quarta-feira, 31 de maio de 2017

NA ESPERA E NA ESPREITA...

Foto Ivan Messiano

PRA QUE TANTA CHUVA?


Ilustração Andrea Ramos

pra que tanta chuva
se Florianópolis já é uma ilha?
água aqui está na mão
suave como uma luva.

agora, sol, é outros quinhentos
estrelas são outros por cento
noites, não sei, talvez não saibas
se são navios, trens ou trezentos 

  (Raimundo Caruso, poeta, escritor e jornalista catarinense)

MAR DE PESCADOR

José Alberto Queiroz perdeu mais de R$ 50 mil em materiais com o incêndio - Flávio Tin/ND

Pescadores poderão reconstruir ranchos incendiados em Santo Antônio de Lisboa

SPU (Superintendência do Patrimônio da União) e Floram (Fundação do Meio Ambiente) liberaram as construções que devem seguir um padrão estabelecido pela prefeitura
REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

O pescador e maricultor Zulmar da Ventura, 36 anos, o Mazinho, comemorou a liberação da SPU (Superintendência do Patrimônio da União) e da Floram (Fundação do Meio Ambiente) para a reconstrução dos três ranchos incendiados em março de 2014 na comunidade de Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis. Os ranchos terão 70 metros² e deverão seguir um padrão determinado pela Floram. Os maricultores e pescadores ficarão responsáveis pelas obras e seus custos.

O incêndio, de causa ainda desconhecida, destruiu três dos 16 ranchos. “A maricultura é um serviço pesado e você trabalhar todos os dias sob a chuva e o sol é muito sacrificante. Ainda não estou acreditando na liberação para a reconstrução dos ranchos. Agora é torcer para não aparecer outro impedimento”, observou.

Durante os três anos, Mazinho construiu um barracão improvisado para guardar os materiais. Pior para o pescador e maricultor José Alberto Queiroz, 66, que perdeu mais de R$ 50 mil em materiais com o incêndio. Depois de ser furtado várias vezes, ele contou com a ajuda do pescador Amilcar Lisboa, 63, que cedeu parte do seu rancho.

“Fizeram um bingo e recebi R$ 8 mil de ajuda da comunidade. Comprei alguns materiais e coloquei ao lado de onde era o meu rancho, mas furtaram 42 telhas ecológicas. Também já me furtaram uma bateria com o carregador, entre outros pequenos objetos”, lamentou um dos pioneiros na maricultura em Florianópolis.

O diretor geral da Floram, Marcos Leandro Gonçalves da Silva, informou que algumas árvores foram podadas na sexta-feira (26) para liberar espaço para a construção dos ranchos. Mesmo assim, dois pequenos ranchos precisam ser retirados.

(Do https://ndonline.com.br/)

UM RITUAL...


...O vigia dá o sinal
e, logo, feita a tocaia,
pula tainha na praia.

É assim... um ritual...
Cada uma das contendas
guarda as suas oferendas....
(Fragmento de coroa de sonetos de Luís Ernesto Heilborn, em "Jardim do Brasil", Ed. Insular)

CAMINHOS...

Foto e descaminho do Fernando Alexandre

terça-feira, 30 de maio de 2017

A PRIMEIRA A GENTE NUNCA ESQUECE...


"Eram os idos da década de 80 e já iam longe as calendas de maio. Uma rádio FM local oferecia a publicitários e jornalistas uma festa regada a bom uísque, bom vinho e outras bebidas nem tanto, mas tudo boca-livre. E o prato principal ? Tainha ! Dito assim parece qualquer coisa, mas era uma mesa com muitas variedades de tainha recheada, suponho que preparadas por mais de um chef. 

Estávamos na era de ouro da freqüência modulada e das agências de propaganda, as comemorações eram muitas e fartas. Dizer que eu me lembro dos magníficos recheios e das saborosas guarnições ? Mentira. Tratávamos os acepipes com uma indiferença blasé, interessados nas fofocas e tendências do meio profissional, bem como nas belezas que circulavam no ambiente – o qual, aliás, merece um parágrafo à parte. 
O local tinha um nome que não deixava antever aquilo que mais tarde se classificaria como spa. Primeiro, aberto a quem pagasse, um tempo depois restrito à fina flor dos poucos endinheirados da city. Piscina, sauna, salões de ginástica, ambientes de repouso, tudo muito funcional e sem frescura. Mas era possível perceber que a cara manutenção necessitava de quantidades off-shoreanas de dinheiro e por isso, havia que se restringir a freqüência a pessoas realmente detentoras de “posses”. 
Era devidamente afastado do centro da cidade para que eventuais aventuras de executivos com seus casos ocultos não fossem facilmente detectadas. Na época, o bairro era deserto e havia pouquíssimos moradores e comércios. Isto posto, voltemos às tainhas. Estavam deliciosas, mas a batalha por um naco era insana.
 Sem pensar no colesterol e na quantidade de lipídios ingerida, só quando estava lá pela terceira ou quarta pratada é que caiu a ficha. E, então, o que restava ? Beber ! e dá-lhe quantidades industriais de uísque e vinho, misturadas ao final com conhaque, já que os cozinheiros capricharam no sal. Não levou muito tempo para que eu tivesse que sair até o estacionamento e devolver à natureza os nutrientes que ela tão prodigamente tinha me proporcionado. E, devidamente ébrio – naquele tempo não dava cadeia – dirigi até em casa sem maiores incidentes. E aquela “instituição” ficava a uns bons quarenta quilômetros de casa. Por isso, talvez o melhor título seria “não foi a primeira, mas foi inesquecível”.

(Do Serginho, o Sergio Maluf Torres - jornalista à moda antiga, publicitário ainda ativo, compositor de música popular. Nascido pé-vermelho, curitibano por adoção, andou pelo mundo afora pra aprender a amar Pindorama.)

OUTRAS PRAIAS...

Foto  Ralph Spegel
Praia de Whitstable, Inglaterra!

DE OLHO NO PEIXE



(via Silézio Sabino)


NA PRAIA...

Copacabana amanhece cheia de máscaras vermelhas para pedir a renúncia de Temer


Rio de Janeiro (Brasil), 27 mai (EFE), (Imagens: Marcelo Sayão).=. Um trecho da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, amanheceu neste sábado com centenas de máscaras pintadas de vermelho para pedir a renúncia do presidente Michel Temer, envolvido em um grave escândalo de corrupção, e denunciar a "baixa qualificação" dos políticos brasileiros.

Desde as 6 horas da manhã, 595 máscaras foram colocadas na areia da praia simbolizando os 513 deputados federais, 81 senadores e o presidente da República, em um original protesto realizado pela ONG Rio de Paz. IMAGENS EFE. EFE TV

RESTOLHOS...

Foto Fernando Alexandre
 O que sosobra da fúria das marés...

NA LISTA DA PESCA - A CAMARADAGEM

Foto Fernando Alexandre

Enquanto esperam as tainhas encostarem para o cerco, na porta do rancho o patrão Didi Grande confere a lista dos camaradas que pescam na canoa "Mariposa"!
No Pântano do Sul




segunda-feira, 29 de maio de 2017

PEIXES...


Tainha em crosta da própria ova

Foto Alavarélio Kurosso?RBS
Ingredientes
1 tainha de 2kg, cortada em filé com pele de 200 gramas e com a ova 
50 ml de manteiga derretida 
Sal e pimenta a gosto 

Modo de fazer 
1. Grelhe a tainha com o lado da pele para baixo
2. Tempere com sal e reserve. 
3. Retire a membrana da ova. Em seguida, misture a ova com a manteiga, sal e pimenta.
4. Coloque a mistura em cima do filé da tainha e leve ao forno a 200 graus por aproximadamente 7 minutos. Sirva em seguida acompanhada de arroz e pirão.

(A sugestão é do chef Alysson Müller)

A TAINHA DOS FARAÓS

Pescadores egípcios, gravura de aproximadamente 2000 anos AC

Templos recebiam Tainhas frescas e escaladas!
 A pesca sempre fez parte das culturas humanas, não só como fonte de alimento, mas também como modo de vida, fornecendo identidade a inúmeras comunidades e como objeto artístico. A Bíblia tem várias referências à pesca e o peixe tornou-se um símbolo dos cristãos desde os primeiros tempos.
 Uma das atividades com uma história mais longa é o comércio de bacalhau seco entre o norte e o sul da Europa, que começou no tempo dos vikings há mais de 1000 anos.
Embora em algumas localidades egípcias fosse proibido consumir certas espécies de peixe em datas específicas, a maior parte da população comia peixe normalmente. Os habitantes da região do Delta e os que moravam às margens do lago Fayum eram pescadores por profissão.

Quanto aos peixes, Heródoto informa que alguns eram comidos crus e secos ao sol ou postos em salmoura. Entretanto, várias outras espécies eram comidas assadas ou cozidas. Uma vez pescados, os peixes eram estendidos no solo, abertos e postos a secar.
 Visando a preparação do escabeche, eram separadas as ovas dos mugens (tainhas). Mais uma vez um papiro cita a quantidade de peixes doados a três templos: 441 mil. Os templos recebiam não apenas peixes frescos, mas também secos.

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

MULHERES DO MAR

Imagem sem crédito
Na tainha...

MAR -CAIS



luzes no mar 
estrelas errantes 
cansadas de navegar

(Fernando Alexandre)

MAR DE PESCADOR

Foto: Salésio Crescêncio Vieira/ Epagri

Pescadores artesanais e ONG Oceana defendem cotas individuais para pesca da tainha

Pescadores artesanais se unem à organização não governamental (ONG) Oceana na construção de uma proposta para o ordenamento da pesca da tainha em Santa Catarina. A OCEANA apresentou um estudo onde foram definidos os limites de pesca para espécie que não comprometeriam os estoques e as pescarias futuras. A conversa entre representantes dos pescadores artesanais e a diretora-geral da Oceana no Brasil, Monica Peres, aconteceu nesta segunda-feira (22), durante reunião organizada pela Câmara Setorial da Pesca, em Florianópolis.

A maior reclamação dos pescadores é sobre a quantidade de licenças emitidas este ano. A portaria interministerial nº 23, de 27 de abril de 2017, prevê a liberação de 62 licenças para embarcações de rede anilhada nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. E só em Santa Catarina são 130 embarcações nessa modalidade. O gerente de Pesca da Secretaria de Estado da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que a escolha das embarcações se deu por sorteio e gerou um descontentamento por parte dos pescadores. “Além disso, a pesca da tainha para embarcações de rede anilhada já foi liberada no dia 15 de maio e até hoje as licenças não foram emitidas”.

Enquanto o Ministério do Meio Ambiente defende a aplicação do Plano de Manejo da Tainha com a redução do número de licenças a cada ano, por causa de uma possível redução de tainhas no litoral brasileiro, a ONG Oceana tem outra proposta: a criação de cotas por embarcação. A sugestão é apoiada pelos representantes dos pescadores e a intenção é construir uma proposta conjunta que possa ser praticada no próximo ano. “Com manejo adequado é possível pescar e manter a diversidade no mar. Vamos manter esse espaço de discussão para construir uma proposta da sociedade civil organizada”, afirma a diretora-geral da Oceana no Brasil, Monica Peres.

Os pescadores artesanais se dispuseram a levantar informações sobre a pesca da tainha para auxiliar nas tomadas de decisão. O Coordenador da Câmara Setorial da Pesca e pesquisador da Univali, Roberto Wahrilich, acredita que os pescadores devem ser ouvidos na construção das normativas que regulam o setor, afinal a pesca em cada localidade tem características diferentes. “No meu entendimento, se continuar a aplicação do Plano de Manejo como está no futuro não haverá mais pesca de tainha com embarcações motorizadas. E Santa Catarina é o estado mais prejudicado com isso, já que a responde por cerca de 70% das capturas da espécie, ressalta.

(Da Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca
Fone: (48)-3664-4417/ (48) 98843-4996
Site: www.agricultura.sc.gov.br
www.facebook.com/AgriculturaePescaSC/)

domingo, 28 de maio de 2017

CHOVE EM MACONDO...

Olhar e clique do 


NA LISTA DA PESCA...


Em homenagem ao Odilon, o Didi, agora gelando nossa cerveja lá na grande vigia!


Murilo
Jorge Manoel da Juventina Morcego
Fotos Andrea Ramos

PEIXE DE DEVOÇÃO

"O ilhéu sempre teve um peixe de seu gosto e do seu agrado e, até mesmo de sua devoção: a tainha."

(A. Seixas Netto, meteorologista, cronista e um dos "bruxos" da ilha de Santa Catarina, em cronica no Jornal "O Estado", em 1971.)

DIZEM QUE ...


DE OLHO NO PEIXE...

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul

TAINHA ESCALADA DA OSMARINA


Osmarina Maria Monteiro, 81 anos, é nativa da Lagoinha do Leste. Desde sua fundação é ela quem comanda a cozinha de seu restaurante, o Bar do Arante, no Pântano do Sul. Ela nos conta como escalar e preparar a tainha.

MEMÓRIA DAS ÁGUAS

Portal dos Barcos do Brasil

Patrimônio naval: oitocentas obras serão disponibilizadas

Uma ótima notícia! Para um país que não cultiva, muito menos cultua, seu rico histórico naval esta é uma novidade auspiciosa: muita atenção, cerca de 800 obras sobre nosso patrimônio naval serão disponibilizadas!

O site historiahoje.com trouxe a novidade: “no próximo dia 9 de junho será realizado o lançamento do Portal Barcos do Brasil que disponibilizará mais de 800 obras digitalmente. A maioria são obras raras sobre o patrimônio naval. Livros, plantas, cartas náuticas, manuscritos e mapas.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

O projeto foi financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E convênio com a Associação dos Amigos do Museu do Mar. Contou com parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Fundação Catarinense de Cultura.

O projeto Barcos do Brasil, “lançado oficialmente pelo Iphan e parceiros em 2008, representa um grande avanço institucional no que se refere à preservação do patrimônio naval brasileiro”. O texto enumera personalidades que se destacaram nesta área. Entre eles…” Ainda no final do século XIX, o então Almirante Alves Câmara encomendou aos estados brasileiros que reproduzissem réplicas das suas embarcações tradicionais”.
Objetivos do projeto Bracos do Brasil: preservar o patrimônio naval

“Inspirados pelos esforços realizados pelos pioneiros, outros apaixonados dedicaram parcela do seu tempo de trabalho para aprofundar o conhecimento sobre o patrimônio naval brasileiro”…”destaca-se a atuação de Nearco Araújo, arquiteto e professor dedicado aos estudos sobre a jangada cearense”…” Luiz Phelipe Andrès, pesquisador das embarcações maranhenses”… “Lauro Barcellos, diretor do Museu Náutico de Rio Grande”…e, imaginem,…”João Lara Mesquita, que através do projeto Mar Sem Fim documentou toda a costa brasileira e editou publicação, incluindo barcos e paisagens tradicionais do litoral”…
Amantes ‘das coisas do mar’

Prossegue a explicação do Projeto Barcos do Brasil: “o projeto é resultado do esforço que vem sendo empreendido em diversas épocas por estudiosos e amantes das “coisas do mar”. O alinhamento entre os diversos atores e parceiros deve ser objetivo a ser perseguido nos próximos anos. Proteção e valorização do patrimônio naval brasileiro que ainda permanece preservado nos mais variados contextos geográficos, econômicos, sociais e culturais do Brasil”.

Aguardamos ansiosamente!

(Do https://marsemfim.com.br/)

sábado, 27 de maio de 2017

SEM CHUPADINHA...



O CAMINHO DAS PEDRAS

Foto de Marcos Amazonas

CHUVA E VENTO SUL

Foto Fernando Alexandre

Frente fria se aproxima e traz chuva para o final de semana em Santa Catarina
Temperaturas ficam mais altas nesta sexta-feira, mas voltam a cair a partir de amanhã

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

Uma frente fria está se aproximando de Santa Catarina nesta sexta-feira (26), trazendo chuva para todas as regiões no final de semana. As áreas mais próximas com a divisa do Rio Grande do Sul, como no Oeste e na Serra, têm chuva já no período da manhã, enquanto que a instabilidade aumenta nas demais áreas no decorrer do dia, em direção ao Norte. Há chance de trovoadas em pontos isolados.

De acordo com o Climaterra, o céu nublado predomina em todo o Estado. Na Grande Florianópolis, mesmo com o acúmulo de nuvens, há possibilidade de pequenas aberturas de sol durante o dia e a chuva deverá chegar entre o final da tarde e a noite.

As temperaturas também ficam mais altas nesta sexta-feira em toda Santa Catarina. “Na Capital, o começo do dia marcou 21°C, considerado quente para a época do ano. Em maio, o normal costuma ser em torno dos 16°C”, comenta o engenheiro agrônomo do Climaterra, Ronaldo Coutinho. Segundo ele, cidades da região Norte, como Joinville, terão máximas entre 30°C e 32°C. Na Serra, a máxima pode chegar aos 22°C, enquanto que em Florianópolis os termômetros marcarão entre 26°C e 28°C.

O engenheiro agrônomo explica que, além de chuva, a frente fria também poderá trazer queda nas temperaturas, especialmente no fim de semana. Em Florianópolis, o sábado (27) terá entre 16°C e 18°C de mínima e de 20°C a 22°C de máxima. No domingo, a previsão indica de 15°C a 17°C no amanhecer, e de 19°C a 21°C ao longo do dia. Nos dois dias, a nebulosidade permanece, com pancadas de chuva a qualquer hora.

“Apesar de já termos uma queda na temperatura no fim de semana, aquele frio de inverno só volta a Santa Catarina no meio da próxima semana. Até quarta, há tendência de chuva para todas as regiões”, comenta.

Ainda conforme Coutinho, na Grande Florianópolis, a chuva será de intensidade fraca a moderada, de maneira geral. Mas nas regiões Oeste, Centro, Serra e Sul, o acumulado poderá ficar entre 100mm e 200mm de precipitação com temporais localizados, trazendo novos riscos de deslizamentos em áreas vulneráveis.

Conforme a Epagri/Ciram, entre esta sexta-feira e domingo, o acumulado de chuva nas regiões da Grande FLorianópolis, Vale do Itajaí, Planalto Norte e Litoral Norte poderá ficar entre 50mm e 80mm, pontualmente podendo superar esses valores. Há riscos de alagamentos, enxurradas e tempestades com descargas elétricas.

(Do https://ndonline.com.br/)

MAR DE PESCADOR


A imagem pode conter: céu, nuvem e atividades ao ar livre
DEZENAS DE PESCADORES ARTESANAIS E SUAS FAMÍLIAS ESTARÃO EM VIGÍLIA A PARTIR DE HOJE (26/05) 14:00 EM FRENTE À JUSTIÇA FEDERAL DE SANTA CATARINA EM FLORIANÓPOLIS AGUARDANDO O DEFERIMENTO DE LIMINAR AUTORIZANDO A PESCA DA TAINHA COM REDE ANILHADA PARA TODAS AS EMBARCAÇÕES COM ATÉ 20 AB.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

PESCA DA TAINHA

Sorteio para obter licença para pesca acontece em Itajaí nesta quinta-feira (25)

Sindicato diz que 5 embarcações de SC receberam autorização para a pesca industrial da tainha

Sorteio ocorreu na manhã desta quinta-feira (25) em Brasília, mas lista oficial ainda não saiu. Concorriam por Santa Catarina 42 armadores.

Por G1 SC

Apenas cinco armadores catarinenses terão direito a pescar a tainha na modalidade de cerco neste ano, informou o Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) após sorteio na manhã desta quinta-feira (25) na Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Brasília.

Até a noite desta quinta, a lista oficial dos selecionados não havia sido divulgada pelo Mapa, segundo o sindicato, o que deve ocorrer nesta sexta (26). No fim da tarde, após a divulgação do resultado do sorteio pelo Sindipi, surgiu a informação de que uma dessas embarcações seria do Rio Grande do Sul, embora estivesse atracada em Itajaí. O sindicato aguardava a confirmação do ministério, e informou que o número inicial divulgado foi baseado no áudio da transmissão do sorteio, feita pela internet.

Por determinação do Mapa, na modalidade cerco, no máximo 32 embarcações do país poderiam ser selecionadas. Juntas, elas deveriam ter o somatório total máximo de 1.188 arqueação bruta (AB), que significa a capacidade de volume interno do barco.

Com relação a 2016, o número máximo de autorizações diminuiu em cerca de 20%. Levando em conta a capacidade dos barcos, durante o sorteio, apenas 18 embarcações foram selecionadas.

Das regiões Sul e Sudeste, 70 barcos participaram do sorteio. Dessa relação, 42 eram de Santa Catarina.

Conforme o Mapa, os selecionados terão de apresentar documentação para homologar a autorização, posteriormente publicada em Diário Oficial da União. Depois disso, os interessados têm dois dias para apresentar recurso.

A safra industrial da tainha começa em 1º de junho e vai até 31 de julho.

Armadores pretendem recorrer

Segundo o Sindipi, armadores que não foram beneficiados com o sorteio pretendem recorrer individualmente com mandados de segurança para buscar licenças.
De acordo com o sindicato, durante o sorteio, os barcos com maiores ABs foram desclassificados, com prioridade para os de menor capacidade de pesca. O Sindipi considera que esse critério não estava esclarecido na portaria do sorteio.

Autorizações
Conforme o Mapa, até 94 embarcações teriam autorização para a pesca da tainha neste ano, somando as autorizações de emalhe e de cerco.
No primeiro sorteio, dia 17 de maio, de rede de emalhe, as embarcações selecionadas poderiam chegar a 62. No entanto, avaliando a capacidade de pesca, apenas 44 embarcações foram selecionadas.

MAR DE OLHARES


Domingos Fossari - ( 1914 - Itaqui/1987 - Florianópolis)

SEM VENTO

Resultado de imagem para farol de santa marta

Só se corria notícia
De Santa Marta para lá
O peixe tava em cardume
Sem vento pra viajar



(Verso de pescador de tainhas da Ponta do Papagaio, inverno de 1957, quando os peixes também  rarearam)

APOITADA...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE OUTONO

Foto Fernando Alexandre

PRETO NO BRANCO

Foto Fernando Alexandre

PELO DIREITO DE PESCAR!


Pescadores entram na Justiça Federal sobre pesca da tainha

FABIO GADOTTI 

Inconformados com as restrições nas licenças para a pesca da tainha, entre 1º de maio e 31 de julho, pescadores artesanais catarinenses entraram com uma ação na Justiça Federal pedindo a ilegalidade e inconstitucionalidade da instrução normativa que regulamentou a atividade. Caso seja concedida, a liminar vai beneficiar cerca de 55 embarcações que, por enquanto, estão proibidas de operar no nosso litoral. O processo foi protocolado pelos advogados de Florianópolis Ernesto São Thiago e Filippos Evagelos Karabalis.

(Do https://ndonline.com.br/florianopolis/coluna/fabio-gadotti/)

BRANCO & PRETO

Foto Fernando Alexandre

TÃO ABANANDO!!! TÃO ABANAANNNDO!!!

Fotos Andrea Ramos

Era com esse grito - o apupo - que os pescadores avisavam a camaradagem e os moradores da Armação do Pântano do Sul que os vigias tinham avistado uma manta de tainhas e que as canoas iriam cercar.
Mas isso já faz algum tempo. De alguns anos para cá, com o mar avançando na praia e a faixa de areia quase sumindo, não tem mais espaço para a pesca de arrasto com os ternos de praia, formados por redes e canoas bordadas tocadas a remo.
Mas a tainha continua sendo pescada na Armação, só que agora com as redes caça-de-malha. As baleeiras e botes, movidas a motor, procuram e cercam o peixe nas águas próximas, entre a Armação, Morro das Pedras e Ilha do Campeche.