terça-feira, 31 de janeiro de 2017

NA PRAIA...

Sylvia Plath

MAR DE PESCADOR

Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS

Fepesca deve pedir mudanças no decreto que endurece regras para o seguro-defeso
Presidente Michel Temer protocolou novas medidas na última terça-feira. Pescadores artesanais foram pegos de surpresa com o canetaço


Na última terça-feira, o presidente Michel Temer assinou um decreto que altera e endurece as regras para o pescador artesanal ter direito ao seguro-defeso. Uma das medidas mais polêmicas é o cancelamento do benefício nos lugares onde existem alternativas de pesca, que não estejam no período de defeso. A questão é, explicou o presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina (Fepesca), Ivo Silva, que o pescador artesanal precisa pescar vários tipos de espécies para sobreviver. E perder o benefício poderia atingir em cheio o bolso do trabalhador. 

A Fepesca, junto da Federação Nacional e de outras federações do país, analisam todos os detalhes do decreto para pedir possíveis alterações na lei pela Câmara de Deputados, com o apoio da bancada da pesca da Casa Legislativa. Protestos também não estão descartados.

O decreto pegou a federação de surpresa, explicou Ivo Silva. Ainda é preciso avaliar todos os quesitos do documento, que tem como objetivo, segundo o Governo Federal, economizar até R$ 2 bilhões por ano e evitar possíveis fraudes. Atualmente, são gastos R$ 3,1 bilhões ao ano com o pagamento do benefício aos pescadores artesanais de todo o país. A projeção da equipe da presidência é que em seis anos, este valor aumente 160%, o que inviabilizaria os cofres públicos. 

Atualmente, segundo a Fepesca, Santa Catarina conta com 42 mil pescadores artesanais sendo que, afirmou o presidente da federação, cerca de 18 mil recebem seguro-defeso em determinados períodos do ano. No país, a medida irá atingir até 800 mil pescadores artesanais. No Estado, a Fepesca ainda não contabilizou o número correto de trabalhadores que poderiam ser prejudicados.

O decreto ainda fixa o benefício mensal do período de defeso em um salário mínimo (R$ 937). A medida entra em vigor em 180 dias.

A polêmica

De acordo com o decreto, quem morar em locais onde há a possibilidade de pescar outras espécies que não estão em período de defeso, o benefício não será mais pago. Esta é a medida que está sendo analisada "com mais carinho", avisou Ivo Silva, e que deve ser questionada junto à bancada da pesca na Câmara.

— Alguns setores da pesca não serão afetados no Estado. Quem trabalha com o sistema lagunar, por exemplo, pesca o ano inteiro camarão e não será prejudicado. O que vai pesar é quem pesca em oceano, a pesca de praia. Para sobreviver e pagar as dívidas, é preciso pescar corvina, pescadinha, de tudo — explicou Ivo Silva.

Outra medida proposta no decreto é a exigência da carteirinha de pescador pela Marinha. E aí entra outra questão, que é a realização dos cursos para adquirir a carteira. Em Florianópolis, pelo menos 300 pescadores precisam passar pelo curso, que é reivindicado pela própria Fepesca há pelo menos dois anos. A federação tenta uma parceria com o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (Igeof) para a realização das capacitações em Florianópolis, mas por enquanto, eles ainda não têm data para ocorrer.

— A nossa ideia é atender 40 pessoas por curso, que ocorre durante uma semana. Precisamos então de mais agilidade para garantir a carteirinha para os pescadores embarcarem e estarem regularizados para se cadastrar para o seguro-defeso — alertou Ivo.

Orientações

Ainda há a exigência de atestado de residência do município, coisa que muitos pescadores da Grande Floripa terão que se adequar, contou o presidente. Pescadores de Governador Celso Ramos, por exemplo, estão cadastrados para receber o benefício em Palhoça. Assim como alguns de São José, se cadastraram em Florianópolis.

— Eles terão que pedir o benefício em sua própria cidade a partir de agora. O decreto pede uma maior regularização mais firme de vários quesitos. Vamos orientar os pescadores para eles não serem prejudicados — avisou.

Após a análise do documento, a Fepesca pretende iniciar orientações nas colônias de pescadores da região já na segunda-feira, dia 30 de janeiro. O presidente ainda quer montar uma cartilha para especificar todos os detalhes do documento para entregar aos interessados.
(Do www.clicrrbs.com.br)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

MAR DE TODOS

Nosso mar pede socorro!
Ontem, no Campeche, moradores fecham pela quarta semana consecutiva esgotos que correm para o mar!

LULAS CÁ!


Foto Luis Inácio

Lulas à Vinagrete

Ingredientes:
  • 2 litro(s) de água fervente
  • quanto baste de tempero pronto em pó
  • 700 gr de lula em anéis 

  • Molho

  • 2 xícara(s) (chá) de azeite
  • 1 colher(es) (sopa) de alho fatiado(s)
  • 1/2 unidade(s) de pimentão verde picado(s)
  • 1/2 unidade(s) de pimentão vermelho picado(s)
  • 1/2 unidade(s) de pimentão amarelo picado(s)
  • 2 unidade(s) de tomate sem pele(s), sem sementes
  • 1 unidade(s) de cebola picada(s)
  • 2 colher(es) (sopa) de salsinha picada(s)
  • 2 colher(es) (sopa) de cebolinha verde picada(s)
  • 80 ml de suco de limão
  • 1 colher(es) (sopa) de manjericão picado(s)
  • 1/2 xícara(s) (chá) de vinagre de álcool
  • quanto baste de tempero pronto em pó
  • quanto baste de sal

Preparação:

Misture o tempero pronto na água. Em seguida coloque os anéis de lulas para cozinhar por 3 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar. 
Molho
Numa vasilha, misture todos os ingredientes e coloque os anéis de lulas. Deixe por 3 horas e sirva. 

Rendimento:

7 porções

CANÇÕES DO MAR

Os Fisherman's Friends, grupo de marinheiros e pescadores do vilarejo de Port Isaac, na região britânica da Cornualha que devem lançar seu primeiro álbum em abril. Os dez integrantes do grupo - todos na faixa dos 60 anos de idade - cantam juntos há 15 anos. Seu repertório inclui apenas os chamados "shanties" - tradicionais cânticos que os marinheiros britânicos entoavam no convés dos navios quando estavam em alto mar. Todos são amigos de infância e trabalham ou já trabalharam como pescadores, salva-vidas ou tripulantes de embarcações.

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Ivan Bueno
Ilha do Mel, olhada e clicada pelo Ivan Bueno Bueno 

domingo, 29 de janeiro de 2017

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

NA PRAIA

"Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou."
(SYLVIA PLATH - durante férias - 1953)

MUDANDO DE SEXO


Foto Alcides Dutra

 Todos os peixes da família das garoupas (Serranidae) têm suas gônadas adaptadas para funcionar tanto como fêmea, quanto como macho, porém a primeira maturação é sempre como fêmea. Mas se numa população de garoupas estiver faltando machos, algumas das fêmeas (geralmente as maiores), revertem o sexo e o peixe passa a ser macho para sempre.
O mesmo acontece com badejos, chernes e meros, que são da mesma família.

Assista este vídeo onde nossa equipe encontrou meros com mais de dois metros:

Como todos os membros da subfamília Epinephelinae, as garoupas-gigantes são hermafroditas protogínicos ou seja, vivem inicialmente como fêmeas e a partir de determinada altura e irreversivelmente, convertem-se em machos.

Uma das particularidades deste fenômeno é que, para que uma garoupa fêmea se transforme em macho, é necessário que exista uma pressão populacional de indivíduos de pequeno tamanho que possa induzir as fêmeas de maior porte para o início do processo de inversão sexual. Assim, se numa população de garoupas não existirem juvenis, as fêmeas podem nunca se transformar em machos o que, teoricamente, pode inviabilizar esta população.

Curta a página do INSTITUTO LARUS.

sábado, 28 de janeiro de 2017

MAR DE POETA


Foto Andrea Ramos
ABRAXAS

Pântano do Sul, março, 1975, Um galo
flameja na soleira do botequim, arauto
da estação feroz. Tudo mergulha
nas cinzas, tu pensavas. Habitual
sobrevivente das marés, nada
te foi dito nem cobrado.
Resignado,
resolvestes ficar por ali. Sozinho.
Apoiado no balcão, duplicado na retina
Impertinente da ave empolgada entre
garrafas, dominós, e um jornal
amassado.
Arrancando as ataduras
interrogas o forasteiro. Fala quase
com doçura e te chamavas Coimbra.
Muitos passaram por ali sem
ver a duna perfeita além
da janela, rasgada pelo corno
da lua. Amordaçados, foram
vendidos em Tanger todos os filhos
da casa. Descendias daquele que
escondeu-se na tulha de azeite.
Sim, gentil Coimbra, dormias sempre
no fundo de algum barco, no morno
rancho da praia. Mostrou-me
logo a moeda: era verde
o
perfil régio, quase apagado.
Na outra face estava
o galo. E o chicote de Abraxas.

(Rodrigo de Haro, em "Andanças de Antonio", 2005)
Rodrigo de Haro (Paris, França 1939 ). Pintor, desenhista, gravador, escritor, poeta e contista. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Em 1958, realiza sua primeira exposição individual na Faculdade de Direito de Florianópolis. Em poesia, atua, desde 1960, como organizador do movimento surrealista e tem seus poemas publicados em livros no Brasil e em antologias na Espanha e Estados Unidos.

PREVISÃO DO TEMPO


Foto Fernando Alexandre

Vento sul suja
Vento sul limpa
(Dito Popular)

LULA CÁ NA MESA...


Foto Luis Inácio
Lulas grelhadas à Algarvia
Uma receitinha portuguesa, com certeza...

Ingredientes
Lula: 1 kg
Azeite: 1 dl
Sal: quanto baste
Pimenta: quanto baste
Limão: 1
Alho: 3 dentes
Coentro: 1 ramo

Preparação
Limpam-se as lulas e temperam-se com sal e pimenta. Grelham-se, de preferência no carvão. Leva-se o azeite ao lume com os alhos picados e juntam-se as lulas já grelhadas. Tempera-se com sumo de limão e polvilha-se com coentros picados. Acompanha com batatas cozidas.

AS MARCAS DO AMOR


Foto Alcides Dutra
TODO MORDIDO...
... e as marcas são compatíveis com os dentes dos próprios golfinhos. Como eles tem uma atividade sexual intensa, imaginamos que a festa deve ter sido inesquecível.
Próximo a Ilha Moleques do Sul - Florianópolis - SC.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

MAR DE POETA


Cianídrico

Sereia chegada à costa
Expulsa expatriada
Foi viver no navio náufrago
Sem nada

Apenas imaginava

Se o canto funcionasse
E o homem descesse a escada
Se o amor não se afogasse
Nem ficasse pintado de azul

Não seria a sereia rouca
Arrancando as escamas
Da cauda.

(Adriane Garcia, em Só, com peixes (ed. Confraria do Vento, 2015)


NA PRAIA, NA CHUVA...

Foto Fernando Alexandre

MULHERES DO MAR

Maurilia da Silva, Laureci Maurilia da Silva e Manoela, três gerações de mulheres criadas na praia do Saquinho, no sul da Ilha de Santa Catarina. Neste breve vídeo, gravado na trilha de acesso à pequena comunidade, elas relembram os bons tempos em que viviam ali com outras famílias.

GOVERNANDO O PEIXE

Foto Fernando Alexandre
Capitão Ademir - Pântano do Sul

MAR DE ANDRE DE DIENES

Imagem Andre de Dienes
O fotógrafo Andre de Dienes nasceu na Romênia em 1913, mas foi na Turquia, aos 15 anos de idade, que aprendeu a pintar e comprou sua primeira câmera fotográfica.

Em Paris, a partir de 1933, trabalhou como fotógrafo free lance para o jornal comunista “L’Humanite” e para a agência “Associated Press”. Tres anos depois, convencido pelo modista Molyneux, começou a fotografar moda.

Em 1938 foi para a América, com a ajuda da revista “Esquire” e em Nova Iorque se consagrou no mundo da moda. Passou também a fotografar os bairros nova-iorquinos e a viajar pelas estradas do oeste do país, quando conheceu e ficou íntimo amigo da então desconhecida Norma Jeane Baker, que mais tarde se transformou na Marilyn Monroe.

A foto acima é de 1944, ano em que se mudou para a Califórnia, onde realizou diversos ensaios de nus ao ar livre, incorporando inovadoras técnicas de montagem às suas fotografias. Passou a trabalhar para os estúdios de cinema e virou o fotógrafo favorito de grandes estrelas hollywoodianas como Marlon Brando, Elizabeth Taylor, Henry Fonda, Fred Astaire, Ingrid Bergman, Jane Russel e Anita Ekberg. André Dienes faleceu na Califórnia, em 1985.

MAR DE PESCADOR


PESCADOR NÃO PODERÁ TER OUTRO EMPREGO OU VÍNCULO EMPREGATÍCIO PARA RECEBER SEGURO DESEMPREGO/DEFESO

AUTORIZAÇÃO DAS EMBARCAÇÕES DE PESCA TERÁ VALIDADE POR TRÊS ANOS

A Presidência da República publicou, nesta terça-feira (24), no Diário Oficial da União, o Decreto nº 8.967, que amplia de um para três anos a validade das autorizações de pesca das embarcações. Segundo a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o prazo anterior era reduzido e contribuía para aumentar a burocracia, provocando acúmulo de pedidos de registros e de documentos. Sem a autorização, os pescadores ficavam impedidos de trabalhar.

O decreto determina também que o seguro desemprego/defeso, no valor de um salário mínimo (R$ 937), só poderá ser concedido aos pescadores artesanais profissionais que exercerem a atividade sem interrupções e que tenham a atividade pesqueira como única fonte de renda. O beneficiário não poderá ter qualquer vínculo empregatício fora da pesca.

O pagamento do seguro desemprego/defeso é feito pelo INSS. O órgão poderá comunicar o indeferimento do pagamento ou a existência de qualquer impedimento para a concessão do benefício pela internet ou pela central de teleatendimento. O INSS também poderá convocar, a qualquer tempo, o pescador para apresentação de documentos que comprovem o atendimento das exigências da legislação.

O governo poderá condicionar o recebimento do benefício durante o defeso à comprovação da matrícula e da frequência do trabalhador em curso de formação de qualificação profissional. A medida é voltada à melhoria da atividade e gestão do negócio pesqueiro.

Outra medida é a exigência de que o cadastro do pescador informe o local de moradia e da pesca, a fim de garantir transparência na concessão do benefício. Isso vai assegurar que o beneficiário seja efetivamente pescador profissional artesanal. Também contribuirá para a sustentabilidade da pesca, com a preservação dos recursos naturais, por meio da identificação da área em que a atividade é desenvolvida.

Os períodos e os locais de defeso serão revistos periodicamente pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Meio Ambiente. O objetivo é avaliar a efetividade das épocas determinadas para o defeso, sobretudo nas áreas continentais. Elas poderão ser revogadas quando for comprovada a ineficácia na preservação das espécies. Também estão previstas mudanças nos períodos e locais de defeso em caso de seca, estiagem e tragédias ambientais (contaminações por agentes químicos, físicos e biológicos).

Em razão do decreto, o Mapa terá prazo de 180 dias para adaptar o Registro Geral da Atividade Pesqueira às alterações.

A Secretaria de Aquicultura e Pesca informou ainda que o Mapa está desenvolvendo um novo sistema para realizar o recadastramento nacional dos pescadores artesanais profissionais, que contará com cruzamentos de informações entre os dados do Registro Geral da Pesca e demais registros administrativos oficiais. A medida visa melhorar a gestão do registro dos pescadores, agilizando o acesso aos documentos por via eletrônica, e consequentemente garantindo os seus direitos.

(dO http://diariodamanhapelotas.com.br/)

TARDE INDO...

Foto Andrea Ramos


Noite sendo...

O FUTURO JÁ CHEGOU!



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A Extinção da Pesca é a Mesma do Mané...

O Pandorgueiro, músico, compositor e artista plástico Valdir Agostinho, lá da Barra da Lagoa, dá o seu recado. Apresentação acompanhado da banda "Bernunça Elétrica" realizada no último dia 25/5/11 na UFSC.

MAR DE PESCADOR

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Pescadores terão novamente curso para tirar carteira profissional
O documento é uma exigência da Marinha para todos os pescadores que trabalham embarcados.

Hora de Santa Catarina



Os pescadores de Florianópolis devem voltar a ser beneficiados com o curso gratuito para obtenção da carteira profissional de pescador (POP Nível I). O documento é uma exigência da Marinha para todos os pescadores que trabalham embarcados.

O presidente da Federação dos Pescadores Artesanais de Santa Catarina, Ivo Silva, explica que esta é um reivindicação constante da categoria, e há dois anos tentam parceria com o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (Igeof) para a realização de mais cursos:

— Espero que o curso realmente saia, pois muitos pescadores estão aguardando para fazer. Só na colônia em Florianópolis temos uma relação de mais de 600 interessados. Antigamente só era exigida a carteira do Ministério da Pesca, mas agora todo pescador embarcado precisa ter — informou.

Em uma reunião do gabinete do vice-prefeito da Capital, João Batista Nunes, na tarde de segunda-feira, a Capitania dos Portos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e associações de pescadores e maricultores da Ponta do Leal e do Ribeirão da Ilha articularam a obtenção de recursos para a abertura de novas turmas _ que estavam paralisadas por falta de verba do Governo Federal. Com a viabilização do convênio entre as entidades, pelo menos 120 pessoas devem ser beneficiadas inicialmente. 

— Faremos um novo encontro, desta vez envolvendo o Igeof e a Federação Catarinense da Agricultura e Pecuária, para determinarmos os critérios para a seleção dos profissionais que participarão dos cursos oferecidos pela Capitania dos Portos — afirmou o vice-prefeito. 

Segundo o presidente da Federação, no curso os pescadores aprendem primeiros socorros, navegação, normas técnicas entre outras coisas. Ivo diz que os critérios para participação precisam ser estabelecidos em parceria:

— Em outros cursos abriram as inscrições pela internet e aqueles pescadores mais simples, que precisavam para continuar trabalhando mas não tinha acesso, acabaram ficando de fora — explicou.

Falta de carteira gera multa

Segundo Joares Pereira de Mello, chefe do Departamento de Segurança de Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos, com a carteira em mãos o pescador deixa de ser alvo das inspeções da Marinha, que incorrem em apreensão da embarcação e multas de até R$ 2,4 mil.

MAR DE OLHARES


Peixes. 2.00/1.70.

MAR DE PESCADORES

Resultado de imagem para peixes ameaçados no brasil

Entra em vigor lista de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados

A lista vermelha de 475 espécies de peixes e invertebrados marinhos e de água-doce ameaçados de extinção está oficialmente em vigor, a partir de publicação de decisão judicial no Diário Oficial. As espécies da lista ficam protegidas de modo integral. Além da captura e da comercialização, estão proibidos o transporte, o armazenamento, a guarda, o manejo e o beneficiamento desses animais. Desse total, um grupo de 14 espécies ainda poderá ser explorado até 1º de março, com base em outra portaria (MMA 395/2016).

“A proibição é importante, mas não é suficiente. Para as espécies que estão na lista por causa da falta de gestão de pesca, a única solução é que o governo se comprometa com a elaboração e a implementação de planos de recuperação para espécies sobrepescadas e com planos de gestão das pescarias em que elas são capturadas. Para serem efetivos, planos de recuperação e de gestão devem prever monitoramento, análise de dados, previsão e implementação de regras de manejo e fiscalização. Tudo isso precisa de base científica sólida, com a participação de cientistas e a garantia da participação ativa da sociedade. Só assim essas espécies poderão tornar-se abundantes novamente”, diz a diretora da OCEANA, Mônica Peres.

De acordo com a especialista, “apesar de toda controvérsia gerada, a lista é absolutamente fundamental para garantir um mínimo de proteção a essas espécies e tem sido uma ferramenta importante para alavancar o restabelecimento de todo o sistema de gestão de pesca”, diz.

A vigência da lista vermelha foi decidida pela 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), tendo como relator o desembargador Jirair Meguerian. O acórdão publicado restabelece os efeitos legais da Portaria 445/2014 do Ministério do Meio Ambiente (MMA) até o julgamento do mérito do recurso que tenta derrubar a norma. “A 6ª Turma tomou a atitude mais correta, com base no trabalho sério e irretocável do desembargador Jirair, que está de parabéns”, disse Mônica, lembrando, também a “participação fundamental e certeira” do governo federal, especialmente da Advocacia Geral da União, MMA, Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A lista vermelha foi elaborada ao longo de cinco anos de trabalho, sob coordenação do ICMBio. Envolveu a participação de cerca de 400 cientistas em mais de 30 workshops e foi validada por um painel de especialistas com a participação dos Ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. As espécies foram classificadas em três níveis de ameaça: criticamente em perigo, em perigo e vulnerável. A proibição não se aplica a exemplares reproduzidos em cativeiro.

Antes mesmo da publicação, o governo federal já havia incorporado em suas normatizações a vigência da determinação do MMA. A Secretaria de Aquicultura e Pesca, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), editou portaria (80, de 12 de janeiro de 2017), concedendo autorizações temporárias de pesca, em que deixa explícita a necessidade de as embarcações respeitarem as restrições quanto às espécies ameaçadas. “A presente prorrogação não exime o interessado do cumprimento das exigências relativas a respeitar as proibições e restrições de captura de espécies de peixes e invertebrados aquáticos constantes da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção - Peixes e Invertebrados Aquáticos, de acordo com os normativos emitidos pelo Ministério do Meio Ambiente”, diz o documento.

A portaria ainda exige o uso do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS), apresentação de mapas de bordo e respeito às áreas de atuação e períodos de defeso, entre outras regras.
( Do http://brasil.oceana.org/)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O MAESTRO E O MAR

"Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar..."
Hoje, 90 anos de Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

EMPOPADA

Foto Fernando Alexandre

OLHANDO ILHAS, ESPERO...


Ilha das Vinhas, do "seu"José Mendes, baía Sul, Florianópolis, manhã de 23 de janeiro.



AMANHECE NO CAMPECHE!

A imagem pode conter: céu, oceano, atividades ao ar livre, água e natureza
Fotos do Milton Ostetto 
A imagem pode conter: céu, oceano, atividades ao ar livre, água e natureza

Essi Campechhii fassh cosa,,,oohhh!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

PÉ NA AREIA


Com quepe de marinheiro novo, Zenaide de Souza voltou a atender clientes no Pântano do Sul
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS


Dona Zenaide volta a atender no restaurante Pedacinho do Céu, no Pântano do Sul 

Por 
MARCUS BRUNO 

A Capitã não consegue ficar parada. Desde sábado, a senhora de 72 anos voltou a atender os clientes nas areias do Pântano do Sul, em Florianópolis. Enquanto sete funcionários fazem a limpeza do restaurante, consumido pelas chamas há uma semana, Zenaide de Souza vende salgados e bebidas nas cadeiras na beira da praia.

— Está sendo igual 30 anos atrás, quando eu comecei com um quiosquezinho e os produtos numa caixinha de isopor. Só que agora é com mais orgulho — relembra Zenaide.


Ela já está até com um novo quepe de marinheiro. Ganhou de um vizinho,que usava apenas como fantasia de carnaval. Pastéis, bolinho de siri e bacalhau, refrigerante, cerveja e água é o que dá pra colocar no cardápio por enquanto. Nos próximos dias, será instalado um contêiner no espaço do deck, que não foi destruído.

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

— A gente não pode parar. Precisamos do dinheiro, tem o aluguel dos meus netos. E também pra mostrar pras pessoas que a gente não se entregou. Já vendemos bastante neste final de semana — conta a matriarca da família Souza.

O trabalho de reconstrução ainda vai levar bastante tempo. É impossível dar um prazo. Parte da alvenaria que ficou em pé também está comprometida, e o preto da fuligem está por tudo. Até agora, foi arrecadado em uma vaquinha na internet R$ 15 mil dos R$ 50 mil necessários.

No sábado, o Capitão Ademir Petiscaria, que também fica na beira da praia, doou o faturamento do dia para a reconstrução do concorrente. Os funcionários inclusive usaram as camisetas do Pedacinho do Céu. O bar ficou lotado até o final da noite, com show da banda Esporão do Bagre.

Já neste domingo, a comunidade deu um abraço coletivo em volta do Restaurante. Cerca de 60 pessoas prestaram solidariedade à família Souza. Imagens aéreas foram captadas pelo drone do instituto Larus,vinculado à UFSC.

No próximo sábado (28), às 19h, será organizado um chá de bar para arrecadar itens de restaurante. Haverá roda de samba, comidas,bebidas e brincadeiras com a Dona Zenaide. A intenção é que as pessoas levem talheres, pratos, panelas, caçarolas, frigideiras,fritadeiras, espremedores de frutas, potes, saca rolhas, etc. Será no salão de festas da Associação dos Moradores do Pântano do Sul.

(Do www.clicrbs.com.br)

MAR DO JUAN MALDONADO


Um lindo dia..lindo .
Pântano do Sul

domingo, 22 de janeiro de 2017

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

VIEIRAS NA MESA


VIEIRAS DE GAROPABA

Os franceses têm razão, vieiras são sublimes. Refinadas, saudáveis e fáceis de cozinhar. É impossível não se apaixonar pelo sabor suave e ligeiramente doce deste molusco. Se você pensa que ele continua restrito a restaurantes que cobram pequenas fortunas por unidade, eu tenho uma boa notícia: graças aos esforços do Quirino Neto, as vieiras estão apenas a um telefonema de distância. O Neto é um engenheiro de aquicultura que mantém uma fazenda de cultivo de vieiras em Garopaba desde 2011. Depois de um começo difícil, hoje ele produz vieiras de alta qualidade que abastecem restaurantes de Garopaba e Florianópolis, e felicidade maior, a cozinha da minha casa e da sua. E caros alunos, ele abre vagas para quem quiser participar do manejo da produção.

Como são cultivadas a 8 metros de profundidade, e vendidas frescas, é necessário um certo planejamento. Depois de dois acidentes com redes de pesca, o Neto decidiu não abusar da sorte e hoje só mergulha quando a água apresenta boa visibilidade. É preciso então ligar para ele e combinar a entrega. E caros alunos, ele abre vagas para quem quiser participar do manejo da produção. A parte da preparação é simples, e você pode consumir tanto o músculo quanto as gônadas. O único cuidado é que o cozimento deve ser breve. Lá em casa a gente gosta de temperar com sal e pimenta e depois colocar em cima um pedaço de manteiga misturada com muita salsinha e alho picados. Coloca no forno médio por 5 minutos, e serve com limão, pão fresco e um vinho de São Joaquim. Precisa mais?




MAR DE ESTRELAS

Desenho de César Marchesini, devidamente tarrafeado do blog do Solda, sem nenhuma autorização. Veja mais no www.cartunistasolda.com.br

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O CAPITÃO E A COMANDANTE ZENAIDE



Foto Fernando Alexandre
 O "Capitão Ademir Restaurante e Petiscaria" do Pântano do Sul, vai estar neste sábado com a cara e o jeito do "Pedacinho do Céu", restaurante da Comandante Zenaide que foi totalmente destruído no último domingo por um incêndio. Em solidariedade, toda a equipe do "Capitão" vai usar camisetas do "Pedacinho do Céu" e o lucro do faturamento do dia será doado para a reconstrução do "Pedacinho do Céu"!
E tem mais: a noite haverá som ao vivo!
Quer ajudar a reconstruir o nosso "Pedacinho do Céu" e da Comandante Zenaide, vá neste sábado saborear as delícias do "Capitão Ademir"!
Solidariedade do Mar!

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO...



Fotos Andrea Ramos

Pântano do Sul esquentando logo depois da chuva!
Imensa fogueira pra queimar tudo que o vento Sul não levou!