terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

NA PRAIA...

Foto Robert Capa
PICASSO E FILHO NA PRAIA

O NAVEGANTE



The Seafarer, tela de Paul Klee


"Quero cantar eu mesmo minha vera versão
versar várias viagens, de como dias
duros, árduos, tristezas enfrentei,
amargas angústias suportei a sós,
moradas de mágoa provei na popa
as torres terríveis das ondas onde
a nervosa noturna vigília me levava até a proa
roçando os recifes. Algemado pelo gelo,
meus pés presos pelos ferros do frio
enquanto o sofrer suspirava quente em volta do peito
fome feroz dilacerava por dentro o coração
marexausto. Disso nada sabe
quem nas cidades se distrai quem nunca deixou terra firme
como eu (cansado e miserável) no mar glacial
um inverno vivi pelas trilhas-do-exílio privado de minha tribo,
suspenso sobre sincelos; granizo voava no vento.
Lá eu nada ouvia, salvo o mar rugindo,
estrondo de onda gelada. Às vezes só a canção do cisne
me divertia; ruídos de mergulhão
cantos de maçariço em vez de riso humano,
gritos de gaivotas eram meu hidromel.
Tempestades espancavam penhascos, as andorinhas respondiam
(suas asas geladas) sempre ao grito da águia
(geada: suas asas). Nenhum parente aqui
pra proteger e consolar minha alma miserável.
Pois os que aproveitam os prazeres da vida
no conforto das vilas de suas vidas vazias
vaidosos e alegres de vinho mal adivinham
que cansaço suportei na senda do oceano"...

Trecho do poema conhecido como The Seafarer (O Navegante), um dos documentos mais antigos da literatura inglesa. O único manuscrito existente foi descoberto no século x, na biblioteca da Catedral de Exeter. Sem título e de autor desconhecido, o poema faz parte do Exeter Book, códice manuscrito que reúne algumas das produções literárias mais ancestrais da Ilha, como The Wife’s Lament, Deor, The Ruin, The Wanderer e Widsith. O livro foi traduzido para o portugues pelo poeta e escritor Rodrigo Garcia Lopes, Lamparina Editora, 2004.

MACACOS NAVEGADORES?





Fofo YURY BARSUKOV ALAMY STOCK PHOTO
Ensopado após um mergulho: jornada primata pelo oceano pode ter ocorrido há 40 milhões de anos



Macacos 'marinheiros': Teoria indica que animais cruzaram Atlântico para chegar à América do Sul

por Josh Gabbatiss - Da BBC Earth

"Em 1492, Colombo navegou o oceano azul”, diz o poema. Essa história é conhecida.

Exploradores transatlânticos mais antigos já haviam deixado Colombo para trás: é quase certo que vikings fizeram a travessia. Egípcios e outros grupos também teriam conseguido.
Se essas viagens pré-colombianas parecem incríveis, em nada se comparam a uma jornada que parece ter ocorrido há 40 milhões de anos.
No meio do período Eoceno, um grupo de macacos navegou um oceano... verde.
E essa turma intrépida também buscava glória e riqueza do outro lado do oceano. Bem, ou quase isso.

A história evolutiva dos primatas vem recebendo ampla atenção da ciência ao longo dos anos. Nada surpreendente: a história deles é a nossa, e a trajetória da pesquisa das raízes da humanidade acaba revelando muito sobre nossos ancestrais.

Sabemos, por exemplo, que os primatas provavelmente se originaram na Ásia, e graças a novos e sofisticados estudos é possível estimar com precisão a data de aparecimento de diferentes grupos e espécies. 
Foto ALAMY STOCK PHOTO
Vikings cruzaram o Atlântico antes de Cristóvão Colombo

Mistério

Um assunto que sempre intrigou pesquisadores, contudo, é como os primatas chegaram à América do Sul.

Avanços na geologia nos anos 1950 e 1960 pareciam ter apontado pistas. Era o período de refinamento dos conceitos de deriva continental e placas tectônicas, ideias que logo se tornariam uma explicação "guarda-chuva" para distribuições estranhas de espécies pelo planeta.

No caso do "enigma do macaco", a argumentação era simples. Não havia oceano Atlântico no passado remoto - África e América do Sul formavam uma massa terrestre chamada Gondwana.

O ancestral primitivo dos macacos do Novo Mundo e do Velho Mundo poderia então literalmente ter caminhado – ou se balançado – até a atual costa leste da América do Sul.

Técnicas de relógio molecular estimam hoje a data de existência do último ancestral comum entre macacos dos mundos Novo e Velho em cerca de 100 milhões de anos após a divisão dos continentes. Então, essa ideia de travessia terrestre caiu por terra.

Cientistas estabeleceram teorias alternativas. Talvez os macacos tivessem feito a travessia a partir de fora da África – via América do Norte ou pela Antártida. Mas não há fósseis para sustentar essas ideias. 

Direito de imagemSTOCKTREK IMAGES INC ALAMY STOCK PHOTOImage captionHá milhões de anos, a África e a América do Sul eram unidas

Descoberta

Embora pareça estranho, o mais provável é que os macacos tenham tido que cruzar o Atlântico. Novas evidências vieram à tona recentemente, reacenderam o debate e colocaram em alta a hipótese da travessia transatlântica.

Uma equipe coordenada por Mariano Bond, da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, desenterrou amostras de dentes de macaco surpreendentemente familiares durante escavações na Amazônia peruana.

"Um dente é muito, muito parecido com um fóssil de dente da África", anima-se Ken Campbell, membro da equipe e curador no Museu de História Natural de Los Angeles.

A partir dali os pesquisadores puderam identificar uma nova espécie, pequena e parecida com os saguis atuais, que denominaram Perupithecus ucayaliensis. A semelhança com o Talahpithecus, um gênero de macaco que viveu no norte da África no Euoceno, é impressionante.

A origem do Perupithecus é o periodo final do Euoceno, há cerca de 36 milhões de anos, o que faz essa espécie o macaco do Novo Mundo mais antigo já identificado. E mais importante ainda: a descoberta fornece pela primeira vez um vínculo direto entre os ancestrais dos atuais macacos do Novo Mundo e os ancestrais primatas da África. 

Quebra-cabeça

Com o consenso sobre o papel da África como uma espécie de berço original a partir do qual os macacos do Novo Mundo se espalharam em algum ponto entre 40 e 44 milhões de anos atrás, o que sobra é uma questão: o oceano Atlântico.

O Atlântico se expande um pouco a cada ano. No Euoceno, ele certamente era menor do que hoje, mas ainda era bem grande – tinha ao menos 1,4 mil km de largura. E como esses macacos primitivos cruzaram essa distância aparentemente insuperável? 

Em geral, há duas explicações possíveis.

Uma é o island hopping, ato de atravessar um oceano em jornadas menores de ilha a ilha. Os níveis dos oceanos oscilaram ao longo da história terrestre. Terras emergiram e foram cobertas pelas ondas.
Foto ARCTIC IMAGES ALAMY STOCK PHOTO
O oceano Atlântico pode ser bem perigoso

Em tese, quando os níveis dos mares estiveram mais baixos, cadeias de ilhas vulcânicas podem ter ligado de alguma maneira a África e a América do Sul, facilitando a travessia.

No entanto, mesmo se houvesse uma cadeia de ilhas à mão, nossos precursores primatas ainda precisariam de transporte entre as ilhas. Aqui é onde os "macacos marinheiros" entram na história.

Navegação

A segunda ideia é a dispersão oceânica por rafting, um conceito que pode parecer lunático, mas conta com uma boa bagagem de precedentes na biologia. Quem o sugeriu primeiro foi um dos pais da biologia da evolução, Alfred Russell Wallace, e desde então ele já foi empregado para explicar tudo, de cobras garter no México à fauna de mamíferos de Madagascar.

Antes do aparecimento da teoria das placas tectônicas e da deriva continental, o processo do rafting era a explicação para qualquer distribuição geográfica intrigante de espécies.

Como a hipótese das placas tectônicas não explica como os macacos chegaram à América do Sul, o rafting deve ter tido um papel. Na verdade já foi até sugerido que esses processos também tenham sido responsáveis pela chegada dos ancestrais de roedores e aves como o jacu-cigano. O Atlântico no Euoceno foi uma verdadeira rota para criaturas náuticas.
Direito de imagemCHRIS MATTISON ALAMY STOCK PHOTOImage captionUma cobra (Thamnophis hammondi) no México; as serpentes desse gênero podem ter navegado até as Américas

E o que era o rafting na prática? Claro que as pequenas criaturas identificadas por Bond e sua equipe no Peru não eram capazes de construir uma canoa. A tarefa seria ainda mais difícil para uma cobra. Na verdade, a "canoa" em questão é algo mais parecido com uma ilha flutuante.

Se isso começa a soar estranho, você está em boa companhia. Em uma longa análise sobre o assunto, Alain Houle, da Universidade de Montreal, adverte seus colegas para o perigo de usar a hipótese do rafting como explicação para tudo, sem considerar aspectos práticos.

Precaução

Mesmo o influente paleontologista George Gaylord Simpson, que defendeu a teoria do rafting já nos anos 1940, reconheceu que "esse tipo de migração acidental é aventada sempre que é preciso explicar fatos que contradizem a tese principal".

Com essa precaução em mente, Houle procurou antes quantificar a chance de uma ilha como essa se formar. Depois, a possibilidade de transportar uma população saudável de mamíferos ao longo de metade do planeta. 

O primeiro passo é definir a aparência dessas chamadas "ilhas flutuantes". A imagem que vem à mente é a de uma porção de terra, ao menos uma grande massa de vegetação, sendo arrastada pelo mar durante tempestades violentas.

Tais eventos já foram documentados, embora raramente. Também já houve registros de tapetes de vegetação carregados pela corrente Sul Equatorial entre os rios Níger e Congo, na África, até a costa brasileira – exatamente o tipo de ocorrência necessário à odisseia ancestral dos macacos.
Direito de imagemWORLDFOTO ALAMY STOCK PHOTOImage captionUm pouco de madeira certamente não suportaria muitos macacos em uma travessia oceânica

Se esses supostos botes naturais tinham árvores em pé – como formações semelhantes no passado – Russell Ciochon, da Universidade de Iowa, e Brunetto Chiarelli, da Universidade de Florença, sugerem que seria possível a realização desse tipo de navegação.

Pesquisa sobre o fluxo ancestral de correntes oceânicas (examinando aspectos geológicos como estruturas sedimentares) indicou que correntes fortes em direção oeste, vindas do oeste da África, existiram no período Eoceno, como hoje.

Apesar disso, estimativas básicas feitas pelo paleontologista Elwyn Simons indicaram que uma jornada transatlântica que dependesse apenas das correntes levaria, no mínimo, 60 dias – talvez mais do que o mais resistente dos macacos possa aguentar.

Por isso, diz Houle, a ideia da navegação é crucial para toda a teoria. Em sua análise, ele considera efeitos do vento nesses "barcos" hipotéticos, a partir de velocidades eólicas modernas no Atlântico. Estima que, há 40 milhões de anos, o Atlântico poderia ter sido atravessado em bote em 14,7 dias.

Vale mencionar que Houle, como outros pesquisadores que analisaram a ideia em detalhes, tende a apostar na hipótese de uma longa travessia, mais do que pequenas jornadas por cadeias de ilhas vulcânicas.

Considere a probabilidade de um bote se formar uma vez e fazer contato com a terra e a chance de isso ocorrer várias vezes com a mesma população de criaturas. Talvez a última ideia seja forçar demais a imaginação.
Direito de imagemROLAND SEITRE NATUREPL.COMImage captionO macaco-barrigudo (Lagothrix cana) é encontrado principalmente em florestas densas da América do Sul

Resistência

O próximo enigma é o bem-estar dos passageiros a bordo da ilha flutuante. Se os macacos hipotéticos estiveram nessas estruturas por muito tempo, é importante considerar se tinham as características fisiológicas necessárias para a sobrevivência.

O prazo de 14 dias estimado por Houle torna a possibilidade de cruzamento mais plausível do que estimativas anteriores, mas os macacos ainda teriam que enfrentar desidratação, fome e exposição ao sol.
Por motivos óbvios, é impossível afirmar com certeza como esses animais teriam respondido a um novo estilo de vida náutico, e é eticamente questionável buscar a resposta enchendo jangadas com macacos e enviando-as à deriva. Mas podemos inferir as chances de sobrevivência a partir de um entendimento mais geral da fisiologia dos mamíferos.

Campbell, um dos membros da equipe que descobriu o dente na Amazônia e defensor ardoroso da hipótese da jangada, destaca que esses animais eram pequenos – quase do tamanho de esquilos – e teriam exigências simples de comida e água.

Direito de imagemBLICKWINKEL ALAMY STOCK PHOTOImage captionO degu (Octodon degus), roedor de origem chilena, pode passar dias sem água

Dito isso, estudos comparativos de resistência à privação de água têm indicado que mamíferos menores tendem a ser bem menos capazes de lidar com a desidratação.

Mas alguns mamíferos conseguem se dar bem com a desidratação, como aqueles provenientes de regiões áridas. Se esses primatas fossem da safra do oeste da África, há boa chance de que estivessem bem adaptados à sobrevivência em ambientes duros e imprevisíveis.

Um estudo comparativo realizado por Arturo Cortes e uma equipe da Universidade do Chile demonstrou que degus – roedores do tamanho de pequenos macacos que habitam regiões semiáridas do Chile – podem sobreviver por quase duas semanas sem água.

É difícil encontrar prova concreta para uma ocorrência tão rara. Mas tendo em conta a viabilidade da formação de ilhas flutuantes e sua capacidade de transportar uma população saudável de macacos, pelo menos é possível dizer que a façanha poderia, em tese, ter ocorrido.

A teoria do rafting oceânico tem recebido uma boa porção de críticas ao longo dos anos, mas quanto mais seus efeitos podem ser devidamente quantificados, ela gradativamente passa de uma ideia conveniente a uma hipótese bem testada e legítima.

A ideia do "macaco marinheiro", embora bizarra, já não parece tão absurda como no passado.

Direito de imagemBOAZ ROTTEM ALAMY STOCK PHOTOImage captionUm mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), espécie exclusiva da Mata Atlântica brasileira

Autor de The Monkeys’ Voyage, o biólogo Alan de Queiroz diz que há uma "contrarrevolução" em curso contra explicações simples de distribuição animal pela deriva continental. Ele sugere um modelo mais complexo no qual biólogos evolucionistas aderem a ideias aparentemente malucas sobre dispersão oceânica para explicar nosso entendimento da natureza.

Hoje, as florestas tropicais da América do Sul são tomadas por gritos e sons de tudo, de pequenos micos a bugios estridentes, escondendo-se em buracos e balançando em árvores.

É incrível pensar que esses animais diversos e carismáticos podem ser rastreados até alguns ensopados pioneiros, tropeçando fora de um barco acidental há milhões de anos rumo a um novo mundo.

Eles podem não ser tão conhecidos como Colombo e seus companheiros primatas sem pelos, mas esses "macacos marinheiros" merecem seu próprio lugar na história.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

MAR DO ORLANDO AZEVEDO

Foto Orlando Azevedo

MORTE NO MAR

 Fotos Projeto Baleia Franca/Instituto /Australis
BALEIA DE 13 METROS ENCALHA NA APA DA BALEIA FRANCA

Uma baleia adulta foi encontrada encalhada morta na tarde deste domingo (26) na Prainha (Guarda do Embaú) em Palhoça. O Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) foi acionado e a equipe do Projeto Baleia Franca/Instituto Australis (PBF/AUSTRALIS), responsável pelo monitoramento daquela área, se deslocou até o local. O animal já se encontrava em avançado estado de decomposição, mas foi possível realizar a biometria e coleta de amostra de alguns tecidos. Trata-se de um adulto macho, medindo 13 metros de comprimento.

O local do encalhe está no limite da APA da Baleia Franca. O local é de difícil acesso e a remoção será um procedimento complicado. O Laboratorio de Zoologia da Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC (LabZoo – UDESC) que também faz parte do PMP-BS é responsável pela necropsia dos animais encalhados nesta área. O PBF/AUSTRALIS e o LabZoo – UDESC fazem parte, ainda, do Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca.
As instituições, juntamente com a APA da Baleia Franca/ICMBio e a Prefeitura de Palhoça, estão avaliando as condições para o procedimento.

Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS)

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da PETROBRAS de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo IBAMA e tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e mortos.

Para isso, será realizado o monitoramento de 2.100 km de praias entre Rio de Janeiro e Santa Catarina. Na primeira fase do projeto, a PETROBRAS firmou contrato com a Fundação Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), que fará o monitoramento de 1.100 quilômetros de praias entre Laguna (SC) e Ubatuba (SP). Já a segunda fase será entre as cidades de Paraty e Maricá, no Rio de Janeiro.

A UNIVALI é a responsável pela coordenação e execução destas atividades junto a uma rede de instituições que atua ao longo do litoral. São elas: Associação R3 Animal, Instituto Argonauta, Instituto Gremar, Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Australis, Projeto Biopesca, e Fundação Pró-Tamar.

Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca

O Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca é um programa desenvolvido pela equipe desta Unidade de Conservação Federal para prestar assistência aos mamíferos marinhos encalhados na unidade, estabelecendo assim diretrizes entre as instituições executoras deste plano para o desenvolvimento de ações coordenadas para o atendimento destes casos.

A coordenação do Protocolo de Encalhes na Unidade é formada pela APA da Baleia Franca/ICMBio, Projeto Baleia Franca, Associação R3 Animal, Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC/CERES, Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da UNESC, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Policia Militar Ambiental.

As instituições de pesquisa e conservação que atuam no Protocolo são integrantes da Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB), criada pelo ICMBio em 2011 para melhorar o monitoramento e atendimento a encalhes e capturas de mamíferos aquáticos.

Outras informações sobre como ajudar

Em casos de encalhes de animais mortos
- Informe o local do encalhe e outras informações úteis a um dos membros do Protocolo ou do PMP-BS (contatos abaixo);
- Evite se aproximar do animal sob risco de contaminação biológica;

Em caso de animais vivos
- Não tente devolver o animal para a água, pois pode ser perigoso;
- Obtenha fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso.
- Evite respirar o ar expirado pelos animais;
- Não se aproxime da cauda. São animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e, assim, causar ferimentos.

SERVIÇO

APA da Baleia Franca/ICMBio: (48) 3255-6710
Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio: (81) 3544-1056 / 3544-1835
Núcleo de Fauna IBAMA/SC: (48) 3212-3368 ou 3212-3356
Projeto Baleia Franca: (48) 3255-2922/ (48) 9919-4400
UFSC / Laboratório de Mamíferos Aquáticos: (48) 37217150
Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da UNESC (Criciúma): (48) 3431-2573
UDESC: (48) 9696-6025
Polícia Militar Ambiental: Laguna:(48) 3644-1728/ Maciambú: (48) 3286-1021/ Florianópolis: (48) 3269-7111/ Maracajá: (48) 3523-1870
Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS): 0800 642 3341

TRABALHADORES DO MAR

 Foto Andrea Ramos
Fabrício, Aldemir e Leandro, desmontando o cerco para a pesca da tainha - Pântano do Sul

MAR DE POETA


Foto Lubomir Hlasck


no fundo no fundo
vidro,
peixes sons mergulhos água
leve marola suspira
sai voando biguá
(Pedro Port)

SABOR DO MAR

Vamos fazer uma brincadeira: conte em seus dedos quantas espécies de peixes diferentes você costuma consumir. Foram muitas? Mais de cinco? O motivo desta pergunta é que, infelizmente, apesar das comunidades pesqueiras capturarem uma grande variedade de peixes, na área urbana o consumo é restrito a algumas poucas espécies. Uma enquete realizada na cidade de Laguna, Santa Catarina, mostrou que as pessoas conhecem e consomem em média cinco espécies diferentes. CINCO. E uma delas é o salmão, que não é nativo. Ou seja, apenas quatro espécies suportam hoje a grande maioria do consumo de peixes na região. Duas delas possuem medidas de proteção, como o tamanho mínimo de captura, e uma delas possui o status de ameaçada de extinção na famosa "lista da 445".
 A enquete foi realizada como parte de um projeto de extensão pesqueira do curso de Engenharia de Pesca da UDESC, chamado "Sabor do Mar". Título nada original, eu sei, mas a intenção foi boa. O projeto teve como objetivo incentivar o consumo de espécies de peixes que são descartadas por não ter preço de venda devido à baixa procura.

Resultado de imagem para olho de boi peixe
Neste projeto foram feitos dois tipos de entrevistas. Uma na cidade de Laguna para a identificação das espécies mais consumidas pela população local. A outra foi realizada na comunidade pesqueira do Farol de Santa Marta, cuja pesca quase totalmente oceânica captura peixes de alta qualidade. Neste local, os pescadores foram questionados sobre as espécies que são descartadas por não terem valor de comercialização mas que são consumidas localmente. 

Os resultados foram confrontados e adivinhem só: das 31 espécies capturadas pelos pescadores, apenas três delas eram descartadas por não agradarem o paladar (baiacu, savelha e mamangava). Todas as outras espécies são consumidas na comunidade, mas não são procuradas pelos compradores e acabam sendo descartadas. O próximo passo do projeto então foi pesquisar a frequência de ocorrência destas espécies, a situação atual de sua população perante os órgãos ambientais reguladores, e claro, a qualidade nutricional e o sabor também. Duas das espécies mais abundantes foram selecionadas para fazer parte do próximo passo (e o mais delicioso): a degustação. Conhecidas como guaivira e peixe espada na região, estas duas espécies apresentam estado de conservação favorável, assim como requisitos nutricionais e culinários que justificam sua escolha. 
Os peixes utilizados foram comprados na comunidade onde foi realizada a pesquisa e preparados seguindo orientações dos pescadores referentes ao manuseio e preparo. Foi preparado então um evento de degustação na UDESC. O peixe-espada já era conhecido por algumas pessoas que participaram do evento, embora não seja consumido normalmente em suas casas. O peixe-espada é uma espécie apreciada por restaurantes do litoral central e norte de Santa Catarina para a preparação de iscas. Já a guaivira não era conhecida por nenhum dos participantes, e o sabor deste peixe foi uma grande surpresa.
 Como aprendizado para os realizadores e para os participantes ficou a percepção de que talvez a mudança que tanto cobramos tenha que começar por nós, consumidores. O fato de só consumirmos um pequeno número de espécies, e insistirmos em comprá-las mesmo quando estas encontram-se ameaçadas acaba nos impedindo de conhecer novas possibilidades de consumo. Dar uma chance a novas espécies em nossa mesa pode ajudar a tirar um pouco da pressão das espécies mais consumidas. Pense nisso!

NA PRAIA...

 Sigmund Freud e Carl Young, ainda tentando explicar...

MANEMÓRIAS


TRAPICHE NO CONTINENTE...
Florianópolis/SC.
Ao fundo a Ilha de Santa Catarina (ano de 1919).

OUTROS CARNAVAIS

Final dos anos 90 no famoso Carnaval do Mar, 
no Pântano do Sul.
Cartaz de Andrea Ramos.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Krônico
Miramar com canoas - começo do século passado

NA PRAIA...

"O arqueólogo é o melhor marido que uma mulher pode ter; quanto mais velha ela fica, mais interesse ele tem por ela."
Agatha Christie

Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976)

NOITE INDO, A MANHÃ SENDO...

Foto Alcides Dutra
Amanhece no Pântano do Sul!

SE ALEMBRAM DAQUELE LANÇO?

Foto Amnésio Crônico

Grande lanço de tainhas nos anos 40 - Praia de Canasvieiras.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

OUTROS CARNAVAIS!

Final do século passado no Pântano do Sul. Quem viveu não esquecerá jamais!
Cartaz da Andrea Ramos

OUTROS CARNAVAIS


Foto de Ferrari
Carnaval na Ilha, 1917
Carro de mutação da“Sociedade Carnavalesca Filhos de Minerva”

NA MEMÓRIA DAS ONDAS

O jornal britânico The Guardian foi buscar na década de 20 o primeiro vídeo de surf já registrado no Reino Unido. O ano era 1929 e o método, rudimentar.
Inspirado nos filmes australianos, um grupo de três amigos desbravou as ondas de Newquay, Inglaterra, com pranchas feitas pelo pioneiro Lewis Rosenberg.
As imagens estavam sob os cuidados de Sue Clamp, filha de Rosenberg, que depois da descoberta entregou o material ao Museu Britânico do Surf, localizado em Braunton.
O The Guardian foi em busca dos protagonistas do vídeo e entrevistou Harry Rochlen, pioneiro do surf na terra da rainha e que participou da sessão em Newquay.

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

NO PANTUSÚLI, ABANA QUIÉ UM LANÇO!

Nenhum texto alternativo automático disponível.
Por mais um ano estamos nos preparando para o 🎊Bloco Abana quié um lanço🐟" e queremos convidar a todos para comprarem a nossa camiseta e se juntarem conosco!!
No início do ano, nosso bairro teve o Restaurante Pedacinho do Céu destruído por um incêndio, por isso, para ajudar a Dona Zenaide (ela que sempre nos ajudou e que foi a primeira homenageada do bloco em 2015), nós faremos a concentração do bloco lá no espaço onde ficava o restaurante, para que ela venda seus quitutes e bebidas e assim, ir aos poucos reconstruindo o bar.
Nossa concentração e nosso desfile nas ruas da comunidade serão animados pela "Banda Musical Arte Show", grupo instrumental que tocará as tradicionais marchinhas de carnaval.

As camisetas já estão a venda e custam R$ 20,00 por pessoa, podendo ser adquiridas com o pessoal da organização. 

A marchinha do "Bloco Abana Quié um Lanço", e assim como nos outros anos, homenagearemos pessoas da comunidades, trazendo nesse como homenageados o Sr Domingos Souza, pescador da nossa comunidade, que foi um dos grandes vigias da tainha, e o Sr Dinho de Oliveira, pessoa conhecida do carnaval da nossa comunidade e criador de um dos blocos mais tradicionais do carnaval do Pântano do Sul, o "Bloco Mané Dinho". Dessa forma, valorizamos a nossa gente, nossa cultura e tradições.
A concentração no PEDACINHO DO CÉU se iniciará às 18h30min e o desfile pela rua previsto para às 21h30min.

Segunda de carnaval, dia 27, às 18h30min no Pântano do Sul!
🎉 Junte os amigos e venha festejar com a gente!!!🎉


SEM DOR!


O 'Conus regius' vive nas águas do Caribe e diante das costas da América do Sul. 

O veneno deste caracol alivia as dores mais intensas

Substância poderia ser uma alternativa aos opioides usados para combater as dores mais intensas


O futuro dos analgésicos pode estar no fundo do mar. Ali, nas cálidas águas do Caribe, vive um caracol venenoso que tem em sua boca uma espécie de arpão com o qual ataca suas vítimas. Esse veneno poderia ser uma alternativa aos fármacos opioides usados atualmente para combater as dores mais intensas. Um de seus componentes provou ser eficaz aliviando a dor em ratos tratadas com quimioterapia.

Os caracóis-do-cone vivem nos mares tropicais. Das quase 700 espécies existentes, uma centena é venenosa. Há algumas, como o Conus geographus, que usam a insulina que segregam para provocar um ataque hipoglicêmico em suas presas antes de devorá-las tranquilamente. Os cientistas estão há décadas estudando os componentes de seu veneno. Formado por mais de 100 neurotoxinas, todas juntas podem matar um humano, mas, individualmente, algumas podem ser sua salvação.

É o caso do composto RgIA4, sintetizado a partir de una molécula do veneno do caracol Conus regius, o cone real. Este peptídeo parece impedir a transmissão dos sinais de dor por parte dos neurônios. E faz isso sem ter que usar os chamados receptores opioides da membrana das células nervosas que respondem à ação de opioides endógenos, criados pelo cérebro, mas também aos exógenos (ópio, morfina...).

Veneno do caracol-do-cone é formado por mais de 100 neurotoxinas

Os analgésicos feitos com base no ópio ou em sua síntese são imprescindíveis para aliviar a dor pós-operatória ou oncológica, dores tão intensas e imediatas que deixam em um segundo plano os dois grandes problemas dos opioides: desenvolvimento de tolerância (cada vez são necessárias mais doses para o mesmo efeito) e dependência. Somente nos EUA há 12 milhões de pessoas que abusam do fentanilo, da buprenorfina ou da oxicodona, ou se tornaram dependentes deles. Daí as esperanças depositadas no veneno desses caracóis.

"O RgIA4 atua em uma rota completamente nova, o que abre a porta a novas estratégias para tratar a dor”, diz em uma nota o professor de psiquiatria da Universidade de Utah e coautor da pesquisa, Michael McIntosh. Em vez de agir sobre os receptores opioides, este composto atua sobre dois receptores nicotínicos localizados na membrana celular que interagem com um neurotransmissor, a acetilcolina. “Estamos convencidos de que os fármacos que trabalharem com essa rota poderiam reduzir o custo do uso dos opioides”, acrescenta.

O caracol 'Conus geographus' usa uma nuvem de insulina para imobilizar suas presas.
 foto BALDOMERO OLIVERA

Os pesquisadores, que publicaram seus resultados na revista PNAS, projetaram 20 análogos (compostos com quase a mesma estrutura química) ao peptídeo original do veneno até encontrar um que pudesse inibir com eficácia esses receptores nicotínicos. Para comprovar isso, usaram ratos para reproduzir o circuito da dor. Um grupo deles foi tratada com oxaliplatina, um agente de quimioterapia que tem o efeito de converter uma simples sensação de frio em algo muito doloroso ou uma carícia em algo desagradável.

Os animais que tinham sido inoculados com a conotoxina deixaram de sentir dor e aversão ao tato. Além disso, o efeito aparecia dentro de apenas meia hora e se mantinha em alguns casos por 72 horas. Embora sejam necessários mais estudos, os pesquisadores não viram a ação sobre essa nova rota da dor produzir tolerância ou dependência. Será preciso ainda testá-la em humanos, mas o veneno desse caracol abre um caminho para tratar a dor, especialmente a crônica ou a neuropática, sem a necessidade de recorrer aos derivados da papoula-dormideira.

(Do http://brasil.elpais.com/brasil/)

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha

Oficina Lítica, Barra da Lagoa

NO CARNAVAL

Resultado de imagem para máscara arlequim

no carnaval

transito de arlequim
triste / sorridente

a máscara do amor
tem a cor da véspera


NA PRAIA...

VIRGINIA WOOLF NA PRAIA

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A VOZ DO MAR


na nave língua em que me navego
só me navego eu nave sendo língua
ou me navego em língua, nave e ave.
eu sol me esplendo sendo sonhador
eu esplendor espelho especiaria
eu navegante, o anti-navegador
de Moçambiques, Goas, Calecutes,
eu que dobrei o Cabo da Esperança
desinventei o Cabo das Tormentas,
eu desde sempre agora nunca mais
cultivo a miração das minhas ilhas.
eu que inventei o vento e a Taprobana,
a ilha que só existe na ilusão,
a que não há, talvez Ceilão, sei lá,
só sei que fui e nunca mais voltei
me derramei e me mudei em mar;
só sei que me morri de tanto amar
na aventura das velas caravelas
em todas as saudades de aquém-mar.


(Geraldo Carneiro)

TENTANDO ENTENDER...





ABESPINHAR - Picar, beliscar.
DIGERINHO - Ligeiro, rápido.
DISCONFORME - Como o combinado, correto.
FALQUEJAR – Trabalhar uma madeira bruta com enxó ou machado, deixando-a plana, com ângulos. O mesmo que fraquejar.
NÃO ISTROVA! - Não atrapalha, não complica.
NEM TE LIGO, FERRO ANTIGO! - Não te levo a sério, nem dou bola pra você!
REMÔIO – Diz-se quando uma pessoa ou animal adoece, perde o apetite, fica de cama.
TÁ COM A TICA! - Estar bravo, com raiva, impliquenta. Ex: "Quirino hoje ta com a tica".
ZABANERA - Mulher desavergonhada, puta.

MAR DO ORLANDO AZEVEDO





SE ALEMBRAM DAQUELE LANÇO?

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul, 17 de junho de 2013!

MANEMÓRIAS

 Foto Amnésio Crônico.
Morro da Pedras, anos 30. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

NÓS PRECISAMOS DE NÓS!


Festival Cultural Pedacinho do Céu // fevereiro 2017

"O Pedacinho do Céu precisa de nós e nós precisamos do Pedacinho do Céu!"

O nosso “pedacinho de terra perdido no mar” perdeu um de seus mágicos referenciais. O restaurante “Pedacinho do Céu”, localizado no cantinho do Pântano do Sul, foi todo destruído por um incêndio. Não sobrou nada. Sem seguro, Zenaide de Souza, a proprietária, perdeu seu “ganha-pão”, espaço que levou cerca de 30 anos pra conquistar e que proporcionou o sustento de seus 8 filhos.
A “Comandante” Zenaide representa a Florianópolis acolhedora, alegre, do boi de mamão, do terno de reis, dos engenhos de farinha, das rendeiras e dos pescadores. Guardiã de histórias, receitas, causos e cantorias, é uma fortaleza de saberes e conhecimentos. Amada por toda a comunidade e pelos clientes que passaram em seu restaurante, já enfrentou o vento, a água e agora o fogo. Guerreira, querida e cheia de luz, nunca desistiu e não vai desistir agora.
Toda a cidade tem se mobilizado pela causa.
 E pra fortalecer o espirito de solidariedade, pra ajudar a alcançar a finalidade que é a reconstrução desse Patrimônio Cultural, artistas se engajaram num amplo e acolhedor movimento. A palavra união tem guiado corações que querem transpor diferenças e particularidades. Múltiplos saberes, conhecimentos e atrações uniram-se para realizar o Festival Cultural Pedacinho do Céu. Toda a renda arrecadada durante os dois dias de evento será destinada para sua reconstrução. É um dos vários gestos que tem ocorrido para ajudá-la. 
Samba, forró, rock, country, música caipira, blues, poesia, livros, pintura, literatura, história e de tudo um pouco. E claro, tudo isso acompanhado de cerveja gelada e um cardápio de sabores únicos da gastronomia local.

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Na lida - Pântano do Sul

AS CANOAS DA PESCA

Gravura Hans Staden Fotos Fernando Alexandre "...As canoas bordadas, canoas construídas de um pau só, de garapuvu, de cedro. Madeiras leves. São canoas compridas, bonitas, fortes, resistentes, e são bordadas. Elas têm a borda alta, que se chama borda falsa, e depois têm as canoas borda lisa que são maciças, não têm a borda aumentada com tábuas. A bordada serve para a pesca de tainha, de anchova, de corvina, e a borda lisa é para apenas dois ou três homens e é mais usada para a pescaria de tarrafa, de camarão, manjuva, sardinha, para essas pescas. E as vezes é muito usada para a pesca de espinhel. Espinhel fino, espinhel grosso, este é mais resistente, para peixes maiores..."
 
(Franklin Cascaes - 1908/1983 - Artista, folclorista e pesquisador de cultura popular em entrevista a Raimundo C. Caruso em "Vida e Cultura Açoriana em Santa Catarina" - Edições da Cultura Catarinense - 1997)