domingo, 24 de setembro de 2017

CORRENDO O RISCO, TRAÇANDO O MAR...

 Andrea Ramos
Mergulhe mais fundo no www.dedeiailustradora.blogspot.com.br

MOQUECA BAIANA

Foto Divulgação
Redimento: 4 pessoas
Tempo: 50 minutos
Fácil
INGREDIENTES
1 kg de peixe (cambucu ou cação) em postas grossas
1 limão
Sal a gosto
2 dentes de alho amassados
Pimenta-do-reino moída na hora a gosto
3 de tomates maduros picados
1 cebola grande cortada em cubos
½ pimentão verde, cortado em cubos
½ pimentão vermelho cortado em cubos
½ pimentão amarelo cortado em cubos
3 ramos de coentro
3 colheres de sopa de azeite de dendê
6 colheres de sopa de azeite extravirgem
200 ml de leite de coco e a mesma medida de água
Camarões miúdos ou camarões secos (opcional)
PREPARO
Tempere as postas de peixe com suco do limão, sal e a pimenta-do-reino. Reserve.
Numa panela grande, coloque o azeite de oliva, a cebola o alho amassado e deixe fritar bem.
Em seguida, coloque os tomates picados (com semente e tudo), os pimentões cortado em cubos e, se gostar, mais um pouco de pimenta-do-reino.
Coloque as postas de peixe ajeitando com cuidado.
Coloque o leite de coco.
Em seguida, o azeite de dendê, o coentro e a mesma medida da garrafa que veio o leite de coco com água.
Tampe a panela.
Deixe em fogo alto até levantar fervura.
Depois, baixe o fogo e deixe cozinhar por 15 minutos.

Dica do chef: O ideal é preparar em panelas de barro, mas, se não tiver, pode fazer na penela que tiver em casa. Recomendo que seja pelo menor e menos funda. Sirva com arroz branco e um pirão.

CAMINHOS...


Foto e olhar da Jovita Santos

VOCÊS VERÃO!

Fonte: Shutterstock

Mesmo sem El Niño, 2017 poderá ser o segundo ano mais quente da história

por Redação 


A Agência Americana de Oceanos e Atmosfera, a NOAA, acaba de divulgar os dados sobre a temperatura do mês passado: terceiro agosto mais quente da história, superado apenas pelos dois últimos anos. O trimestre que inclui junho, julho e agosto segue a mesma tendência: terceira maior média da série histórica, menor apenas que 2015 e 2016. Nesse ritmo de aquecimento, segundo a NOAA, 2017 pode vir a ser o segundo ano mais quente da história, mesmo sem a presença de fenômenos climáticos como o El Niño.

Em números absolutos, a temperatura global da superfície da Terra e do oceano foi 0,83°C acima da média do século XX, de 15,6°C; e atrás apenas de 2016 (0,9°C) e 2015 (0,88°C). Se isolarmos apenas a temperatura da superfície da Terra, o ganho foi de 1,17°C em relação à média do século XX, de 13,8°C; o que significa a segunda maior temperatura global de um agosto desde que os registros começaram em 1880, superada apenas por agosto do ano passado.

Regionalmente, cinco dos seis continentes tiveram aumento da temperatura em agosto, com a África liderando o ranking, registrando a segunda maior temperatura para agosto desde 1910 e a América do Sul, a Ásia e a Europa registrando o terceiro agosto mais quente. A NOAA também monitorou a camada de gelo no mar do Ártico, 24,3% abaixo da média de 1981-2010 para o mês de agosto.

Furacões como o Irma, que atingiu o Caribe e a costa leste dos EUA, podem se tornar ainda mais intensos com o aumento da temperatura na superfície dos oceanos. Nos próximos dias, o furacão Maria, segunda grande tempestade a atingir o Caribe apenas neste mês, deve acrescentar novos estragos às Ilhas Virgens e a Porto Rico.

( Do https://www.climatempo.com.br)

LINHA D'ÁGUA

Foto Fernando Alexandre

DE FARÓIS E FAROLEIROS!

Foto JEAN GUICHARD
História da foto de farol mais famosa do mundo

Fui tropeçar sem querer na história dessa imagem na ilha francesa de Ouessant

Como essa foto foi feita? O faroleiro morreu arrastado pela onda? Eu me fiz essas perguntas na primeira vez em que vi essa impactante imagem em tamanho gigante em um cartaz não sei em qual lugar. Depois voltei a vê-la centenas de vezes em centenas de lugares diferentes, da mesma forma que certamente vocês a viram: é um dos postais mais vendidos em lojas de decoração e lembranças.

E olhe onde fui tropeçar sem querer na história dessa foto e a do faroleiro que a protagoniza, na ilha francesa de Ouessant, no Finisterre da Bretanha.

O farol se chama La Jument e é uma das lanternas de mar mais espetaculares da costa francesa. Está a dois quilômetros da ilha de Ouessant e foi construído entre 1904 e 1911 para sinalizar perigosíssimos escolhos que produziram inumeráveis naufrágios.

A história da foto se passa em 21 de dezembro de 1989. O fotógrafo francês especializado em imagens de faróis Jean Guichard sobrevoava de helicóptero La Jument em um dia de forte temporal buscando a foto perfeita das gigantescas ondas do Atlântico golpeando a estrutura do farol. Dentro, o faroleiro Theophile Malgorn, que na época tinha por volta de 30 anos, escutou as repetidas passagens do helicóptero e pensou que algo anormal estaria acontecendo; talvez o piloto estivesse tentando contatá-lo para avisar de algum naufrágio ou acidente. E em uma ação disparatada abriu a porta para ver o que estava acontecendo.

A ação completa durou apenas alguns segundos. Guichard viu aquele homem na porta e seu instinto de fotógrafo lhe disse que ali estava a composição perfeita: o homem e a força da natureza. Começou a disparar repetidamente sua câmera quase no momento em que uma nova onda gigante começava a abraçar com toneladas de água enraivecida a estrutura do farol. Nesse mesmo instante, o faroleiro Malgorn – na soleira da porta – escutou um trovejar seco, como um estampido brutal (o impacto da onda contra a frente do farol) e soube que havia cometido um tremendo erro. Tão rápido como abriu voltou a fechar a porta, um milésimo de segundo antes que a onda acabasse com ele. Estava vivo por um milagre. Nove imagens ficaram impressas no filme de Guichard – as que o motor da câmera lhe deu tempo de disparar – que o tornariam famoso para toda a vida e com as quais em 1990 obteria o segundo lugar no World Press Photo (o primeiro foi para a célebre foto de um manifestante chinês parando sozinho uma coluna de tanques na praça Tianammen).

O faroleiro Theophile Malgorn continua vivo na ilha de Ouessant e não quer que ninguém volte a lhe perguntar sobre a maldita foto. Pessoas próximas a ele me contam que ficou muito irritado naquele momento pois o colocaram em perigo mortal de maneira irresponsável e além disso por um motivo comercial; ele saiu para ver o que estava acontecendo por profissionalismo e quase perdeu a vida. Mas pouco tempo depois Guichard o visitou em sua casa, lhe presenteou com uma foto autografada daquele “momento decisivo” –como diria Cartier Bresson – e ficaram muito amigos.

O último faroleiro abandonou La Jument em 26 de julho de 1991. Desde então é um farol automático. Theophile agora é controlador do farol de Creac´h, também em Ouessant. Os moradores costumam vê-lo passar com seus cachorros pelo caminho que segue a costa da ilha, com o olhar perdido no mar bravio que choca-se contra essas escarpas, observando a silhueta escura dos faróis nos quais quando jovem passou longos tempos de solidão em um quarto úmido e escuro.

Os faroleiros são (ou eram) pessoas muito especiais. Seres solitários e de poucas palavras, artistas com todo o tempo do mundo para escrever, pintar ou esculpir. Filósofos de uma vida que poucos foram capazes de suportar.

Por isso eles têm dificuldade em adaptar-se a uma vida sedentária, controlando um farol sentados diante de um computador em uma sala asséptica com calefação depois de terem sido os últimos românticos do mar; filósofos solitários que a cada noite acendiam luzes com as quais salvavam vidas de navegantes anônimos que nunca os conheceriam ou teriam ocasião de agradecer-lhes. Como Theophile Malgorn.

(Do http://brasil.elpais.com/brasil/)

sábado, 23 de setembro de 2017

MANÉ-CAIS

Foto Alcides Dutra
Bucicas no cio
lua cheia reinando
no meio da minha cozinha
(Fernando Alexandre)

É TEMPO DE MARISCOS


Foto sem crédito 
Lambendo os Beiços..
O delicioso Lambe-lambe!

Ingredientes

1 quilo de mariscos na concha
200 gramas de arroz
1 cebola ralada
1 colher (sopa) de sal
1 colher (sopa) de colorau
Orégano, alfavaca ou manjericão, cebolinha e salsa.

Modo de preparo

- Ralar a cebola, picar os temperos em pequenos pedaços e refogar tudo.
- Limpar os mariscos na concha, raspando e escovando as impurezas da casca. Eles devem estar bem limpos, pois serão cozidos com a concha.
- Juntar ao refogado o arroz já lavado e os mariscos.
- Misturar tudo, acrescentar dois copos de água e deixar cozinhando de 15 a 20 minutos.
- Sirva o prato acompanhado com salada de alface.

Dicas

- Ao comprar marisco fresco, certifique-se que está vivo.
- Se os mariscos estiverem com as conchas abertas, dê um leve toque. Se a concha não fechar, rejeite.
- Ao comprar marisco congelado, verifique se não apresenta sinais de queimaduras pelo frio e se não tem um odor desagradável.
- Não congele marisco que já tenha sido descongelado.
- Descongele o marisco no frigorífico, nunca em temperatura ambiente.
- Mantenha o marisco sempre frio. Utilize um saco isotérmico para transportar o marisco da loja para casa.

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DE BALEIAS

Gravura de Pieter Bruegel - 1556


Foto Fernando Alexandre
"Peixe fresco, come-o cedo"
(Ditado praieiro)

A BRUXA DO SAQUINHO!

Desenho de Franklin Cascaes
"O Senhor Rosalino Oliveira gostava muito de contar estórias de assombrações e outras. Certa ocasião, estávamos sentados na linda praia de Pântano Sul, Ilha de Santa Catarina, quando ele se lembrou dessa estória...
... Meus pais contavam que no (praia) Saquinho existiu um casal que ganhou como presente do trabalho sexual oito filhas, sem nenhum varão entremeado. Depois do nascimento da sexta filha, nasceram duas gêmeas. O casal ficou muito preocupado com a dádiva lá de riba do alto, isso porque sabiam de antemão que, ao nascer a sétima filha de um casal de gente de argila humana, a mais velha tem obrigação espiritual de batizar a mais moça, para afugentar o triste fado bruxólico que ela recebe naturalmente ao nascer neste mundo de Nosso Senhor, como também os pais devem aplicar-lhe o nome de Benta. Meio confusos e apavorados com a presença do caso bruxólico natural que sabiam envolver suas duas filhas, a sétima e a oitava, gêmeas, resolveram consurtar a sinhá Candinha Miringa, velha e tradicional médica benzedeira e curandeira lá das bandas do Sertão do Peri, mó de tomar conselhos e ouvir suas sábias e firmes palavras com relação às coisas do mundo dos deuses ocultos. - Sim, sinhá Candinha, - falou seu Manoel Braseiro, o pai das gêmeas, - eu confio muito na senhora e sempre ouvi falar que o seu saber espiritual com relação às coisas do outro mundo é verdadeiro e consolador(...)

(Fragmento de Bruxas Gêmeas, conto de Franklin Cascaes em "O Fantástico na Ilha de Santa Catarina" - Volume II - Editora da UFSC - 1992.)

DO ATLÃNTICO AO PACÍFICO

Ilustração do livro Caminho do Peabiru, de Rosana Bond.
O Caminho de Peabiru era uma “estrada” milenar, transcontinental que ligava o oceano Atlântico ao Pacífico, atravessando a América do Sul, unindo quatro países. No Brasil, passava por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e depois seguia para Paraguai, Bolívia e Peru, cortando mata, rios, cataratas, pântanos e cordilheiras. A verdadeira história do Peabiru, segundo estudiosos ainda é um mistério, uma das teorias mais aceitas é que o caminho é a menor e melhor rota entre os oceanos Atlântico e Pacífico, tendo um importante papel no intercâmbio cultural e na troca de produtos entres as nações indígenas. Dizem ainda que foi aberto pelos guaranis em busca constante de uma mitológica "Terra sem Mal", aconselhados pelos seus deuses - base da religião guarani. Esse território mágico seria a morada dos ancestrais, descrito como o lugar onde as roças cresciam sem serem plantadas e onde a morte era desconhecida.
Existem mais duas hipóteses para a criação do Peabiru: a de São Tomé e/ou Pay Sumé, apóstolo de Cristo, e a da civilização Inca.
Segundo a escritora Rosana Bond, autora do livro “O Caminho de Peabiru” o caminho possui grande importância histórica, pois entre outras coisas serviu para as andanças e até grandes migrações de povos indígenas e, mais tarde, para a descoberta de riquezas, criação de missões religiosas, comércio, fundação de povoados e cidades.
Saiba sobre o lançamento no www.sambaquinarede.blogspot.com

A NOITE SENDO...

Foto Fernando Alexandre

Tarde Indo...

LÁ NO FUNDO...


UMA ILHA DE VIDA CERCADA DE MORTE POR TODOS OS LADOS

A Ilha Moleques do Sul é um ponto estratégico de importância global, na distribuição dos peixes. Grande parte das espécies tropicais tem nestas ilhas o seu limite austral de distribuição geográfica e se fosse preservada, seria um dos tesouros do mundo submarino. Mas infelizmente não é.
Quando algum peixinho aparece por aqui é logo destruído, Os animais são mortos por qualquer razão, não só para servir de alimento. Uns são mortos por serem feios, outros por serem bonitos. Há relatos de "pessoas" que mataram um peixe destes (foto), apenas para mostrar aos familiares em casa como é magnífico. Há também pessoas que pescavam só os peixes maiores, pescavam, porque eles praticamente não existem mais.
Precisamos proteger mais e melhor o nosso maior tesouro: a biodiversidade. A ilha Moleques do Sul é um marco na distribuição desta riqueza.

Vários peixes da família Labridae aparecem por aqui. Estão entre os mais belos e coloridos frequentadores das ilhas brasileiras.
Ilha Moleques do Sul - Florianópolis - SC.
Para ver mais é só curtir a página do Instituto Larus.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

POEMA FORA DE HORA


mar de outono
vigia bashô vê
lágrima no olho da tainha
(Fernando Alexandre)

NA PRAIA...

 Venice Beach - .1924 

VOAR - TAMBÉM - É COM OS PÁSSAROS

Foto Andrea Ramos

TIROTEIO NO MAR

O ecologista marinho Enric Sala, no Lago das Medusas, em Palau NATIONAL GEOGRAPHIC

“As águas internacionais são o Velho Oeste”

Ecologista marinho denuncia a expansão “predadora” da China pelos oceanos do mundo

Viña del Mar (Chile)

Há algumas semanas, um navio cargueiro chinês, com 300.000 quilos de atum e tubarão a bordo, foi capturado pelas autoridades equatorianas na reserva marinha de Galápagos, um dos tesouros naturais do planeta. O navio asiático recebeu sua carga ilegalmente em águas internacionais, proveniente de outros quatro barcos pesqueiros chineses. Um ano antes, um barco da guarda costeira argentina disparou e afundou outro navio chinêsque fugia depois de capturar ilegalmente populações de lulas em águas do país sul-americano. “É o Velho Oeste”, resume o ecologista marinho Enric Sala, diretor executivo da Pristine Seas, um projeto da National Geographic para proteger os lugares ainda imaculados dos oceanos.

Sala, nascido em Girona em 1968, alerta sobre a expansão “predadora” da China, da qual foi testemunha no mundo todo. O pesquisador e sua equipe estudaram 23 paraísos marinhos desde 2008 e fizeram pressão política para protegê-los. Assim como mergulha com os tubarões, Sala veste gravata para se fechar em escritórios com presidentes e primeiros-ministros. “No total, 15 dos lugares que pesquisamos já estão protegidos. São cinco milhões de quilômetros quadrados, dez vezes o tamanho da Espanha”, explica em uma entrevista durante o Congresso Internacional de Áreas Marinhas Protegidas IMPAC4, realizado em Viña del Mar (Chile).
 O explorador Enric Sala NATIONAL GEOGRAPHIC


Pergunta. É comum caçar barcos pesqueiros piratas dentro de reservas marinhas?

Resposta. Cada vez mais comum. Ainda é raro, mas é cada vez mais comum, porque a tecnologia via satélite é relativamente barata e permite fazer vigilância remota. Depois, é preciso sair para capturá-los, claro. Em águas internacionais é outra história. Ali é o Velho Oeste. A ONU já começou um processo para criar um instrumento legal com o qual pode criar áreas protegidas e controlar um pouco mais isso. Atualmente, em águas internacionais, a única regulamentação que existe, o único controle, são as organizações regionais de regulamentação da pesca, como as comissões do atum. Mas essas comissões são altamente corruptas. As decisões sobre quanto se pesca, apesar das recomendações dos cientistas, são totalmente políticas.

P. Quando o sr. diz que são corruptas, é uma opinião ou houve condenações?

R. A definição de corrupto implica que tenham sido condenados? Sim, há muita corrupção na pesca do atum e há um mercado negro. Poucos são condenados e presos, mas é uma área muito corrupta.


“A China dá de presente pontes ou estádios de futebol a alguns países pobres em troca do acesso à pesca”


R. A sigla em inglês é ICCAT, de International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas. A piada diz que é International Conspiracy to Catch All Tuna [Conspiração Internacional para Capturar todos os Atuns]. O Japão compra 80% do atum vermelho. Japão e China são conhecidos por presentear países — com pontes, estádios de futebol, portos — em troca do acesso a recursos naturais, incluindo a pesca.

P. Menos de 1% das águas internacionais estão protegidas atualmente. Quem impede que sejam protegidas?

R. Não há um instrumento legal para a criação de áreas protegidas em águas internacionais. Nos dias de hoje, se quiséssemos proteger as águas internacionais aqui, em frente ao litoral do Chile, quem decide isso? Quantos países são necessários? Não está claro. As comissões de atum podem concordar que em uma região não se pesque atum, mas não podem decidir nada sobre a pesca de lula ou de arrastão ou sobre a mineração no fundo. Há muita concorrência, entre diferentes organizações, e hoje não há clareza quanto a quem protege.

P. As negociações para um tratado mundial sobre a mudança climática, por exemplo, começaram em 1990. Por que as Nações Unidas não se preocuparam antes com as águas internacionais? Quem se opõe?


“China, Taiwan, Coreia do Sul, Japão e Espanha capturam três quartos de toda a pesca feita em águas internacionais”

R. Cinco países capturam três quartos de toda a pesca feita em águas internacionais: China, Taiwan, Coreia do Sul, Japão e Espanha. Dez países tiram 90%. Também temos outros países, como a Rússia, que pescam com anzol e rede em águas internacionais. A França também usa arrastão. É muito possível que esses países tenham se oposto a fazer algo até agora. Esses cinco ou dez países têm o monopólio da pesca em águas internacionais e não querem perdê-lo. Publicamos um estudo há alguns anos no qual demonstramos que, se a pesca fosse fechada em todas as águas internacionais, todos os peixes que seriam produzidos a mais e que migrariam para as regiões econômicas exclusivas dos países beneficiariam muito mais países. Apenas alguns têm frotas de longa distância. E essas frotas pescam peixes que não entrarão nas águas dos países pobres.

P. O sr. vincula o esgotamento da pesca na África com as migrações de africanos para a Europa.

R. Agora há muitos outros fatores, como a mudança climática, que gera secas. A migração é uma combinação de superexploração de recursos e situação política. E além disso há a mudança climática, que amplia tudo.

P. Periodicamente surgem notícias sobre pescadores espanhóis próximos ao litoral da Somália. O que fazem ali?

R. Em princípio, sempre suspeito de que haja algo obscuro na frota espanhola de longa distância. Sobretudo em países africanos, onde os recursos são explorados. As perdas sofridas pelos países do oeste da África com a superexploracao por parte dos países asiáticos e da UE são enormes. São recursos que não ficam ali, mas vão para os países ricos. Além disso, os acordos de pesca são um assalto. Por quantidades pífias, os países ricos estão superexplorando os recursos dos países pobres.


“Os acordos de pesca são um assalto dos países ricos aos países pobres”

P. Há espécies marinhas que o sr. não come. Quais são?

R. Não como atum. Nem camarões. No caso do atum, porque a maior parte das espécies são superexploradas e também contêm muito mercúrio, porque estão no alto da cadeia alimentar. Antes havia espécies criadas fantásticas, como os mexilhões: filtram a água do mar, limpam, capturam CO2 em suas conchas. Mas agora há outro problema: os mexilhões filtram os microplásticos existentes na água. Um terço dos peixes pescados no sul da Inglaterra comeu plástico. O mar é uma sopa de plástico. As pessoas falam de ilhas de plástico, mas ilhas não existem. Há regiões com muito plástico, mas não ilhas. O que há é microplástico em todo o mar. Nós coletamos amostras de água do Ártico russo e Canadá até ilhas no meio do Pacífico, a milhares de quilômetros da civilização. E em 75% das amostras encontramos microplásticos.

P. Por que o sr. não come camarões?

R. Devido a seu alto custo ecológico. Os camarões são resultados da pesca de arrastão, que destroça o fundo do mar com toda a vida que existe ali. É como cortar um bosque velho para comer os passarinhos que há no bosque. Ou são de criadouro, mas normalmente os camarões criados comidos nos países ricos vêm do Sudeste Asiático. Ali o que fazem é cortar a vegetação dos mangues para criar lagoas onde se colocam os camarões. Cortar um mangue significa cortar um dos drenos de CO2 mais importantes. Além disso, protegem o litoral contra o efeito de tempestades e tsunamis. No tsunami do Sudeste Asiático, morreu mais gente onde havia menos mangues. Eles são criadouros de peixes pequenos que podem ser pescados em outros lugares. Nas lagoas, colocam os filhotes de camarões e, para evitar que as larvas de mosquito os comam, jogam uma camada de diesel para que os mosquitos não botem ovos na água. Depois jogam pesticidas para que não cresçam algas. Quando os camarões estão grandes, esvaziam a lagoa e os camarões ficam impregnados de toda essa sujeira.


“Os camarões são produto da pesca de arrastão: é como cortar um bosque velho para comer os passarinhos”

P. Onde isso acontece?

R. Na Tailândia, no Vietnã...

P. Esses camarões não passam pela vigilância sanitária?

R. Isso não sei. Em alguns casos, acrescenta-se corantes para terem um tom mais laranjinha. E depois de cinco anos, as lagoas ficam tão salobras que os produtores vão cortar mangues em outro lugar. Por isso não como camarões.

P. O sr. fala em neocolonialismo nos oceanos. Onde as potências pescam?

R. Barcos europeus, incluindo espanhóis, estão pescando na África, em condições muito desfavoráveis para a população local. A China é o grande exemplo. Sua frota de longa distância é enorme e está pescando em todo o mundo. O barco capturado em Galápagos é um exemplo, mas foram pegos barcos chineses no Gabão, no oeste da África, pescando ilegalmente, inclusive em áreas protegidas. A China está tentando capturar a maior parte dos recursos naturais em qualquer lugar do mundo, não só peixes, mas também madeira, petróleo... Em todo lugar. A China está se expandindo de forma diplomática, publicamente, mas também de forma predadora na verdade. Tem uma grande sede de recursos.

P. Apenas um terço das áreas marinhas protegidas geridas pelo Governo espanhol contam com um plano de gestão, então dois terços não têm proteção efetiva diante da pesca ou do turismo. No entanto, o governo se gaba de que 8% das águas espanholas estão protegidas.


“O Governo espanhol mente quando diz que tem 8% das águas protegidas”

R. Isso é mentira. A Espanha tem menos de 1% das águas em regiões protegidas de verdade, como as ilhas Columbretes ou as ilhas Medas, que são reservas integrais. A Espanha criou grandes regiões com a Rede Natura 2000 para proteger espécies ou ecossistemas. Mas onde estão as regulamentações que fazem com que esses lugares sejam diferentes do dia antes em que foram declarados protegidos? Há uma região enorme no delta do Ebro para proteger a gaivota de Audoin. O que não se permite fazer? O que mudou ali para proteger a gaivota? As regiões do Natura 2000 não são necessariamente protegidas. São um rótulo para dizer que as regiões de alto interesse para determinadas espécies, mas não são áreas protegidas. As reservas das Medas, Tabarca, Columbretes, Cabrera... essas são regiões protegidas. O Governo espanhol mente quando diz que tem 8% das águas protegidas. Chamar de área protegida uma área em que se permite a pesca é como chamar de floresta preservada uma concessão madeireira.

P. No ano passado, uma juíza mandou para a cadeia seis membros da família de armadores de La Coruña Vidal Pego, por suposta pesca ilegal de merluza negra durante anos em águas antárticas. E eles tinham recebido milhões em subvenções à pesca. Quão comum é isso?

R. É muito comum. Há um projeto na internet, Fish Subsidy [Subsídios à Pesca], no qual figuram barcos espanhóis. A última vez que o vi a Espanha tinha metade dos subsídios de pesca da UE. Lembro do caso de um barco para o qual deram centenas de milhares de euros para desmontá-lo. Poucas semanas depois, lhe deram outra subvenção para aumentar a potência dos motores. Para o mesmo barco. Também há muita corrupção para a obtenção de subsídios. Nos departamentos de Pesca de muitos países a corrupção é institucionalizada. Há poucos países em que os departamentos de Pesca sejam limpos e não mancomunados com a indústria. Muito poucos.

P. Que países são um modelo no assunto das áreas marinhas protegidas?

R. O Chile é um dos líderes mundiais. Antes que a presidenta Michelle Bachelet vá embora, terá mais de um milhão de quilômetros quadrados totalmente protegidos, sem incluir a reserva de Rapa Nui, que é parcialmente protegida. Isso representa 30% da região econômica exclusiva do Chile. 30%! E o Chile é um país pesqueiro. Seus líderes têm entendido que o futuro da pesca passa por proteger para que haja mais. Os Estados Unidos têm uma gestão da pesca, baseada na ciência, das melhores. Conseguiu na última década recuperar muitas espécies que estavam ameaçadas.

P. Esses avanços podem ser revertidos sob o mandato de Donald Trump?


“Há muito poucos países em que os departamentos de Pesca sejam limpos e não estejam mancomunados com a indústria”

R. No governo de Trump são todos superexploradores. Perfurariam em qualquer lugar. Trump determinou uma revisão das áreas de proteção nacionais criadas por Clinton e Obama. O secretário do Interior queria que se abrisse a exploração petrolífera em muitas regiões protegidas. As companhias petroleiras e de gás nos Estados Unidos não estão explorando todas as concessões que têm, porque não dá resultado. O gás e o petróleo estão baratos. Mas o Governo de Trump quer abrir as áreas de proteção nacionais e os santuários marinhos, para vender as concessões e depois, quando o preço do petróleo subir, os especuladores encherem os bolsos à custa desses ecossistemas incríveis. À custa dos demais cidadãos. É corrupção em nível de Estado. Todo mundo acredita que vão abrir várias dessas áreas de proteção nacionais à exploração de petróleo, mas vão encontrar barreiras legais no momento em que declararem a primeira desregulamentação.

P. Há uma década, o sr. foi ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça) para denunciar “a absurda proposta econômica atual”. Dez anos depois, como vê isso?

R. Continuamos com o mesmo problema: não pagamos o verdadeiro custo das coisas, o custo ambiental. As pessoas que estão pagando gasolina barato nos EUA não estão pagando o custo dessa gasolina. O custo é pago pela criança que vai morrer de asma devido à poluição na cidade em que vive. O que fazemos é terceirizar os custos. Se todo mundo, incluindo as grandes empresas petroleiras, tivesse de pagar o custo do uso dos recursos naturais, o mercado teria solucionado os problemas. Teríamos inovado rapidamente para reduzir as emissões.

(Do https://brasil.elpais.com/)

NA PRAIA...


No dia em que Albert Einstein chegou a sua relativa conclusão de que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"!

MORTE NO MAR

Foto Luiz Carlos Souza / Arquivo Pessoal

Mais de 1,7 mil tartarugas foram achadas mortas em 2017 em SC

Só neste ano, mais de 1,8 mil tartarugas foram recolhidas pelo Programa de Monitoramento de Praias no litoral de Santa Catarina. Destas, 95% (cerca de 1,7 mil) estavam mortas.

Esses animais são comuns no estado porque se alimentam das algas, que há em grande quantidade nos costões de praias. O problema é que esta área também é muito visada pelos pescadores.

Dados do programa mostram que cerca de 40% das tartarugas que morreram ficaram presas a redes de pesca fixas, que são proibidas. Como é difícil identificar quem coloca as redes, a fiscalização dos órgãos ambientais é pouco eficiente. Sem conseguir sair da água, elas morrem afogadas.

Em condições de saúde normais, as tartarugas conseguem ficar até oito horas debaixo d'água, sem respirar. Mas no mar, ainda encontram outro problema: o lixo. Cerca de 20% das tartarugas encontradas mortas no estado ingeriram lixo, porque confundiram com alimento.

Com papel e plástico no estômago, elas ficam debilitadas. Morrem engasgadas ou, por causa da fraqueza, quando encontram as redes, não conseguem sair delas.
Recuperação

Uma tartaruga verde, como é conhecida a espécie, voltou para casa depois de três semanas. Ela foi encontrada na praia da Atalaia, em Itajaí, presa a uma rede de pesca.

Exames confirmaram que estava com desidratação e anemia, então foi levada para o Projeto Tamar, em Florianópolis, para recuperar a saúde. Nesta quarta-feira, ela foi devolvida ao mar, em Itajaí.
Dados
Em dois anos do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos foram registradas 5005 acionamentos de tartarugas em Santa Catarina - 206 vivas e 4799 mortas
Em 2017 foram 1885 tartarugas - 92 vivas e 1793 mortas

(Do http://dc.clicrbs.com.br - Com informações do G1.)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto James Tavares

RESTOLHOS

Foto Fernando Alexandre
Na praia, o que sossobra da lida das marés...

ESPORÃO DE BAGRE E O BADEJO DO MAL


Música autoral da banda catarinense Esporão de Bagre, uma composição de Helio Calandrini. 
Guitarra e Voz: Helio Calandrini, Tuba: Elisson Wilamil, Harmônica: Nestor "Green Blues", Bateria: Matheus Passos, Baixo: Tiago Alves.

AS BALEIAS QUE NOS VISITAM...

Foto Projeto Baleia Franca
 A Baleia Franca é um mamífero marinho, da ordem dos cetáceos e da sub ordem dos misticetos, mamíferos que possuem filtros alimentares no lugar dos dentes, conhecidos como BARBATANAS.

Durante o período em que estão aqui, as baleias francas realizam atividades de descanso, natação, brincadeiras entre maes e filhotes e atividades sociais. Durante o descanso, podemos observar as baleias francas boiando na superfície, movimentando-se lentamente com as correntes marinhas! A natação é bastante lenta, e ocorre próximo a superfície, podendo ocorrer mergulhos longos porém não muito profundos quando estão em deslocamento.

As brincadeiras são o que chamamos de atividades aéreas, e incluem saltos, batidas de cauda, batidas de cabeça, batidas de nadadeira peitoral e movimentações do corpo na superfície, sendo muito comum observar os filhotes nadando ao redor e por cima do corpo da mãe! 

As baleias francas em geral são solitárias, sendo a única relação um pouco mais duradoura a dos filhotes recém-nascidos que permanecem com suas mães durante o primeiro ano de vida. Contudo, grupos contendo várias baleias francas podem ser observados quando engajados em atividades sociais que envolvem o acasalamento. Nestas ocasiões, várias baleias francas macho tentam copular com uma única fêmea, comportamento reprodutivo característico desta espécie e que pode ser observado ocasionalmente aqui em SC! 


(Do Projeto Baleia Franca)

MÃOS DE MAR


da mãe e do filho

entre o filho da mãe
e a mãe do filho

é tudo uma questão
de gerações

se insulto o filho
é a mãe nele

no filho da mãe


(torreira; 2016)
Perco a pomba mas não perco a cabeça!

(Dito popular ilhéu)

CAMINHOS...

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O engenheiro Flávio Santos, 47 anos, mostra o ponto de partida, no Canto da Praia - Brunela Maria/ND

Caminho de Peabiru é mapeado a partir das praias de Palhoça

O engenheiro Flávio dos Santos, 47 anos, demarcou cerca de 25 quilômetros da rota histórica e quer transformá-la no mais novo atrativo turístico da cidade

BRUNELA MARIA, PALHOÇA 

Uma das expedições mais importantes da história da América do Sul teve como ponto de partida a baixada do Maciambú, em Palhoça. O navegador português Aleixo Garcia teria saído da região entre as praias da Pinheira e Enseada do Brito, por volta de 1524, com destino ao Peru e aos tesouros dos Incas. Seguiu a lenda de São Thomé, o “Rei branco que caminhava sobre as águas”, pelo Caminho de Peabiru (caminho antigo de ir e vir, segundo o pesquisador espanhol Ruy Diaz de Guzmán)

A história encantou o engenheiro Flávio dos Santos, 47 anos, que desde 2007 pesquisa a rota e luta para estabelecer o traçado como atração turística e histórica da cidade. “Percebi que não tinha nada sobre a nossa região. Só Brasil como um todo e outros países. Continuei quando questionei o porquê de não fazermos esse caminho aqui, já que há em outras cidades, como o Caminho do Sol, em São Paulo, um preparatório aos peregrinos que seguem para Espanha”, conta.

Para elaborar tecnicamente o projeto, Santos resolveu cursar administração. Entusiasta, desembolsou sozinho mais de R$ 40 mil para concluir a empreitada. “Quando descobri que o homem branco passou a fazer o Peabiru da nossa região, tive certeza que esse era o trecho mais importante de todo trajeto. Foi entre Pinheira e Enseada que o europeu morou, descobriu e começou a percorrer e era importante divulgar isso, com base numa ideia de implantar os primeiros 25 quilômetros e trazer fonte de renda na baixa temporada, nos meses de março a novembro. Seria o Santiago da Compostela da América do Sul”, diz.
O Sambaqui e a visita do Rei
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Caminho atravessa a América do Sul por um percurso de 4 mil quilômetros - Divulgação/ND

A saída do caminho é o Canto da Praia da Pinheira, onde está um sítio arqueológico, utilizando por indígenas. “Ossos foram encontrados aqui, indicando Sambaqui. Os índios também afiavam as ferramentas nas pedras, por isso elas têm esse formato. Deste ponto dá exatamente 25 km até a Igreja da Enseada do Brito, fundada em 1750. Temos um trecho que dá para caminhar facilmente contemplando a praia”, explica Santos. Esse trajeto poderia ser feito por turistas num período de um dia, sendo das 8h às 16h.

Para percorrer a rota desenhado pelo engenheiro, o viajante, depois da praia, segue por trilha até o centro de visitantes do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. De lá atravessa a BR-101 e faz outra parada na igreja católica, no Maciambu. “Esse pedaço é usado bem antes de ter rodovia. Como a outra passagem para o sul era por Lages, todos passavam por aqui. Depois os grupos continuam na comunidade Araçatuba, percorrendo até o Caminho do Rei, construído no século 18, de pedras, a pedido do rei que visitaria o Sul”, comenta.
Traçado original desapareceu

Caminho vai das praias de Palhoça, passando pelo Parque Estadual da Serra do Tabuleiro - Divulgação

O Caminho de Peabiru é citado em diversos relatos históricos. A designação foi empregada pela primeira vez pelos padres Jesuítas, mas há muito pouco ou quase nada nos livros sobre o trecho catarinense. Segundo Santos, percorrer o trajeto original é impossível. Com a modernização e o avanço das cidades, o traçado foi apagado e apenas um trecho, de características similares às originais, permanece intacto. Esse trajeto, bem demarcado, de 1,40 metros de largura, fica entre as comunidades de Maciambu e Araçatuba. Seria a prova mais clara da existência do caminho.

Mesmo não sendo um caminho turístico oficial, grupos da Associação dos Amigos de Santiago da Compostela, já percorreram o trecho do Peabiru duas vezes. Hoje, implantar o projeto depende apenas do poder público. “A prefeitura não precisa investir em nada, tem associações que ajudariam, até porque os peregrinos querem simplicidade”, diz o engenheiro.

(Do https://ndonline.com.br/)

NA PRAIA...

Foto Fernando Alexandre

LÁ NO FUNDO...


Em Santa Catarina não há formações recifais de coral. Os recifes são rochosos, mas não menos povoados. Muitos animais formam colônias, proporcionando uma fauna diversificada e colorida.



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

MOVIMENTO DOS MARES

Faixa de areia sumiu na Praia do Matadeiro, em Florianópolis
Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

Ressaca em Florianópolis segue na mesma intensidade até sexta-feira 

A Defesa Civil de Florianópolis segue monitorando a situação das praias foram afetadas pela maré alta e pela ressaca na Ilha de Santa Catarina. Segundo Luiz Eduardo Machado, diretor da entidade, a situação deve continuar com a mesma intensidade até sexta-feira. Apesar da situação das praias do Morro das Pedras e Matadeiro, no Sul da Ilha, assustar os moradores, os locais mais atingidos, do ponto de vista de danos à construção, são Ingleses, Canasvieiras e Praia Brava:

— Do ponto de vista de prejuízos, o Norte da Ilha é o mais afetado, por ser mais urbanizado e ter mais atividade comercial e turística. No Sul da Ilha temos um problema mais pontual, que também carece de atenção, principalmente na questão da estrada, já que se ocorrer uma interrupção da faixa de rolamento vai prejudicar a trafegabilidade do local — explica Machado.

Na última quinta-feira, a Prefeitura de Florianópolis publicou um decreto de situação de emergência no Diário Oficial do município por conta dos danos provocados pela ressaca. O decreto é válido por 180 dias e, além de solicitar recursos ao governo federal para recuperar as áreas atingidas, autoriza o poder público a adentar nas faixas de áreas classificadas como Áreas de Preservação Permanentes (APPs) para fazer reparos emergenciais. 
Monitoramento no Sul da Ilha

No Morro das Pedras, a maior preocupação nesta quarta-feira, 20, são três postes de energia elétrica que estão na área atingida pelo mar. A Celesc já foi acionada para tomar providências preventivas. A rodovia SC-406 continua com um bloqueio parcial no acostamento desde segunda-feira, consequência de uma rachadura provocada pela erosão do solo.
Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

Já a praia do Matadeiro, também no Sul da Ilha, que geralmente apresenta uma extensa faixa de areia de pelo menos 30 metros, foi tomada pela água, que chega à porta do tradicional Bar do Alécio. De acordo com Machado, a maior preocupação no local é com o posto guarda-vidas, que precisa ser recolocado antes da temporada.

Machado também descarta a possibilidade de enrocamento na praia do Morro da Pedras, isso é, a colocação de pedras na orla da praia, como foi feito na praia da Armação em 2010:

— Não há possibilidade nem previsão de nenhum tipo de enrocamento no Morro das Pedras, está descartado, não há necessidade. No momento, também não há risco do rompimento do cordão litorâneo para salinização da Lagoa do Peri. As situação no Morro das Pedras é bem pontual, nossa preocupação é com a estrada e com o abastecimento de energia. Os órgãos responsáveis já estão cientes e tomando as medidas cabíveis — destaca.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

PORQUE HOJE NÃO É SÁBADO!

Estrogonofe de Ostras

Ingredientes:

-2 cebolas médias
-2 tomates sem pele e sem sementes
- Alho, tempero verde e sal a gosto
-3 colheres (sopa) de azeite
-200 gramas de creme de leite
-½ xícara de água das ostras
- 36 ostras frescas desconchadas

Modo de Preparo:

Refogue com azeite os tomates, as cebolas, o alho, os temperos verdes e o sal. Acrescente as ostras e a água das conchas e cozinhe por 5 minutos. Acrescente o creme de leite e sirva com arroz branco.

(Receita do Paraíso das Ostras - http://www.paraisodasostras.com/)

MAR DE POETA

Foto Fernando Alexandre
virou o vento -
as proas apontam
para o sul

(Rodrigo Garcia Lopes, em "Ex periências Ex traordinárias" - Kan Editora)

NA PRAIA...

Foto sem crédito
Monjas Beneditinas procuram Jesus e descobrem o mar na "Jornada Mundial da Juventude"!

CAMINHOS...

Foto Ninguem Sabonome
Trilha que levava a Praia Brava, em 1983

Povos Navegadores - OS VIKINGS

Com conhecimentos de astronomia e detentores de uma tecnologia que os permitia romper limites e viajar para lugares distantes de sua terra natal - Noruega, Suécia e Dinamarca - Os Vikings, os povos guerreiros da Escandinávia, eram também exímios navegadores.
Durante a "era viking", que vai do século VI ao XI, em seus longos e rápidos navios chamados de drakkars (dragão) atacaram e conquistaram a costa do Mar Báltico, na Rússia, a Normandia, ao norte da França , a Escócia e a Inglaterra. Exerceram também seu poder atacando a costa de vários outros países europeus, como Portugal, Espanha e Itália.
Na Groelândia chegaram a criar colônias e alcançaram a América antes da descoberta de Cristóvão Colombo, empreendendo ainda uma fracassada tentativa de colonização na costa sudeste do Canadá. Há também indícios de que chegaram até a Palestina.
Belicosos, inquietos e conhecidos principalmente por seu vandalismo, a imagem histórica dos vikings mudou um pouco ao longo dos tempos. Hoje adimite-se a sua importância e são reconhecidos pela grande contribuição que deram à tecnologia marítima e construção de cidades. Também faziam comércio pacificamente.
Os vikings costumavam usar lanças (como o deus Odin) e machados. Seus capacetes eram cônicos, como se vê na imagem do timoneiro (foto lá em cima), e não possuiam chifres (como são apresentados).
"The Pursuit of Vikings", música do album "Fate of Norns" da banda sueca Amon Amarth.

NA PRAIA...


Foto de Robert Capa / Magnum.
Pablo Picasso na praia de Provence, na França, com seu filho Claude e sua parceira Françoise Gilot, 1948.