sexta-feira, 30 de setembro de 2016

PEIXE DA VEZ



BOLINHOS DE ABRÓTEA

INGREDIENTES
500 gr de abrótea
200 gr de batata cozida(s)

1 unidade(s) de ovo
1 colher(es) (sopa) de salsinha
3 colher(es) (sopa) de farinha de rosca
2 dente(s) de alho
Quanto baste de óleo de soja
Quanto baste de pimenta-do-reino branca

Quanto baste de sal
Quanto baste de cebolinha verde
Quanto baste de azeite

PREPARANDO

Corte o peixe e coloque-o para cozinhar na água com sal e o alho. Pegue uma vasilha, coloque as batatas cozidas espremidas, o ovo, sal, pimenta, o peixe cozido (escorrido e amassado com o alho), salsinha e 2 colheres (sopa) de farinha de rosca. Faça as bolinhas passe na farinha de rosca e frite no óleo com o azeite bem quente.

MAR DE CULTIVO

Foto Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

SC mantém liderança na produção de ostras, vieiras e mexilhões
Estado é responsável por 98,1% dos moluscos produzidos no país

Santa Catarina continua líder nacional na produção de ostras, mexilhões e vieiras. Em 2015, 98,1% das 21,06 mil toneladas de moluscos produzidas no país saíram do Estado. O dado faz parte da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da liderança isolada, o ano passado teve queda na maricultura do Estado: foram 4,6% a menos na comparação com 2014.

De acordo com os especialistas do IBGE, essa queda não decorreu em função de problemas climáticos. Foi a recessão econômica o principal fator da desaceleração na produção, pois são alimentos mais caros e houve uma redução no poder de consumo da população. Além disso, ocorreu um incremento na fiscalização sanitária, levando pequenos maricultores clandestinos a desistirem da atividade.

Entre as maiores cidades produtoras do país, nove das dez primeiras ficam em Santa Catarina. O principal destaque é Palhoça, responsável por 65,2% da produção nacional e 66,5% da produção estadual. Já Florianópolis é referência na produção de sementes de ostras, vieiras e mexilhões: 91,6% do total nacional sai da capital catarinense.

Produção de peixes e suínos também é destaque

Santa Catarina também é bem representada na produção de peixes. O Estado é o quarto maior produtor do país, com 7% do total nacional, atrás apenas de Rondônia (17,5%), Paraná (14,3%) e Mato Grosso (9,8%). 

Já entre os suínos Santa Catarina ocupa a segunda colocação no ranking nacional, com um rebanho superior a 6 milhões de cabeças. Perde apenas para o Paraná. Entre os dez municípios com os maiores rebanhos, dois estão no Estado: Armazém (7º) e Concórdia (9º).
( Do www.clicrbs.com.br)

LÁ DE CIMA...

Foto Léia Senem

MARES DE PORTUGAL

crónicas daxávega (37)

das artes e do estar

a cada um a sua arte
no seu tempo

aparelho-me de palavras
imagens sentires

redes estranhas estas
pelo corpo

não ser barco
nem pescador
é ser como sou

outra forma de estar

(torreira; companha do marco; 2011)

MAR DE ERNESTO CORTAZAR


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

MAR DE POETA

 Ponta da PIta / Antonina
imenso bonsai
natureza faz taishi
penso samurai


MAR DE VAN GOGH



 The Beach of Scheveningen, August 1882. Oil on paper on panel, 35.5 x 49.5 cm. Minnesota Marine Art Museum, Winona.

DANDO NOME

Foto Fernando Alexandre


NO RIO E NO MAR


Documentário retrata a luta de pescadores e pescadoras de Ilha de Maré contra a poluição química causada pela Petrobras

“Eu tinha doze anos quando meu pai apresentou esse monstro pra gente”, fala Marizélia Lopes, pescadora de Ilha de Maré e uma das líderes do Movimento dos Pescadores e Pescadoras (MPP), apontando para a refinaria da Petrobras em Madre de Deus, na Baía de Todos os Santos. 

O episódio narrado é uma das cenas do documentário “No Rio e no Mar”, dos diretores holandeses Jan Willem Den Bok e Floor Koomen, que foi lançado ontem (26/09), na internet. O documentário foi lançado em 2016 e concorreu em março, desse mesmo ano, na 18a edição do Festival de Cinema da Anistia Internacional, “Movies that matter”, na cidade de Haia, na Holanda. A obra cinematográfica não ganhou o prêmio principal, mas recebeu uma menção honrosa, ficando com o segundo lugar, entre os dez documentários que concorriam na categoria. 

As filmagens foram feitas nos anos de 2014 e 2015 e mostram o embate travado pelos pescadores e pescadoras de Ilha de Maré contra a Petrobras e outros empreendimentos petroquímicos que poluem a baía de Todos os Santos e prejudicam o modo de vida das comunidades pesqueiras locais.

MAR DE POETA

Do Luiz Rettamozo, o Retta!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

FINDE INVERNO!

Foto Fernando Alexandre

DE BENZEDEIRAS & PARTEIRAS

Foto Andrea Ramos
Tia Ilda, benzedeira do Pântano do Sul, benzendo redes para a pesca da tainha
BENZEDEIRAS E AS PARTEIRAS
DA ILHA DE SANTA CATARINA

por José Luiz Sardá

Na antiga Europa durante o período da Inquisição, as mulheres que praticavam curas, atendiam a partos e que tinham conhecimento sobre o uso de ervas e plantas medicinais, foram acusadas de bruxas e feiticeiras.

Os açorianos trouxeram uma bagagem cultural repleta de crendices e religiosidade. Essa herança cultural está baseada e enriquecida pela miscigenação das culturas indígenas e africanas, através das manifestações culturais e religiosas. Dentre elas, a sabedoria das mulheres benzedeiras do interior da Ilha de Santa Catarina com suas rezas, crendices, conhecimento da homeopatia e das ervas medicinais.

Nos tempos idos, nos arrebaldes do interior da ilha, muitas mulheres se destacaram como parteiras, benzedeiras, ou no preparo de homeopatia. Este trabalho representava para elas o seu reconhecimento e todas eram respeitadas.

As benzedeiras eram consideradas mulheres que tinham o poder e o conhecimento de curar e afastar os males físicos e espirituais. A prática da benzedura faz parte da cultura açoriana e ainda persiste em algumas regiões da Ilha. São muitas as benzeduras: de arca caída, de cobreiro, de susto, de afogado, de sangue, de pontada, de bucho virado, de espinhela, de sapo, de zipra, zipela e zipelão, de embruxado, de olho grande, de inveja, de umbigo quebrado, de mau jeito e mau olhado.

Tinham conhecimento de rezas, benzeduras e simpatias. Ensinavam remédios homeopáticos e chás caseiros. Em casa num canto da sala, tinham sempre a vista uma bíblia, o crucifixo e imagens de santos. As benzeduras eram recomendadas e compartilhadas entre elas, de acordo com o grau de conhecimento de cada. Ganhavam presentes das pessoas que a procuravam, mas diziam não cobravam em dinheiro, pois era seu dever usar o dom que ganharam de Deus.

As orações de benzeduras foram passadas de boca em boca por gerações. As benzedeiras não se preocupavam com as palavras corretas, mas sim como se falava. Com frases repetidas três vezes, ênfase nos sinais e gestos, na simbologia dos números, na força das palavras e no poder dos elementos da natureza, animais e vegetais.

Para elas, a benzedura é uma forma de esconjurar o mal, se apegando na crença, no poder de Deus, da Virgem Maria, e dos Santos e das palavras certas para pedir a cura. Para o ritual, usam o crucifixo, ervas ou ramos verdes, e com gestos em forma de cruz traçada, fala cantada e de olhos fechados, a voz em sussurros era rezada a benzedura: “Eu te benzo com as três pessoas da Santíssima Trindade. É o Pai, é o Filho é o Espírito Santo acompanhando as cinco chagas de nosso Senhor Jesus Cristo. Tens quebranto, pegasse. No teu comeu, no teu bebeu, no teu dormir ou no teu serviço, ou nos teus negócios. Nas rezas carrega nas tuas mãos, nos passos de tua vida, pras ondas do mar teu mal será levado. Em nome de Jesus”. Ou “Pedro Paulo vai a Roma encontrar com Jesus Cristo. Jesus Cristo perguntou: - onde vais, Paulo? - Eu vou em Roma. - E o que há por lá, Paulo? - Muita zipra e zipela, muita gente morre dela! Com isso eu te curaria em nome de Deus e da Virgem Maria” ou ainda “Treze raio tem o sóli, treze raio tem a lua, sarta diabo pro inferno, que esta alma não é tua. Tosca marosca, rabo e rosca, vassoura na tua mão, relho na tua bunda, e argulhão nos teus pés, por riba do silvado e por baixo do telhado, São Pedro, São Paulo, São Fontista, por riba da casa de São João Batista, bruxa tatara-bruxa, tu não me entre nesta casa, nem nesta comarca toda. Por todos os santos dos santos. Amém”.

Quando uma doença muito grave ou um mal que não era doença, mas de quebranto ou mal olhado atingia alguém, essa pessoa precisava ser benzida. A benzedura também era feita em animais, principalmente em bezerros.

Contavam que muitas vezes o mau olhado pode não ser intencional, mas aquela força maligna sai da forma do olhar da pessoa. O mau olhado pode atingir até plantas e animais. Contra as feiticeiras havia benzeduras e orações especiais, com a tesoura.

Nas primeiras décadas do século XX as mulheres que estavam para dar a “luz” ou os enfermos, eram tratadas na própria casa. As mulheres pariam com a ajuda das parteiras-benzedeiras. Geralmente, depois do primeiro parto era sempre a mesma parteira que realizava os partos seguintes da mesma mulher. A parteira-benzedeira era responsável pela criança recém-nascida e cuidava da mãe até a quarentena pós-parto e não cobravam pelos serviços, pois era preciso retribuir fazendo o bem a outras mulheres.

Veja mais no 
José Luiz Sardá

MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Kronico
Pântano do Sul - Verão 1967: no tempo em que ainda se discutia o sexo dos mariscos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MAR GRANDE

Fotograma Murilo Mariano
"O mar dá,
O mar tira"
(Dito Popular)

CÉU - E MAR - DO ORLANDO AZEVEDO


Oh céus!

MARISCADA

 

Além de ser nativo e existir em boa quantidade nos costões de Santa Catarina, este animal também é bastante cultivado. Os mexilhões de cultivo são tão bons quanto os selvagens, e tem uma grande vantagem: tem menos casca e mais carne. Portanto quando quiser mexilhões, compre os de cultivo e poupe os selvagens, assim teremos sempre.
Curta a página do Instituto Larus

domingo, 25 de setembro de 2016

COMO O MAR...

Renato Godá, do album "Canções Para Embalar Marujos",  de 2010.

MARES DE PORTUGAL

crónicas da xávega (31)

o abraço

desenhar as palavras
à altura da vaga vencida
será tarefa árdua

chegar onde estes homens
dizer deles o que
sem saber como chegar até

escaldante como a areia
o pensar ser

morrer na praia é desejo
viver no mar é urgente

o abraço

(foto e poema do ahcravo gorim)
(torreira; companha do marco; 2014)

ao calão, o delmar viola

MANEMÓRIAS

Foto sem crédito
Trapiche da Beira-mar Norte, junto a Pracinha da Esteves Junior, próxima ao Colégio Catarinense.

sábado, 24 de setembro de 2016

MAR DE POETA


Que nome leva o vento?

Que nome leva o vento
Que ergue dentro de mim
As ondas de um mar revolto
E com rugido de mil leões
Rasgam as águas nos rochedos ?

Que nome leva o vento
Que deitou por extenso
Na praia branca da minha alma
O corpo heróico vencido
Desse barco mutilado?

Que vento ouviu
Cantos risos e lamentos
Dos homens perdidos
Náufragos mortos dissolvidos
Na fria substancia cristalina
Do variado corpo universal?

Que nome leva o vento
Que levou para longe ,
não devolveu
O barco azul das velas brancas
Que vão delírio e louca empresa
Sonhavam antes da morte

Os homens que iam no mar?

(Marcelo Weber Macedo)

AL MARE...

Imagem Andre de Dienes - Transilvânia, 1913 / Califórnia, 1985

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MAR DE COURBET

Gustave Courbet - Calm Sea, 1866


NA PRAIA

Sem crédito, tarrafeado da grande rede

MAR DE HANSVONDOEHREN


PLACA LINO COM IMPRESSÃO 5 Passos, 40 x35cm

O OUTRO FAROL DE SANTA MARTA


Foto Stefen de Maddalena
Transformado museu a partir de 2006 o Farol de Santa Marta faz parte do Forte de Santa Marta, cuja construção remonta ao século XVII. O farol foi inaugurado em Março de 1868 e classificado como Imóvel de Interesse Público em 1977, sendo uma referência na sinalização costeira da barra do Tejo, em Cascais, Portugal. No ano passado, a Câmara de Cascais e a Marinha, que ainda hoje apoia a navegação a partir da torre de 20 metros, iniciaram a remodelação do espaço transformando as antigas residências dos faroleiros em um museu, onde são mostrados os seus instrumentos de trabalho e modo de vida. O resultado é um espaço de exposição de peças recuperadas pela Marinha, amplas plataformas com vista para o mar, um centro de documentação e uma cafetaria.

PESCANDO COM POTES


São poucas as pescarias que conseguem capturar peixes, crustáceos ou moluscos sem utilizar iscas ou redes. A pesca do polvo-comum (Octopus vulgaris) é uma delas. Nessa pescaria, espinhéis com centenas de potes são deixados alguns dias no mar.

Porque os polvos tem o habito de esconder-se e viver a maior parte de sua vida em tocas, eles acabam por alojar-se nesses potes, que passam a ser usados como abrigo. Quando os potes são recolhidos, a reação do polvo é fixar-se ainda mais na sua "toca" e, dessa forma, são levados à superfície, e retirados no convés da embarcação.

Esta técnica foi inventada há milhares de anos, quando eram utilizados potes de cerâmica. Hoje, os potes são sintéticos, mas a pesca de potes ainda é usada em pescarias artesanais e industriais.

(Do https://www.facebook.com/oceanabrasil/)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

NA PRAIA...

JACK KEROUAC NA PRAIA

Pra Entender!


ABAFAMENTO - Quando uma pessoa se sente sufocada, no maior "abafamento". 
ABAFAR - Roubar, furtar. Também esconder. 
ABASTANÇA - Fartura.
ACARQUETAR - Apertar, empurrar. Ex: “Te acarqueto os óio!”.
AJOJADO - Quieto, com preguiça, encolhido.
BISPÁ - Vigiar, prestar atenção, ficar atento.
CAGALUMES - Vaga-lumes.
CASA DE INSTANTINHO - Motel.
DE SÓLI PARIDO A SÓLI MURRIDO - Durante todo o dia.
FAZER BISCOITO PRA VIAGEM - Diz-se quando uma pessoa está muito doente, quase morta.
MÃE DO CORPO - Útero.
MANDRIÃO - Pessoa preguiçosa, malandra.

MULHERES DO MAR


Zezé Pacheco, do Conselho Pastoral dos Pescadores, fala sobre as comunidades pesqueiras tradicionais, que ocupam seus territórios desde o início do Brasil, e da importância da valorização da pesca artesanal para o país.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

MOBY DICK

Foto Greg McFall/Reuters
Navio do capitão Ahab está no Havaí

Arqueólogos encontraram no Havaí (EUA) os restos de um navio de caça de baleias que data do século 19. O capitão da embarcação, que sobreviveu a um naufrágio, serviu de inspiração para o escritor Herman Melville criar sua obra mais conhecida, "Moby Dick", de 1851. 

Objetos de ferro e cerâmica que pertenceram ao baleeiro Two Brothers (dois irmãos) estavam submersos em uma remota cadeia de ilhas e atóis a noroeste do Havaí. Havia duas âncoras, três imensos utensílios usados para derreter a gordura de baleias, cordas, arpões e utensílios de cozinha. "Nós sentamos para realmente repassar todos os diferentes artefatos... e houve um momento que olhamos para cada um [do grupo] e falamos: 'Isto é do Two Brothers'", contou a líder da expedição, Kelly Gleason.
O navio, de 1823, era comandado pelo capitão George Pollard Junior. Dois anos antes, ele esteve à frente de outro, o Essex, que foi abordado por uma baleia e afundou no sul do Pacífico em uma saga que acabou imortalizada no livro de Melville --os dois devem ter provavelmente se conhecido por volta de 1840. Segundo relatos da época, Pollard e outros sobreviventes do Essex ficaram muito tempo no mar até que foram resgatados três meses depois do acidente. A história cita o canibalismo para que pudessem se manter vivos.

Depois do Two Brothers, o capitão nunca mais guiou outro navio, e passou o resto de seus dias como vigia noturno. A descoberta é de pesquisadores da Noaa (sigla em inglês de Administração Nacional Oceanográfica e Atmosférica dos EUA), que deu início às expedições do naufrágio em 2008. Esta é a primeira vez que um navio caçador de baleias de Nantucket, em Massachusetts (EUA), é achado. O local é conhecido por ter papel importante na economia americana e na expansão para o oceano Pacífico.

(Da Agência Reuters - Via www.folhaonline.com.br )

MULHERES DO MAR

Foto sem crédito
Na tarrafa - provavelmente no Nordeste!

COMENDO O PRÓPRIO RABO?

Foto Jim Wickens
Joal é uma cidade costeira localizada 100 km ao sul da capital do Senegal, Dakar, onde funciona um entreposto de defumação de pescado gerido por mulheres senegalesas, que fornecem produtos para toda a África Ocidental. O entreposto faz parte de uma indústria pesqueira que emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas no país. Nos últimos anos diversas indústrias se instalaram na costa senegalesa em busca de sardinhas e arenques mais baratos para a formulação da farinha de peixe. Isto fez com que as mulheres defumadoras perdessem seu poder de barganha com os pescadores. “Nós mulheres estamos lutando para competir”, revela Mariane Tening Ndiaye, representante da associação das mulheres defumadores de pescado. “O preço que temos de pagar para os peixes no porto aumentou desde que as fábricas de farinha de peixe chegaram.”

Segundo especialistas, o que torna esta atividade no Senegal ainda mais preocupante é que toda a região é propensa à seca, assim, as pessoas nativas necessitam de uma alimentação baseada em peixes também. “Para compreender verdadeiramente o impacto potencial da farinha de peixe, devemos ter noção de quão importante os peixes são em um país como o Senegal” diz o Dr. Alessane Samba, cientista pesqueiro do Senegal. “Na aldeia que cresci comíamos carne somente duas vezes por ano, o resto dos dias comíamos apenas peixe,” revela. As indústrias de farinha de peixe no Senegal normalmente produzem apenas 200 kg de pó de farinha a partir de uma tonelada de peixe fresco. Esta proteína tinha como destino a mesa dos senegaleses, mas hoje alimentam peixes e outros animais de cultivo. Isto numa das regiões mais famintas do planeta.
(Fonte Independent - via http://observasc.net.br/)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

SEM MARES & MARÉS

Grandes animais do oceano estão se extinguindo como nunca antes na história do planeta. ANDREA IZZOTTI | EPV 

Oceanos estão enfrentando uma extinção em massa sem precedentes 

Desaparecimento das maiores espécies pode alterar os mares “por milhões de anos” 

Agora mesmo estamos decidindo, quase sem querer, quais caminhos evolutivos permanecerão abertos e quais serão fechados para sempre. Nenhuma outra criatura jamais havia feito isso, e será, infelizmente, nosso legado mais duradouro”. Elizabeth Kolbert definiu assim o papel que estão desempenhando os seres humanos em A Sexta Extinção, o livro que ganhou o Prêmio Pulitzer no ano passado. O título é bastante expressivo: nos quase 4 bilhões de anos de história da vida na Terra, ocorreram cinco megaextinções, momentos em que muitos dos seres vivos foram arrastados de repente para a desaparição por vários cataclismos. E agora, segundo todos os dados recolhidos pela ciência, a civilização humana está causando uma nova extinção em massa: somos como o meteorito que dizimou os dinossauros do planeta. 

Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e escolhendo as que deixarão de evoluir no futuro 
E as criaturas dos oceanos não vão conseguir se livrar. Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e, como dizia Kolbert, escolhendo os seres aquáticos que ao desaparecerem deixarão de evoluir no futuro. A este ritmo, os grandes animais que vão povoar os mares dentro de milhões de anos não serão descendentes de nossas baleias, tubarões e atuns porque estamos matando todos eles para sempre. E do mesmo modo que o desaparecimento dos dinossauros deixou um vazio que demorou eras para ser preenchida pelos mamíferos, não sabemos o que vai ser da vida nos oceanos depois de serem arrasados. 

“A eliminação seletiva dos maiores animais nos oceanos modernos, algo sem precedentes na história da vida animal, pode alterar os ecossistemas durante milhões de anos”, conclui um estudo apresentado nesta semana pela revistaScience. Liderado por pesquisadores de Stanford, o trabalho mostra como esta sexta extinção está acontecendo com os seres aquáticos de maior tamanho. Um padrão “sem precedentes” no registro das grandes extinções e que com muita segurança acontece por causa da pesca: hoje em dia, quanto maior o animal marinho, maior a probabilidade de se tornar extinto. 

O cálculo mais trágico compara essa extinção com o desaparecimento dos dinossauros, como explicado na Science 

Como explicou para Materia o principal autor do estudo, Jonathan Payne, o nível de perturbação ecológica causada por uma grande extinção depende da percentagem de espécies extintas e da seleção de grupos de espécies que são eliminados. “No caso dos oceanos modernos, a ameaça preferente pelos de maior tamanho poderia resultar em um evento de extinção com um grande impacto ecológico porque os grandes animais tendem a desempenhar um papel importante no ciclo de nutrientes e nas interações da rede alimentar”, disse Payne, referindo-se a que os danos afetariam em cascata todos os ecossistemas marinhos. 
Os cenários pessimistas preveem a extinção de 24% a 40% dos gêneros de vertebrados e moluscos marinhos; o cálculo mais trágico é comparável à extinção em massa do fim do Cretáceo, quando os dinossauros desapareceram, como explicado na revista Science. 
Para os pesquisadores, é por causa da nossa forma de consumirecossistemas: ocorreu com a extinção dos mamutes e acontece agora com a pesca 

O trabalho deste investigador da Universidade de Stanford e seu grupo foi analisar o padrão de desaparecimento de 2.500 espécies nos últimos milhões de anos. Até agora, o tamanho dos animais marinhos não tinha sido um fator determinante nos cataclismos anteriores, mas nos nossos dias existe uma notável correlação. Para os pesquisadores, é evidente que isso acontece por causa da forma de consumir ecossistemas própria dos seres humanos. Foi o que aconteceu com a extinção dos mamutes e agora acontece com a pesca: cada vez que entramos em um ecossistema primeiro acabamos com os pedaços maiores e à medida que os recursos ficam mais escassos vamos esgotando o resto dos recursos menores. 
Os pesquisadores alertam que a eliminação desses animais no topo da cadeia alimentar poderia perturbar o resto da ecologia dos oceanos de forma significativa por, potencialmente, os próximos milhões de anos. “Sem uma mudança dramática na direção atual da gestão dos mares, nossa análise sugere que os oceanos vão sofrer uma extinção em massa de intensidade suficiente e seletividade ecológica para ser incluída entre as grandes extinções”, diz o estudo. 
Este paleobiólogo defende que a visão positiva de sua descoberta é que as espécies ameaçadas ainda podem ser salvas da extinção com políticas de gestão eficientes e, a longo prazo, abordando os impactos do aquecimento global e da acidificação dos oceanos. “Podemos evitar esse caminho; com uma gestão adequada, seria possível salvar muitas dessas espécies da extinção”, afirma Payne 

domingo, 18 de setembro de 2016

MAR DE POETA



OLHARES...




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HAVER BALEIAS

Foto: Paulo Flores / Divulgação

Justiça libera turismo embarcado de baleias no litoral catarinense

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável pelos processos no Sul do Brasil, liberou o turismo embarcado debaleias do litoral catarinense. O desembargador federal Fernando Quadros da Silva havia decidido em 30 de agosto deste ano pela suspensão do serviço, porém mudou a decisão nesta sexta-feira ao ter conhecimento da homologação do plano de fiscalização. O plano foi proposto pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e já foi homologado em primeira instância. 

O desembargador defendeu que o plano atende de forma adequada às determinações da 1ª Vara Federal de Laguna:


— O plano em princípio cumpre com as determinações da sentença proferida, podendo ser revisto conforme as normas e procedimentos, inclusive os expedidos pela Marinha do Brasil, partir dos processos continuados de monitoramento, bem como do diálogo com o Conselho Gestor da APABF, pesquisadores, gestores públicos, centros de pesquisa, universidades e operadores de turismo embarcado.


O turismo embarcado de observação de baleias está suspenso em Santa Catarina desde maio de 2013, por ação do Instituto Sea Shepherd Brasil que apontou irregularidades, riscos aos turistas e molestamento dos animais. Nesta sexta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou o recurso do Instituto Sea Shepherd Brasil que pedia a suspensão do turismo de observação de baleias em embarcação. Ainda cabe recurso do Instituto. 


Impasse começou há quatro anos
2012
> O Instituto Sea Shepherd protocolou denúncia contra o turismo embarcado de observação de baleias. A juíza responsável pelo caso, Daniela Tocchetto Cavalheiro, entendeu que existiam falhas de gestão e proibiu esse tipo de turismo em Garopaba, Imbituba e Laguna. Para reverter a decisão foi exigido estudo de impacto ambiental. O ICMBio, responsável pela proteção da baleia-franca, declarou que o levantamento levaria pelo menos quatro anos.

2013
> A APA tentou reverter a decisão, mas a medida foi analisada duas vezes no Tribunal Regional Federal (TRF) e a decisão de suspensão foi mantida.

2014
> Em maio, a primeira audiência de conciliação reuniu ICMBio, Marinha do Brasil, Polícia Ambiental, Sea Shepherd e Ministério Público.

2015
> Em dezembro, o juiz Rafael Selau Carmona, da 1ª Vara Federal de Laguna, sentenciou que o turismo poderia ser retomado mediante a elaboração e implementação de plano de fiscalização que contemple a inspeção in loco e ostensiva das atividades nas embarcações durante as saídas.

2016
>Em maio, o ICMBio concluiu o Plano de Normatização, Fiscalização e Controle da Atividade de Turismo Embarcado de Baleias (Tobe). O material foi analisado pelas operadoras de turismo, prefeituras, órgãos ambientais e demais envolvidos e protocolado em Porto Alegre no dia 17/5 e em Laguna no dia 24.
> No dia 21 de junho, o Sea Shepherd protocolou pontos de discordância sobre partes do plano apresentado. O ICMBio então fez novas adequações e protocolou novo parecer sobre a proposta, em que mais uma vez se manifesta contra a liberação.

> No dia 8 de agosto, o Ministério Público Federal deu parecer sobre o caso atrelando a realização do turismo embarcado ao rigoroso cumprimento das regras apresentadas no Plano de Fiscalização.
> No dia 9 de agosto, o juiz Rafael Selau Carmona, da 1º Vara Federal de Laguna, aprova o Plano de Fiscalização e liberação do Turismo Embarcado de Observação de Baleias.
> No dia 30 de agosto, o Tribunal Federal Regional, em Porto Alegre, julga as apelações do processo de dezembro de 2015 e mantém a decisão daquela data pela suspensão do turismo embarcado de observação de baleias.
> No dia 16 de setembro, o Tribunal Regional Federal nega o recurso do Instituto Sea Shepherd Brasil que pedia a suspensão do turismo de observação de baleias em embarcação.

(Do www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

MAR DE ILHAS

Lendas,verdades e histórias da Ilha do Campeche!

QUER MUDAR O NOME DO BARCO? CUIDADO!

Este O'Day23 foi fotografado na Marina do Lessa.
Depois andou uns tempos pelo Iate Clube Guaíba,
em Porto Alegre. 

Cerimônia para Mudar o Nome do Seu Barco
Nem os mais céticos navegantes atrevem-se a trocar o nome de seus barcos.
Saiba o porquê e, mais importante, saiba como trocar "de maneira segura".

Todo mundo sabe que mudar o nome de um barco dá um azar danado e fará você querer esquecer tudo que diz respeito a náutica em geral. Mas e quando você, após meses de procura, encontra o seu sonho em forma de barco batizado com um nome insuportável para as suas convicções ou que será motivo de risos ao pronunciá-lo no rádio; ou pior ainda, com o mesmo nome da sua ex-mulher, com a qual a sua atual desconfia que você "anda tendo um caso"?

Mudar o nome de um barco deve ser encarado como um processo doloroso. Desde os tempos antigos, os navegantes sabem que existem "barcos azarados" e, entre esses, os mais azarados são os que desafiaram os deuses e trocaram de nome.

De acordo com a lenda, todo barco é "inscrito" pelo nome no Livro das Profundezas, uma espécie de registro de nascimento, e é conhecido pessoalmente por Poseidon e Netuno, os deuses do mar. É natural portanto que, se queremos mudar o nome de um barco a primeira coisa que deveremos fazer é excluí-lo do Livro das Profundezas e da memória de Poseidon. Este é um processo trabalhoso que começa pela remoção de qualquer traço do antigo nome. Isto é essencial é deve ser conduzido escrupulosamente.

No processo de remoção do nome, é aceitável que se use algum tipo de tinta corretora, muito usada nas máquinas de escrever de antigamente, para apagar o antigo nome dos livros de bordo e outros registros escritos. É recomendável, no entanto, a simples eliminação dos livros e papéis que contenham o nome antigo. Não se esqueça das bóias e do nome gravado no costado. Em nenhuma hipótese carregue a bordo qualquer coisa que exiba o novo nome até que todo o processo de purificação esteja terminado.

Quando você estiver certo de ter eliminado todos os vestígios do nome antigo, prepare uma chapa de metal com o antigo nome escrito com caneta hidrocor (tinta solúvel em água). Você irá necessitar também de uma garrafa de champagne de boa qualidade. Como se trata de uma ocasião solene, convide seus amigos para servirem de testemunhas.

Comece o ritual invocando o nome do soberano das profundezas como a seguir:

"Oh poderoso soberano dos mares e oceanos, a quem todos os barcos e nós que nos aventuramos em seus vastos domínios somos obrigados a prestar homenagens, lhe imploramos na sua imensa graça que elimine definitivamente de seus registros o nome (insira aqui o antigo nome do barco) o qual deixou de ser uma entidade em seus domínios. Como prova disso, nós submetemos esta chapa que o ostenta para ser corroída por seus poderes e, para sempre, banida dos mares (Nesse momento, jogue a chapa com o nome antigo no mar, pela proa do barco). Em agradecimento por sua generosidade, nós oferecemos este brinde a sua majestade e a sua corte (derrame pelo menos metade da garrafa de champagne no mar, observando o sentido de leste para oeste; o restante pode ser oferecido aos amigos que serviram de testemunhas)"

É usual que a cerimônia de batismo do novo nome seja executada imediatamente após o ato de purificação. Pode, no entanto, ser executada a qualquer tempo após esta cerimônia. Para o batismo, você irá necessitar mais champagne. Na verdade muito mais por que você terá mais alguns deuses para agradar.

Continue o batismo clamando por Poseidon como a seguir:

"Oh poderoso soberano dos mares e oceanos, a quem todos os barcos e nós que nos aventuramos em seus vastos domínios somos obrigados a prestar homenagens, lhe imploramos na sua imensa graça que registre nos seus livros esse valoroso barco, daqui em diante e para sempre chamado (insira o novo nome), guardando-o nos seus poderosos braços e tridente e garantindo sua segurança e breves singraduras através do seu reino. Em agradecimento por sua generosidade e grandeza, nós oferecemos este brinde a sua majestade e a sua corte (Nesse momento, derrame o conteúdo da garrafa de champagne menos uma taça para o capitão e uma taça para sua companheira, no mar, observando o sentido de oeste para leste)"

O próximo passo na cerimônia é para acalmar os deuses dos ventos. Isto lhe garantirá ventos favoráveis e mares calmos. Como os quatro ventos são irmãos, é razoável invocá-los ao mesmo tempo sem deixar de citá-los pelo nome.

Proceda conforme abaixo:

"Oh poderoso soberano dos ventos, sob cujo poder os nossos barcos atravessam indefesos a superfície dos mares, nós lhe imploramos que permita a este valoroso barco (insira o novo nome) os benefícios da sua generosidade, garantindo ventos de acordo com as nossas necessidades".

Olhando para o norte, derrame uma generosa porção de champagne em uma taça apropriada e, apontando para o norte declame: Oh Grande Boreas, soberano do vento norte, conceda-nos permissão para usar seus enormes poderes nas nossas singraduras, nunca nos submetendo ao açoite de seu sopro gelado (N.T.: aqui obviamente, o autor se refere ao vento norte gelado do hemisfério norte. Nós, no hemisfério sul, deveremos trocar os dizeres finais pelos do vento sul)

Olhando para o oeste, derrame a mesma generosa porção de champagne em uma taça apropriada e, apontando para o oeste declame: Oh Grande Zephyrus, soberano do vento oeste, conceda-nos permissão para usar seus enormes poderes nas nossas singraduras, nunca nos submetendo ao açoite de seu sopro selvagem

Olhando para o leste, derrame a mesma generosa porção de champagne em uma taça apropriada e, apontando para o leste declame: Oh Grande Eurus, soberano do vento leste, conceda-nos permissão para usar seus enormes poderes nas nossas singraduras, nunca nos submetendo ao açoite de seu sopro poderoso

Olhando para o sul, derrame a mesma generosa porção de champagne em uma taça apropriada e, apontando para o sul declame: Oh Grande Notus, soberano do vento sul, conceda-nos permissão para usar seus enormes poderes nas nossas singraduras, nunca nos submetendo ao açoite de seu sopro escaldante (N.T.: aqui obviamente, o autor se refere ao vento sul quente do hemisfério norte. Nós, no hemisfério sul, deveremos trocar os dizeres finais pelos do vento norte)

Use o restante da champagne para iniciar a celebração em honra da ocasião. Uma vez encerrada a cerimônia, você poderá trazer para bordo todos os itens que contenham o novo nome do barco. Se você tiver que pintar o novo nome no casco antes da cerimônia, assegure-se que este somente seja descoberto/revelado depois de encerrado o procedimento.

*Este artigo foi originalmente publicado em inglês, em boatsafe.com. Catado na Internet pelo Comandante Roberto Gruner, Pretexto/CDJ,
sua publicação no popa.com.br foi autorizada pelo tradutor do artigo, João Carlos, Yahgan, do veleiro.net, em maio/2004.

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Do artista japonês Katsushika Hokussai - 1760/1849