrita, com medidas efetivas para a fiscalização, com estudos de viabilidade, de plano de manejo e do licenciamento da atividade¿. Dessa forma a atividade de observação segue restrita por terra.

O ICMBio e o Sea Shepherd só deverão se manifestar sobre o assunto na quarta-feira, após analisarem melhor a decisão.


Impasse começou há quatro anos

2012
> O Instituto Sea Shepherd protocolou denúncia contra o turismo embarcado de observação de baleias. A juíza responsável pelo caso, Daniela Tocchetto Cavalheiro, entendeu que existiam falhas de gestão e proibiu esse tipo de turismo em Garopaba, Imbituba e Laguna. Para reverter a decisão foi exigido estudo de impacto ambiental. O ICMBio, responsável pela proteção da baleia-franca, declarou que o levantamento levaria pelo menos quatro anos.

2013
> A APA tentou reverter a decisão, mas a medida foi analisada duas vezes no Tribunal Regional Federal (TRF) e a decisão de suspensão foi mantida.

2014
> Em maio, a primeira audiência de conciliação reuniu ICMBio, Marinha do Brasil, Polícia Ambiental, Sea Shepherd e Ministério Público.

2015
> Em dezembro, o juiz Rafael Selau Carmona, da 1ª Vara Federal de Laguna, sentenciou que o turismo poderia ser retomado mediante a elaboração e implementação de plano de fiscalização que contemple a inspeção in loco e ostensiva das atividades nas embarcações durante as saídas.

2016
>Em maio, o ICMBio concluiu o Plano de Normatização, Fiscalização e Controle da Atividade de Turismo Embarcado de Baleias (Tobe). O material foi analisado pelas operadoras de turismo, prefeituras, órgãos ambientais e demais envolvidos e protocolado em Porto Alegre no dia 17/5 e em Laguna no dia 24.
> No dia 21 de junho, o Sea Shepherd protocolou pontos de discordância sobre partes do plano apresentado. O ICMBio então fez novas adequações e protocolou novo parecer sobre a proposta, em que mais uma vez se manifesta contra a liberação.

> No dia 8 de agosto, o Ministério Público Federal deu parecer sobre o caso atrelando a realização do turismo embarcado ao rigoroso cumprimento das regras apresentadas no Plano de Fiscalização.
> No dia 9 de agosto, o juiz Rafael Selau Carmona, da 1º Vara Federal de Laguna, aprova o Plano de Fiscalização e liberação do Turismo Embarcado de Observação de Baleias.

> No dia 30 de agosto, o Tribunal Federal Regional, em Porto Alegre, julga as apelações do processo de dezembro de 2015 e mantém a decisão daquela data pela suspensão do turismo embarcado de observação de baleias.

(Do www.clicrbs.com.br)

terça-feira, 30 de agosto de 2016

MORTE NO MAR

Animal estava com pedaço de rede de pesca preso à caudaFoto: Divulgação / R3Animal

Filhote de baleia jubarte é encontrado morto da praia da Joaquina, em Florianópolis
Animal tem 7,6 metros e deve ser enterrado no local

Uma baleia jubarte foi encontrada morta na praia da Joaquina na manhã desta segunda-feira, em Florianópolis. Esse é o segundo caso atendido na Ilha de Santa Catarina pelo Instituto R3 Animal nesta temporada. Após a necrópsia, o animal será enterrado na praia.

Trata-se de um filhote, com 7,6 metros. No domingo, o corpo do animal tinha sido avistado boiando próximo à Ilha do Campeche. Segundo Cristiane, o enterro do animal segue as medidas sanitárias para evitar contaminação e ocorre no lugar mais seco possível da praia.

— Com certeza ela morreu há mais de um dia. Ela está com um pedaço de rede de pesca preso à cauda. Mas só os exames podem comprovar a real causa de morte — explica veterinária Cristiane Kolesnikovas, da R3 Animal.

Os encalhes de baleia jubarte não eram comuns no litoral catarinense, mas se tornaram mais frequentes desde o ano passado. Pesquisadores acreditam que o aumento da população do animal e a influência do El Niño podem ser as causas da presença da espécie, comumente encontrada no Sudeste e Nordeste, mais ao sul do Brasil.

Na última segunda-feira, dia 22, outra baleia jubarte havia sido encontrada em Florianópolis, na na Praia do Moçambique. Foi o primeiro caso de encalhe desta espécie registrado na Ilha de Santa Catarina neste ano. 

(Do www.clicrbs.com.br)

MANEMÓRIAS

Na Joaquina, no tempo em que "todo surfista era maconheiro!"

TARDE INDO...

Foto Fernando Alexandre

...Noite sendo

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

SEM PEIXE

Falta de registro como entreposto impede que comerciantes comprem produto direto de pescadores
Foto Felipe Carneiro / Diário Catarinense

Peixarias do Mercado Público de Florianópolis de portas fechadas nesta segunda-feira 
Impasse sobre regularização das 13 peixarias como entreposto comercial, possibilitando a compra direta com os pescadores, motiva protesto dos comerciantes


O tradicional cheiro de peixe não apareceu na manhã desta segunda-feira no Mercado Público de Florianópolis. As 13 peixarias estão fechadas por falta de reconhecimento como entreposto pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), o que permitiria aos comerciantes adquirir mercadorias dos pequenos produtores, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

A partir desta segunda-feira, os donos de peixarias só podem comprar peixe direto de pescadores se o estabelecimento estiver registrado como entreposto. Caso contrário, só poderá adquirir a mercadoria de um estabelecimento que tenha o título. Os peixeiros do Mercado Público reclamam que isso prejudica a qualidade do produto vendido. A alteração foi determinada pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE) na reabertura do Mercado Público em agosto de 2015, quando estabeleceu que o município deveria instalar o Serviço de Inspeção Municipal e reafirmar a continuidade desses estabelecimentos enquanto entrepostos. O prazo expirou no começo do ano, sendo prorrogado pela Cidasc por seis meses, encerrados domingo. 

— Houve um período para se adaptarem, mas isso não aconteceu. Acreditamos que isso não muda o comércio, apenas que o produto não chega direto do pescador, mas de outros estabelecimentos. Várias peixarias da cidade fazem isso - afirmou osecretário municipal da Pesca, Maricultura e Agricultura, William Costa Nunes, em entrevista ao telejornal Bom Dia SC
As 13 peixarias do Mercado Público de Florianópolis não abriram as portas nesta segunda-feira Foto: Felipe Carneiro / Diário Catarinense

O gerente de articulação da CDL, Hélio Leite, é o representante dos peixeiros. Ele também falou concedeu entrevista ao Bom Dia SC e citou que os comerciantes já entraram com um pedido na Justiça para poder comprar peixe direto dos pescadores:

— Não entendemos a negativa da prefeitura em prosseguir com o serviço de inspeção. Vamos tentar entender o escopo dessa situação. Esses entrepostos são fundamentais para o bom funcionamento das peixarias. Por enquanto, não há prazo para as 13 peixarias do Mercado Público reabrirem. Nós entramos no sábado como mandado de segurança para obter uma licença.

(Do www.clicrbs.com.br)

MAR AFORA...


Disco do compositor e violonista Guinga em parceria com a cantora portuguesa Maria João, gravado em Osnabrück, Alemanha, no fim de julho de 2015.

MAR DO ORLANDO AZEVEDO

Foto, óbvio, do Orlando Azevedo!

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

MAR DE POETA


O MAR
Antes que o sonho (ou o terror) tecesse
Mitologias e cosmogonias,
Antes que o tempo se cunhasse em dias,
O mar, sempre mar, já estava e era.
Quem é o mar? Quem é aquele violento
E antigo ser que rói os pilares
Da terra e é um e muitos mares
E abismo e resplendor e acaso e vento?
Quem o olha o vê pela primeira vez.
Sempre. Com o assombro que as coisas
Elementares deixam, as charmosas
tardes, a lua, ou fogo de uma fogueira.
Quem é o mar, quem sou? Isso saberei
No dia seguinte da minha agonia.
Jorge Luis Borges
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

MAR DO PAULO GOETH


Asas em baixa velocidade!


DE VOLTA AO ACONCHEGO!

Pinguins voltam à natureza

Fortes, bem alimentados e loucos para voltar ao mar. Assim estavam os onze pinguins devolvidos à natureza nesta quarta-feira, 24, na Praia do Moçambique, em Florianópolis. Os animais estavam no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), no Parque do Rio Vermelho, há cerca de 45 dias. O trabalho de reabilitação é feito pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), ONG R3 Animal e Polícia Militar Ambiental. 

Os pinguins-de-magalhães são originários da Argentina e do Chile e com a chegada do inverno no Hemisfério Sul deslocam-se por águas brasileiras em busca de alimentos. Os que chegam às praias catarinenses geralmente estão debilitados pela viagem ou doentes. Após serem recolhidos, são tratados e quando adquirem cerca de 3,5 kg, são libertados em grupo. “Pela primeira vez no País, os pinguins estão recebendo microchip, em vez da anilha, aquela argola amarela que era colocada na asa. Isso dá mais conforto ao animal e também guarda os dados de quando foi atendido aqui no Rio Vermelho”, conta a veterinária e gestora da R3 Animal, Cristiane Kolesnikovas.

Em média, por ano, o Cetas recebe cerca de 50 pinguins. “Esse trabalho é o cumprimento da missão da Fatma e uma parceria entre os órgãos e a comunidade nos cuidados dos nossos bichos e dos que vem de longe”, explica o diretor de Proteção de Ecosssistemas da Fatma, Rogério Rodrigues.

Preservação e educação

O Centro de Triagem do Parque do Rio Vermelho recebe cerca de 2,5 mil animais silvestres por ano vítimas de tráfico ou maus-tratos. Além de abrigar e tratar os animais, o local disponibiliza uma trilha ecológica usada para educação ambiental. “Os visitantes aprendem que o animal silvestre não é brinquedo e que é nocivo retirá-lo do habitat natural. Todo o trabalho executado no local é um exemplo de responsabilidade com o meio ambiente e uma forma de ensinar respeito a todas as espécies”, afirma o presidente da Fatma, Alexandre Waltrick. Como o objetivo do tratamento dos pinguins é devolvê-los à natureza, os animais não estão à disposição do público.

(Do http://www.fatma.sc.gov.br/)

MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Perpétuo

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TARDE INDO, NOITE SENDO

Foto Fernando Alexandre

BALEIAS DO FUTURO

É preciso dar asas à imaginação para projetar o mundo daqui a 100 anos. Para as mentes de 100 anos atrás talvez fosse ainda mais difícil, já que naquele tempo não existiam tecnologias que hoje fazem parte de nossa vida cotidiana. Isso fica bem evidente com a descoberta de uma coleção de desenhos futuristas de grande valor histórico de Jean-Marc Côté, entre outros artistas franceses, realizados entre 1899 e 1910, sob o título “França no ano 2000”.

BALEIAS DE ONTEM!

Na praia da Gamboa -  Garopaba -  e no Rio das Pacas - na Ilha - SC - Brasil 
Ontem, 23.08.2016

DE SOSLAIO E PARA TRÁS...

Foto Fernando Alexandre


MAR DE PICASSO

"Duas Mulheres Correndo na Praia" - Pablo Picasso - 1922 - Reprodução

2,9 MILHÕES DE BALEIAS jÁ FORAM MORTAS!


VAMOS RECUPERAR AS POPULAÇÕES DE BALEIAS DO ATLÂNTICO SUL!

Você sabia? Durante o século XX cerca de 2.9 milhões de baleias foram mortas em todo o mundo o que constitui o a maior caça em termos de biomassa, levando a diminuição dos estoques de baleias em todos os oceanos. Aproximadamente 71% das baleias caçadas no mundo foram mortas no hemisfério sul. Baleias fin, cachalote, azul, jubarte, sei, franca e minke foram de longe as espécies mais caçadas no Oceano Austral (Atlântico Sul e a Antártida).

Para manter ou aumentar os níveis dos estoques das diferentes espécies de baleias que ocorrem na região, o Brasil, a Argentina, a África do Sul, o Uruguai e o Gabão estão propondo a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.

Essa medida visa mitigar ameaças identificadas para essas populações de baleias bem como para outras ameaças potenciais. O Santuário também pretende estimular a pesquisa não-letal e não-extrativa coordenada na região, especialmente pelos países em desenvolvimento. Para ser criado é preciso que ele seja aprovado pela Comissão Internacional Baleeira (CIB ou IWC), composta atualmente por 80 países.

Você também pode ajudar a criar o Santuário: basta aderir à nossa campanha e divulgar essa iniciativa em suas redes com a hashtag #SantuarioEuApoio. A sua mobilização vai colaborar para recuperar as populações de baleias do Atlântico Sul. Participe!

APOIADORES DA CAMPANHA

terça-feira, 23 de agosto de 2016

EMPROADA

Foto Fernando Alexandre

RECICLANDO SABORES DO MAR

Foto: Mathias Netto

Existem alimentos que a gente prepara em grandes quantidades para aproveitar as sobras durante a correria da semana. Este, definitivamente, não é o caso dos peixes. Quem já reaqueceu sobras de peixe no microondas sabe do que estou falando. Mas isto não quer dizer que peixes são casos de uma noite só, cujos vestígios devem ser apagados na manhã seguinte. É possível aproveitar sobras de peixe de várias maneiras, mas é preciso seguir algumas regras. A primeira é não tentar reviver o prato que passou. Sobras de peixe devem ser transformadas, e num prazo máximo de dois dias após o primeiro cozimento.

A forma mais prática de separar a carne e os espinhos de um peixe assado é fazer isso logo após o final da refeição. Fazer isso depois que o peixe tiver ido para a geladeira é um suplício. Quanto mais cedo você fizer isso, mais fácil será. Atenção com os espinhos. O segundo grande truque é ter muito cuidado ao reaquecer. Esqueça microondas e frigideiras muito quentes. Isso só resseca o peixe. O reaquecimento deve ser breve e suave. O melhor é tirar a geladeira e deixar chegar em temperatura ambiente antes de usar. Para incrementar o macarrão, misture a massa e o molho antes, e só depois adicione o peixe. O mesmo vale para a sopa - adicione o peixe nos minutos finais e mexa muito pouco. Para bolinhos, junte maionese, ovos, panko e ervas de sua escolha. Depois é só fritar. Para um patê, misture com iogurte, nata, queijo cottage, ervas, suco de limão ou vinagre, sal e pimenta (receita da foto - Blog Food52). Sirva sobre pão como aperitivo. Ou então experimente a receita abaixo (que vale para tainhas, anchovas, corvinas, etc):


PÃO DE TAINHA COM SEMENTE DE AROEIRA

Misture 2 xícaras de farinha, 1 colher de fermento em pó e 1 colher de chá de sal. Reserve. Bata 3 ovos, 1/3 de xícara de leite e 1/3 de xícara de azeite de oliva. Coloque coentro e salsinha picados, e semente de aroeira (pimenta rosa). Coloque a mistura de ovos sobre a mistura de farinha e mexa somente até combinar. Coloque duas xícaras de sobras de peixe e mexa delicadamente até incorporar. Coloque a mistura numa forma de pão untada com manteiga. Enfeite com mais sementes de aroeira. Asse em forno a 180 graus. Sirva com um fio de azeite de oliva e salada.

http://www.observasc.net.br/

Fonte: Food52

TODOS OS HOMENS SÃO IGUAIS PERANTE A ....

Foto Alcides Dutra
  Todos os homens são iguais perante a Lua 
(Manoel de Barros)

MAR DO NEGO MIRANDA

Foto Nego Miranda

Antonina


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O PADRE, A CRUZ E O MAR


A história da Cruz do Padre

Entre a praia do Campeche e a Joaquina existe uma cruz que até pouco tempo atrás era de madeira e que foi substituída por uma de concreto, fincada em cima das dunas, que se encontra nos fundos da Igreja de Pedra do Rio Tavares, e marca a denominada Picada da Cruz do Padre.

No dia 26 de dezembro de 1961, um dia após o natal, o padre Alfredo Dullius estava passeando na chácara dos padres do Colégio Catarinense onde hoje se encontra a Igreja mencionada acima. Naquela manhã ensolarada o padre resolveu, juntamente com um grupo de *frateres ( seminaristas jesuítas), tomar banho de mar. Seu primeiro mergulho foi fatal. O mar estava muito revolto e o padre caiu em uma corrente de repuxo não conseguindo mais tomar pé. Os frateres Santini e Sewald tentaram salvá-lo, mas quase foram vítimas do mesmo destino. O padre acenava em desespero pedindo por socorro, mas não restava mais nada a fazer, a não ser rezar.

Alguns frateres tomaram o caminhão da congregação, dirigindo-se a base aérea em busca de ajuda. Deslocou-se um avião de treinamento militar que localizou o corpo boiando a uma distância de aproximadamente um quilômetro da costa. Os pescadores do Campeche foram acionados e a canoa da família Rafael, conseguiu boiar (passar a arrebentação) e sair com muita dificuldade partindo em direção ao corpo. O mar continuava muito revolto não sendo possível erguer o corpo do padre para dentro da embarcação. O mesmo foi amarrado com uma corda e arrastado até o pico da praia do Campeche, denominado de Pontal, único lugar possível de entrada e saída de embarcação. Isso já era sete e meia da noite, pois o resgate, devido a distância e as condições adversas do mar, levou mais de três horas. A praia estava lotada, pois a notícia se espalhara pela cidade através das rádios.

Padre Alfredo Dullius era muito querido. Exercia a função de professor do Colégio Catarinense nos últimos três anos e ainda era capelão auxiliar da Escola de Aprendizes Marinheiros no Estreito.

Foi sepultado com honras militares. Este gaucho, da cidade de Bom Jardim, havia completado naquele ano dez anos de sacerdócio. Morreu jovem com apenas 45 anos de idade. Naquele mesmo ano os marinheiros, alunos do colégio catarinense e muita gente da comunidade fincaram a cruz no local de sua morte, homenageando assim o Padre Alfredo Dullius.

Quando criança/adolescente ouvia os pescadores comentarem que tinham medo de passar na picada da cruz, pois o fantasma do padre aparecia. Coisas do folclore ilhéu.

Duas curiosidades: Os pescadores relatam que quando resgataram o corpo, o padre estava com as mãos postas ao peito, em uma atitude de oração. Outra curiosidade é que o Padre em nenhum momento teve o corpo submerso. O mesmo boiou o tempo todo e numa crendice popular acreditavam que tal fenômeno se deu por tratar-se de um padre, “homem de Deus”.

( *Frateres deriva do latim que em português significa irmãos ).
Se vivo fosse o padre Alfredo Dullius completaria 100 anos em 02/06/2016
Sua morte completará cinquenta e cinco anos em 26/12/2016.

Hugo Adriano Daniel Professor/Historiador

(Via TV Vento Sul)

DIZEM QUE...


ROTEIRO


quanto me arrependo
não ter conduzido
com mão forte e firme
o leme as rédeas

o tempo não para
o vento prossegue
esparrama os sonhos
e as folhas secas

e é por orgulho
talvez covardia
que vagueio solta
barco à deriva



MARES & CORES

Foto Fernando Alexandre

sábado, 20 de agosto de 2016

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

ILHA DE MEYER FILHO


Ernesto Meyer Filho (Itajaí, 4 de dezembro de 1919Florianópolis, 22 de junho de 1991)

EMPROADAS

Foto Fernando Alexandre

OLHANDO E ESPERANDO...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE BALEIAS

Um dos animais semi-albinos estava interagindo com as demais baleias, enquanto o outro nadava sozinho
Foto Carolina Bezamat/PBF / Divulgação

Baleias semialbinas são avistadas no Sul de Santa Catarina 
Por LARIANE CAGNINI 
Duas baleias-francas semialbinas, consideradas raras, foram avistadas nesta quinta-feira por um grupo de pesquisadores. Os cetáceos estavam na praia de Itapirubá Norte, em Imbituba, e não são os mesmos que foram avistados no litoral no ano passado. Esse foi o primeiro sobrevoo de monitoramento da temporada, realizado pelo Projeto Baleia Franca (PBF).

Avistagem em setembro de 2011
Foto Amanda Carvalho Viana / PBF/Brasil

As baleias semialbinas têm a coloração branca com pintas pretas, que vão escurecendo ao longo dos anos, até ficarem acinzentadas. Nos dois mamíferos avistados, as marcas já estão em processo de escurecimento, o que indica tratar-se de dois subadultos. A característica genética, além de modificar a coloração, faz com que semi-albinos geralmente sejam macho.

Em 2013, elas também marcaram presença no litoral catarinense
Foto Projeto Baleia Franca / Divulgação

Durante a atividade realizada ontem, foram avistadas 45 baleias, sendo 11 pares de mãe e filhote e 23 baleias não acompanhadas de filhotes. O grupo de cetáceos adultos estava em comportamento social e de acasalamento.

Segundo a diretora de pesquisa do PBF e bióloga, Karina Groch, a quantidade de baleias, em comparação com o ano passado, chamou a atenção dos pesquisadores. Ao longo de toda a temporada reprodutiva, foram registrados predominantemente pares de mãe e filhote.
(Do www.clicrbs.com.br)